É assim a vida em TERRAMAR, onde dragões e feiticeiras se juntam e contam histórias em que tudo pode acontecer.
quarta-feira, março 12, 2008
CUNENE
domingo, março 09, 2008
REGRESSO

Aos meus amigos, que me deram recados, apenas posso dizer que fiquem descansados. Entreguei-os pessoalmente.
Ao fim de alguns dias de lá estar alguém me perguntou: afinal, como achas o país?
Acho-o melhor. Não vou discutir as graves distorções sociais, a corrupção e todos os problemas inerentes. Também não vou fingir que ao fim de quinze dias sou um "expert". Conto apenas o que vi. Por onde andei, vi um país virado do avesso em obras de reconstrução. A rede viária está a caminho de ficar boa. O movimento de mercadorias é tremendo. Não vi pessoalmente, mas as fotos que me mostraram do Huambo em reconstrução, são increditáveis. Vão lá e vejam.
Não fui ao Cubal, pois não tive nem tempo nem oportunidade, mas estou como o meu amigo Manel, que me pediu várias coisas, mas que não trouxesse nada do Cubal, invocando que o Cubal estava todo no seu coração, sem qualquer falha.
Andei pelos matos, fui ao Lubango e ao Cunene profundo. Por picadas exactamente iguais às de antigamente. Aí estive com amigos e trataram-me como um princípe. O Cunene é de uma beleza inacreditável. O que me impressionou mais foi o silêncio. Total e absoluto. Nunca tinha experimentado nada assim. Andei na peugada dos elefantes, sem nunca lhes ter posto a vista em cima. A cereja em cima do bolo, foram as tremendas chuvadas só possíveis em África. Nuvens negras e muito gordas, despejando-se num ritmo alucinado.
Conheci novos amigos. Em Luanda pude finalmente dar corpo, voz e principalmente olhar a pensamentos que já conhecia.
Regresso, com data já marcada para voltar. Combinei com os meus amigos, regressar ao Cunene e passar uns dias num dos últimos paraísos da terra. Ali mesmo ao lado, no Botswana, num lugar mítico chamado delta do Okavango.
GED
Red Velvet Mite
quarta-feira, março 05, 2008
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
PARTIDA
Tantas vezes ouvi este grito, nas noites em que o combóio mala estacionava por breves momentos na estação do Cubal.
Amanhã, vou-me para a minha terra.
Estou ansioso. Sei que vou estar feliz durante alguns dias.
A todos os amigos que ficam, apenas posso desejar que fiquem bem.
Todos os recados serão dados.
Todas as respostas serão trazidas, para mais um ano de ansiedade pelo regresso.
Um abraço e até daqui a três semanas.
GED
sábado, fevereiro 02, 2008
REABILITAR
REABILITAR
Rio grande de nome Jombo separando
O Bié de Malange que precisam de comunicar
Pois as «gentes» fartaram-se da guerra. Lembrando
Luquembo, Catembo e Quirima para amplificar
O que sai da terra, agora sem voz de comando,
Com suor e tremenda vontade para exemplificar
O querer indómito dum povo que lutou até à morte
Porque quis simplesmente mudar a sua sorte.
Ingredientes vorazes para se reabilitar:
Água abundante, solo (e subsolo) pujante,
Gente boa que já não quer ser militar
Para ultrapassar a vazia luta doidejante
Que colocou irmãos sem poderem anoitar.
Pontes e estradas rasgando o Rio Jombo
Carregando frutas de sabores divinais,
Transportando cantares no velho machimbombo,
Testemunho válido de gastos valores doutrinais,
Que embora esquecidos, já não são um biombo
Para a evolução alegre e sadia das tribais
Tradições que farão parte da reabilitação
Lenta, dura e segura do interior da Nação.
kambuta
sexta-feira, janeiro 25, 2008
A LUTA CONTINUA...
O senhor que me atendeu, fez a vistoria e no fim com ar pesaroso disse-me:
- não posso considerar o seu veículo apto, porque os coletes não estão homologados.
Desculpe, disse eu. Comprei-os numa loja da especialidade e garantiram-me que estavam.
Respondeu-me: pois...
Nota: lá o convenci a dar o carro como apto, com a promessa de que iria dali comprar os novos coletes!
GED
quarta-feira, janeiro 23, 2008
EUROPA, QUERIDA EUROPA...
Deram-me uma guia para poder conduzir e, lá dizia que só era válida em território nacional.
Perguntei: território nacional considera espaço europeu sem fronteiras, um país de Lisboa até quase aos Urais?
Responderam-me: não. Nacional, mas nacional mesmo!!! Só cá dentro.
Ok, disse eu. Dentro de dias vou para o estrangeiro, mais concretamente Espanha. Podem passar-me uma guia para conduzir em terras estranhas?
Responderam-me: não. A única entidade que o pode fazer é o Automóvel Clube de Portugal!!!
Disse eu: como assim? Essa entidade é privada.
Responderam-me: pois...
Fui ao ACP. Lá disseram-me, que devia ter lá ido renovar a carta de condução porque só demorava três dias. Como assim? disse eu. Na DGV só me entregam a carta dentro de dois meses.
Resposta: pois...
GED
domingo, janeiro 20, 2008
INFORMAÇÃO
Caros amigos,
Em anexo vão informações sobre um ciclo de cinema dedicado ao realizador Jorge António, a ter lugar no Centro Cultural Português, em Luanda, entre 21 e 25 de Janeiro, pelas 18.00 Horas.
A entrada é livre e a vossa presença será um prazer.
Quem tem blogs que se sinta livre para divulgar
(Ver aqui: http://www.ica-ip.pt/detalhe.aspx?newsid=145 )
Um abraço
A. C.
sexta-feira, janeiro 18, 2008
CHUVA

Cacei-o em jeito de rima com a imagem.
Penso que fazia falta lá na terra, onde Janeiro não é muito de chover. Quando chovia era o alívio... com 35 graus, como de costume, as primeiras pingas deixavam-nos respirar e o nossos sentidos abriam-se aos cheiros balsâmicos da terra. Brotavam os veludos e os sapos iniciavam os seus cânticos que nos embalavam a noite.
É um poema bem velho de uma pessoa que deixou raízes em Benguela.
E a trovoada
É um batuque incessante,
uma estranha batucada.
Os raios são setas de fogo
que misteriosamente, em tom de guerra,
espíritos do mal lançam da altura
para incendiar a Terra.
O vento
Ora violento, ora brando,
o vento é o cazumbi dos cazumbis
-o Deus do mar, do rio e da floresta -
que vai cantando e dançando,
em tragicómica festa,
o seu coro de mil vozes,
os seus bailados febris.
As nuvens negras são virgens tontas,
quais almas do outro mundo,
errando como sonâmbulas
pelo céu negro e profundo...
é a chuva, constante e forte,
é o pranto (parece eterno)
dos deuses negros que a Morte
sacrificou no Inferno."
Geraldo Bessa Victor 1917
Um abraço Henrique. Espero que o poema cure.
Jorge Sá Pinto.
terça-feira, janeiro 15, 2008
NUVENS
RESPOSTA
O recado está dado. Vou cumpri-lo na integra, aliás já está meio cumprido.
Apaixonei-me há muito, sem remédio nem retorno.
Tenho gritado tanto quanto posso, para dizer que o futuro daquela terra já é, e que o que está para trás aí deve ficar.
Tudo o resto cumprirei fielmente.
Para além disso vou ao Kalaari.
Quero encher-me de silêncios, ver estrelas há muito esquecidas e estar com um homem que fala com os ventos.
Quanto a Benguela, a minha querida Benguela, também eu cresci lá. Já combinei.
Saio do aeroporto e vou directamente para a praia morena. Fazes lá ideia do que essa praia tem para me contar!
Sempre que ouço o Let's Twist Again, vejo a praia morena e muito mais que não te vou contar aqui.
As contas desse rosário, dir-te-ei um dia de viva voz e sem testemunhas.
Um grande abraço e a minha profunda emoção pelo enriquecimento que tu e todos os outros amigos trazem a este blog.
GED
LEVA-ME UM RECADO
LEVA-ME UM RECADO
Estranhará o bútio-vespeiro se lhe pedir
O favor de comigo se identificar
Num recado que gostaria de transmitir
Pois anda retido no peito e a mistificar
Uma ausência há muito esquecida. Ouvir
O que tenho para dizer sem calcificar
É o primeiro passo que a pobre ave
Terá que suportar, apesar de não ser grave.
Então peço-te que quando arribares
Em Quibaxe digas à terra que me viu nascer
Que tens um prazer inofensivo se surribares
Aquele solo vermelho que o café faz renascer
Em ciclos biológicos renovantes e se estribares
Naquela frondosa vegetação, ao alvorecer,
Arranca uma colorida e cheirosa folha,
Põem-na no bico e dá-me, pois é a minha escolha.
No teu voo para Sul poisa no Cuito
(A antiga Silva Porto) com a graciosidade
Que este pedaço de terreno merece e se o periquito
Que era meu ainda lá estiver, sem facciosidade
Abraça-o por mim sem outro intuito
Que não o agradecer-lhe a companhia na ociosidade
Do quintal em que partilhámos mangueiras
E mamoeiros no meio da tantas goiabeiras.
Quando te virares para o mar da corrente
Fria que equilibra a força dos ventos e marés,
Escolhe a Benguela do meu crescimento em torrente
Que me ensinou a andar no meios dos larés
Evitando os simuladores que na extracorrente
Atraíam a miudagem para os enormes jacarés
Vestidos de homens audazes e sem escrúpulos,
Mas que felizmente não tinham discípulos.
Ao sobrevoares Luanda refreia o entusiasmo,
Mergulha devagar na baía azul e serena
Espreguiçando as asas e repete o diplasiasmo
Altruísta que açambarca aquela morena
Encostada ao coqueiro que é um pleonasmo
Da beleza tropical na antítese da gangrena.
Não demores porque ainda te vais apaixonar
E enfeitiçado nunca mais a queres abandonar.
E quando o teu regresso estiver eminente,
Grita-lhes bem alto um recado de confiança
No futuro, pois Povo que ultrapassou tão evidente
Martírio com tanta persistência e esperança
Não precisa de lembrar o passado impertinente.
Mistura-te no meio da multidão e qual criança
Estouvada, dança e pula no meio dos charcos
Que contêm a vida renascida em múltiplos arcos.
kambuta
quarta-feira, janeiro 09, 2008
TRATADO DE LISBOA
sexta-feira, janeiro 04, 2008
SÁ PINTO
O que vou deixar aqui, em jeito de abertura, de agradecimento também, não é muito. É um soltar de dentro.
Tem a ver com o dia 4 de Janeiro. Há muitos anos foi o dia que fumei um charuto, um "cohibas" e bebi um trago de uma garrafa de champanhe da Ukrânia que me trouxe o meu amigo, vizinho e confidente, Shahen Mnassakanian. Era assim o costume, dizia ele, chorando como eu nunca vi. Junto com ele tinham vindo os meus colegas, meus amigos e companheiros de muitas viagens: José António e Orestes Pimienta.
Depois de termos passado juntos a passagem de ano daquele longínquo 82, vieram quando eram 8:00h naquele velho hospital de nome Simão Mendes. Tinha nascido mais um guineense, desta vez fruto de um internacionalista, como eu me intitulava, nascido no Lobito e uma portuguesa, ainda mais internacionalista, mais angolana do que da Figueira da Foz.
Era a segunda vez que eu experimentava aquela alegria incontida. Um rapaz ( como dizia o Orestes, de cojones negros!) deste vez, como convinha a quem já tinha uma rapariga, nascida na Ganda e registada no Lubango e batizada em Benguela.
Quis o destino a este jovem, a quem demos um nome guineense, não lhe ser favorável. Nem a nós que o perdemos. Também em Bissau, no Simão Mendes, a escassas dezenas de metros do local onde nascera, um ano e meio depois, tendo junto a nós os mesmos amigos, chorando desta vez de dor: Shahen, José António, Orestes mas desta vez juntava-se-lhes Alex, Dulce Borges minha amiga e chefe e o meu colega e vizinho Djawara.
Precisava escrever isto hoje. Amanhã não teria o mesmo significado. Aqui no sítio deste amigo do Cubal.
Um abraço Henrique. Desculpa ter abusado.
Caro Sá Pinto: não há qualquer abuso, esta é a tua casa. Obrigado pela partilha de coisas tão intimas.
Um abraço
GED
quarta-feira, janeiro 02, 2008
O MEU PAÍS
quinta-feira, dezembro 20, 2007
NATAL

segunda-feira, dezembro 17, 2007
A MINHA TERRA
Apenas gostaria de o ter escrito. Foi-me enviado por um grande amigo e, tocou-me bem fundo.
Quando te disse
que era da terra selvagem
do vento azul
e das praias morenas...
do arco-iris das mil cores
do sol com fruta madura
e das madrugadas serenas...
das cubatas e musseques
das palmeiras com dendém
das picadas com poeira
da mandioca e fuba também...
das mangas e fruta pinha
do vermelho do café
dos maboques e tamarindos
dos cocos, do ai u'é...
das praças no chão estendidas
com missangas de mil cores
os panos do Congo e os kimonos
os aromas, os odores...
dos chinelos no chão quente
do andar descontraido
da cerveja ao fim de tarde
com o sol adormecido...
dos merenges e do batuque
dos muquixes e dos mupungos
ds imbondeiros e das gajajas
da macanha e dos maiungos.
da cana doce e do mamão
da papaia e do cajú...
tu sorriste e sussurraste
'Sou da mesma terra que tu!'
Ana Paula Lavado
sábado, dezembro 15, 2007
Homenagem ao Mestre Oscar Niemeyer

Nem a linha reta, dura, inflexível,
criada pelo homem.
O que me atrai é a curva livre e
sensual. A curva que encontro nas
montanhas do meu país, no curso sinuoso
dos seus rios, nas nuvens do céu, no corpo
da mulher amada.
De curvas é feito todo o universo.
O universo curvo de Einstein.
Já vos tinha dito antes. A generation next, mostra as suas garras e logo com um peso pesado, Oscar Niemeyer. Nem sabem como isso nos faz felizes. A mensagem foi bem passada e, agora já podemos ficar sossegados.
Ruca, um grande abraço e obrigado.
GED
sexta-feira, dezembro 14, 2007
EQUÍVOCOS
EQUÍVOCOS DE NATAL
Celebrar com alegria e vontade
O nascimento do filho de Deus
Não está ao alcance dos camafeus
Que zunem este canto de crueldade.
Os que ignoram o conhecimento
De tais Divindades sentem bem
A dificuldade, sem ressentimento,
Em participar nesta festa do Além.
Para quem está preso e confinado
Ao castigo, merecido ou não, o Natal
Não é certamente por ele apreciado
E louvado da mesma maneira afinal.
Os que, por razões várias, não têm
Nem querem abrigo, o presépio
Que admiram é o que os mantém
A lutar para nada terem e sem pio.
Aqueles que não pediram, mas cuja
Saúde se vem aos poucos deteriorando,
A festa é de certeza muito mais sabuja
E incompleta dos que se vão alegrando.
Para a catraiada que nunca teve
Um presente, passado ou futuro
E que a existência é um alto muro
Íngreme no ódio que se manteve.
Para os que fabricaram estereótipos,
Esta Quadra tem um sabor especial
E contrariando o espírito de Natal
Só vêm lucros opulentos e atípicos.
Para os que usam a eterna esperança
Como bandeira ineficaz e invisível,
É uma catarse de tremenda confiança
Defendendo erradamente o previsível.
É mais fácil partilhar o vácuo
Esvaziado do que uma mesa farta
Mantendo o falseado «Status Quo»,
Trocando carinhos através duma carta.
Unem-se famílias na hipocrisia
Do ano inteiro, esbanjando gestos
Que mancham a estupenda alegria
Que vai morrendo, ficando de rastos.
Para os que se esqueceram de lutar
Colectivamente é acto individual
De aborrecimento bem descomunal
Tendo algo, para em comum, festejar.
Ah Natal, meu recordado Natal,
Os que te inventaram não mediram
As consequências e não exigiram
Que te mantivesses sempre divinal.
Tu, que deixaste de ouvir as preces
Do Senhor e os canticos sem sentido,
Tem calma, sossega e não te apresses
Pois o Natal não anda por aí perdido.
um abraço
Kambuta: estás em tua casa. Só fico mais rico, ficamos todos, com a tua participação.
Um abraço
GED
quinta-feira, dezembro 13, 2007
REFERENDO - SIM, NÃO, TALVEZ, NUNCA!!!
Dizia o senhor que referendo nunca, pois as matérias do novo Tratado de Lisboa eram tão complexas que não eram acessíveis a gente culta, quanto mais ao povo.
Este argumento exibido à exaustão, é do mais reaccionário que tenho ouvido e colocam-se de imediato várias questões que com toda a certeza continuarão sem resposta.
Afinal o referendo fazia ou não fazia parte do pacote eleitoral do partido no Governo?
Claro que fazia, mas só durante o período eleitoral, aliás, como muitas outras coisas.
Afinal, vamos ser governados por leis tão complexas que só uma “elite” as entende?
Parece-me demasiado perigoso, envolver-me por decisão destas luminárias, em algo que não conheço e, que certamente vai influenciar todo o meu modo de vida.
Quando um médico tem que fazer uma intervenção complexa num doente, não está obrigado por lei a explicar-lhe o mais claramente possível tudo o que vai fazer e tudo o que dessa intervenção pode advir?
E um pedreiro que me faça obras em casa? Não tem que me explicar direitinho o que vai fazer e quanto custa para eu poder decidir?
Por que motivo estes “gringos” podem actuar livremente em nome de todos nós?
Por que motivo, não dispendem algum do seu precioso tempo a explicar-nos o Tratado de Lisboa, como se todos fossemos loiros e burros?
Pois é. Estamos entregues a um destino que só parece estar nas nossas mãos, quando esta quantidade de gente nos vem pedir votos. E, não se iludam, isto passa-se com qualquer partido.
A minha questão final é: até quando vamos aguentar isto?
quarta-feira, dezembro 12, 2007
CIMEIRA EUROPA - ÁFRICA
quinta-feira, dezembro 06, 2007
CONVIDADO DA SEMANA
CIMEIRA EUROPA- ÁFRICA
A globalização tem destas coisas. Entendimentos com base estritamente económica, pondo o humanismo de lado. Aliás, falar em humanismo hoje em dia, faz de nós gente obsoleta, retrograda, parada no tempo. Felizmente, tenho a certeza de que com o tempo, a humanidade voltará aos carris. Vai é demorar muito tempo e entretanto gerar problemas sociais tremendos e agudizar os já existentes.
Esta cimeira, começa mal, vai correr mal e terminar pior.
Na agenda préviamente anunciada, não há espaço aparentemente para uma única palavra sobre o drama do Darfur. Provávelmente porque aquela região do globo não tem nada de interessante do ponto de vista económico.
Convida-se Marrocos que não pertence à Organização de Estados Africanos, mas não se convida a República Árabe Sarauhi, que por acaso pertence. Escuso de invocar as possíveis razões para isso.
Vamos ter cá o actual dono do Zimbabwe, mas aposto que ninguém comentará o que se passa naquele país.
Quando se fala em economia, petróleo, recursos naturais, etc, que se lixe o humanismo.
Vai correr mal, ainda que no fim digam que foi um sucesso.
Fiquem bem.
GED
quarta-feira, dezembro 05, 2007
LOCALIZAÇÃO
quinta-feira, novembro 29, 2007
SINAIS DO TEMPO
Como estamos perto do fim do ano e, aproxima-se um ano novinho em folha para podermos estragar à vontade, resolvi mentalmente rever o que aconteceu nos últimos tempos. Pasmei!
Não aconteceu nada.
Do julgamento da Casa Pia, nunca mais ouvi falar.
Do apito dourado, sabe-se lá o que aconteceu.
Fátima Felgueiras? Já ouvi este nome em qualquer lado.
Mentalmente também, ocorreu-me espontâneamente uma frase do Jô Soares, de quem não sou particular apreciador: "eu não sou palhaço, mas estão-me fazendo"!
Tenham um bom ano. Estraguem-no à vontade.
GED
DESAFIO SOBRE A ÉTICA
Um abraço
GED
Um convite não se recusa, e principalmente quando vem de alguém que aprendemos a respeitar.
Obrigada Henrique.
Assim, resolvi repescar um texto que há muito havia escrito e transpô-lo para "este tempo" em que, como administradora de um fórum, procuro pôr em prática o meu pensamento sobre o que entendo dever ser um comportamento ético e as regras de convivência nesse e noutro tipo de espaços na net.
Para isso, me socorri das palavras de meu amigo Frei Betto, num belíssimo texto com o título em epígrafe.
Percebo que para muitos um fórum é um espaço de encontro, de diversão, para outros, ainda, um espaço em que não deveria haver lugar para divergência de opiniões... como se todos devessem ser bitolados para pensar do mesmo modo, de forma a que não ocorressem discussões. A minha opinião é que um fórum deve ser um espaço plural... isto é, o espaço do "matar saudades", do encontro, da diversão, mas também de debate, de cultura, sempre com respeito pelas opiniões contrárias. No entanto, pensar e debater, com respeito e tolerância, talvez não seja o corolário que se segue na maioria dos casos.
Por outro lado, sabemos que "cada um é como cada qual" e, por isso, difícil é gerar consensos entre todos. Mesmo assim, a sã convivência, na divergência, é possível se nos esforçarmos.
"... Quando se lança mão de irregularidades, de difamações, de trambiques, de fato se está perpetuando a velha sociedade opressora em nome de ideais libertários..." (idem)
"... A vida social exige autolimitação de nossos impulsos, controle de nosso instinto, seleção de nossos valores e opções que sempre implicam renúncias. Não se pode escolher isto sem renunciar àquilo. Em suma, aos poucos, se forja em nós o comportamento ético." (idem)
A ninguém deve passar despercebido quão frequentemente nos depararmos com esta falta de sentido de "autolimitação dos nossos impulsos"! Alguns espaços na net são exemplos paradigmáticos em relação a esta afirmação.
Um fórum de discussão, apesar de ser um espaço virtual, é o espelho do nosso comportamento diário. E, provavelmente, não há quem, nas situações do dia a dia, não controle os seus instintos. As pessoas não agem por instinto e têm liberdade de escolha... No caso vertente, a escolha entre o responder e não responder... a escolha de ler ou não as intervenções de membros que, à partida, podem não ser do seu agrado... a escolha de se mostrar ou não tolerante...
Congratulo-me que no fórum que administro este "ideal" de participação venha sendo praticado. E porque é sempre dia de esperança, transcrevo o que um amigo, nessa altura, deixou:
"Canta, canta e canta!
Mata a mudez do conformado
Canta a plena alma a rebeldia
desassossega o menino sossegado
e diz-lhe que da noite se faz dia."
Maló de Abreu
terça-feira, novembro 27, 2007
INVERNO
Vesti-me a preceito, camisa, camisola, casacão, calças grossas e sapatos a condizer.
Fiquei extremamente desconfortável.
Pus os meus óculos de sol, que uso todo o ano, retendo a sensação de que o inverno ainda não tinha totalmente chegado.
Com enorme tristeza, guardei as t' shirts e toda a leve roupa de verão.
E, ainda há gente que tem a lata de me dizer que gosta mais do inverno.
O que vale é que em Fevereiro, vou em busca do sol.
Aguenta aí Angola, que eu estou a chegar.
GED
terça-feira, novembro 20, 2007
CONTOS VELHOS, RUMOS NOVOS

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Mais um amigo que se junta e nos brinda com mais um alicerce, na história das nossas vidas.
Fico-lhe agradecido e devedor.
Um abraço
GED
sábado, novembro 17, 2007
BLOGUE DO CUBAL
Alguém da "generation next", me diz que está a fazer um blogue do Cubal e precisa de ajuda para o desenvolver.
Só podemos estar orgulhosos e, ajudar.
Chama-se Ruca e é filho do Raúl e da Júlia.
Fica assinalado aqui nos meus links, como o blogue do Ruca.
Estou para ajudar e vocês não se estiquem, como é costume!!!
Um abraço
Henrique
sexta-feira, novembro 16, 2007
NOTÍCIAS DE LÁ
O Ministério da Cultura (Mincult) procede hoje, durante uma gala a realizar-se no Cine Tropical, em Luanda, a entrega dos prémios das diversas categorias da edição 2007 do Prémio Nacional de Cultura e Artes.
Na disciplina de literatura foi atribuído o prémio à escritora Paula Tavares, pela sua obra poética "Canta o sonho de mulheres feridas e humilhadas", investigação em ciências humanas e sociais coube a António Fernandes da Costa, com "Roturas estruturais do português" e nas artes plásticas foi atribuído, à título póstumo, ao escultor e pintor Rui de Matos.
Na categoria de teatro foi premiado o grupo Horizonte Nzinga Nbandi, cinema e áudio visual à equipa do programa da Televisão Pública de Angola "Conversas no Quintal", enquanto que na disciplina de música foi contemplado o artista e compositor Elias dia Kimuezo.
CONVIDADO DA SEMANA - SOFIA ÁLVARES
domingo, novembro 11, 2007
PARABÉNS POVO ANGOLANO
sexta-feira, novembro 09, 2007
CONVIDADO DA SEMANA - PHWO - NO COMMENTS
Um abraço
GED
Há convites que não se podem levar a sério; há outros que não chegam a sê-lo; há uns mais discretos, outros menos, havendo ainda os convites para a dança. E quando chega a vez destes... acabam-se, para mim, as possibilidades de equacionar quaisquer outros.
Porém... aqui estou eu a aceitar o gentil convite do Henrique para escrever no seu blog, o que faço com muito gosto.
Ultrapassada a questão das formalidades, aparece logo outro dilema: sobre o que falar ou comentar, já que por aqui, em Angola, quase tudo usa a legenda "no comments".
Da baía de Luanda que está a ser submetida a aterros brutais para a “requalificação” da marginal, por exemplo? Talvez…
“Ao que parece” trata-se de uma obra pública, mas o cidadão não é informado, pelo que se permite especular à vontade, tentando desafiar a imaginação até aos limites.
“Parece” que a obra é privada pelo que ninguém tem nada a ver (ou a haver?) com os milhares de palmeiras importadas de Miami para a sua decoração (até porque são árvores “exóticas” não existentes em Angola). Mas… o que lucra um privado em investir no alargamento da marginal de duas para seis faixas de rodagem? No comments.
Consta que um projecto chumbado pela sociedade civil há alguns anos está de novo a tomar forma. Deixaram-nos poisar (a nós) e agora lá paira novamente a possibilidade de se fazerem umas ilhas no meio da baía de Luanda, com prédios e respectivo entourage de luxo (quadra para helicópteros também?). Comentários? No.
Fala-se que os clubes Náutico (Nun'Álvares) e Naval vão ser "partidos" e que um Museu de Arte Contemporânea vai ser edificado na ponta da ilha. Salitre? Nível freático das águas? Humidade? Nada que a tecnologia não resolva, seja a que preço for. A Barracuda já está no chão. “Dizem que” por casos em tribunal não resolvidos. Nada a comentar. Ninguém sabe, ou viu quem foi. De noite estava, mas já não amanheceu lá.
E pronto. Com esta dose de água (neste caso, de areia na Baía) que se está a meter, em nome do progresso, me despeço, desculpando-me por qualquer "coisinha”.
O ex-líbris da cidade de Luanda está a ser violado publicamente e… no comments.
Pwo
quinta-feira, novembro 08, 2007
COLONIALISMO?... NEM POR ISSO!
Chamou-me incorrigível, porque de facto é um dos maiores amigos que tenho. Outro qualquer ter-me-ia chamado filho da mãe ou coisa pior.
Mas vejamos.
Um documento de 1929, fica apenas a a 31 anos de distância de 1960. E reza a história que a ocupação durou quatrocentos anos!
No entanto podemos ir por outro lado.
Nos idos de 60, tinha eu 12 anos, muito perto de ser um "teenager" inconsciente, lembro-me com total clareza de algumas coisas que convido quem quer que seja a desmentir.
Vivia na maior área de sisal do mundo e, sempre que se iniciava a fase de colheita, transporte, desfibra e enfardamento de sisal, acontecia sempre o mesmo.
Centenas de negros presos à corda, eram levados para o "Posto", onde depois eram encaminhados para as diversas fazendas, para o "contrato".
O meu pai, como muitos outros pais faziam o que podiam, para ao menos soltarem aqueles que eram empregados.
E, eu sei do que falo, pois fui muitas vezes ao "Posto" levar o recado do meu pai.
Bem sei, que alguma coisa foi mudando. Na escola primária não tive nenhum companheiro negro.
Em todo o tempo do liceu tive dois.
Um felizmente encontrei-o numa ida a Luanda. O outro, só muito recentemente tive conhecimento do filho e soube que o pai tinha morrido.
É, meu querido amigo, sou mesmo incorrigível.
Mas mesmo com estas diferenças de opinião, continuo a gostar muito de ti.
E continuo a achar que esta história está mal contada.
A única coisa que é verdadeira e, isso sabemos nós, tem a ver com o facto de que apesar de tudo isto, sempre nos estivemos a marimbar para a cor de cada um. Andei a brincar e a lutar e à pedrada, com malta de todos os matizes e continuo assim. Eu pessoalmente apenas detesto o azul, por razões que não têm a ver com esta história
Um abraço
GED
quarta-feira, novembro 07, 2007
CONVIDADO DA SEMANA - KAMBUTA - NOITE DAS MEMÓRIAS
POUCAS FALAS
Era um mulato matulão, calado e sombrio.
Estou a vê-lo sentado no muro que protegia
Um imenso quintal cheio de uma estratégia
Onde o Tavares aprendia, com tal brio
Que, nas raras ocasiões em que o som
Saía da garganta sentíamos um Homem-Bom.
Quando alguém lhe perguntava onde era a rua tal
Respondia de imediato: é na casa do Sr. Bom-Dia!
Se lhe gabavam o que tinha vestido, resposta fatal:
Comprei na casa da D. Carqueja, prima da azedia
E sogra da inveja! Os miúdos do bairro
Idolatravam-no no entardecer cianopirro.
Com ele estabeleceram uma curiosa relação
Em que a comunicação era feita por actos
E não de falas, em que se escutava o coração
Bem antes dos conspurcados dialectos,
Onde, sem pedir, existia uma protecção
Mútua, simétrica e rodeada de circunspectos
Rituais, imperceptíveis para os miúdos
Mas inatos naquele mulato de olhares barbudos.
Kambuta
Um abraço a todos os que aqui irão permanecer.
domingo, novembro 04, 2007
COLONIALISMO?... NEM POR ISSO!
É costume dizer-se que a passagem dos portugueses pelas ex-colónias foi diferente da de outros povos. Muita mestiçagem a comprovar isso.Compro frequentemente livros antigos em alfarrabistas e muito frequentemente também, são livros sobre Angola. Veio-me ter às mãos, um livro sobre o Caminho de Ferro de Benguela, com provável datação de 1929 e, publicado com autorização do Conselho de Administração do C. F. B.. Aqui ficam alguns extractos desse livro.
...Os salões de primeira classe, com corredor lateral, comportam cinco compartimentos grandes e um compartimento pequeno, duas retretes, uma dispensa e varandas nas duas extremidades. O interior é de carvalho com guarnições em teca. Cada compartimento grande tem um lavatório de metal, cuja tampa constitue uma meza movel, cabides e redes para a bagagem. Todos os compartimentos teem campaínhas eléctricas cujo quadro indicador está instalado na despensa. Os salões de segunda classe, tambem com corredor lateral, comportam seis compartimentos grandes e um compartimento pequeno, uma retrete e varandas nas duas extremidades, iguais às da primeira classe. Cada compartimento grande pode comportar seis passageiros sentados ou seis deitados e tem mezas moveis com as disposições usuais.
As carruagens para os indígenas teem bancos fixos laterais e dois bancos longitudinais contiguos, moveis, ao centro. Tem retretes, torneiras com água para beber e uma varanda em cada extremidade.
Sobre o serviço de automoveis Angola a Katanga diz o seguinte nos regulamentos:
... não se transportam passageiros indígenas, excepto como creados, e isso apenas quando haja acomodação.
Sobre mão de obra diz o seguinte:
...Os indígenas de Angola são inteligentes e no Caminho de Ferro eles conseguem ser assentadores de linha, belos guardas de bombas de água, regulares artífices e bons telegrafistas. Há também alguns desempenhando funções de chefes de estação nos pontos menos importantes da linha.
Parece que afinal, aqui e ali, se vai vendo como fomos diferentes dos outros povos!
GED
segunda-feira, outubro 29, 2007
CONVIDADO DA SEMANA - MANUEL - QUEM MELHOR?...
É o meu convidado e fico-lhe muito agradecido por isso. Políticamente correcto quanto baste!
“Quem melhor que o Manuel e Phwo para começar?”…
És um amigo, Henrique! Da onça… claro! Deixaste-me um menino nas mãos… melhor, (melhor não, pior!) deixaste-me uma folha em branco, com a obrigação de a preencher com palavras, pontos e vírgulas, unidos por um fio condutor, como convém, para se tornarem perceptíveis! E como se não bastasse, essas palavras, pontos e vírgulas têm a incumbência de inaugurar um novo espaço no teu blogue. Ora, isso, é bem mais difícil do que cuidar de um menino. Este “cala-se” e contenta-se com duas ou três locuções verbais carinhosas (claro), ainda que sem nexo, enquanto que é bem mais difícil de lidar com uma folha em branco, embora, é certo, esta não se queixe. Mas exige mais imaginação (quê dela?), mais talento (quê dele?), mais treino (eu, ultimamente, só tenho praticado ténis ao fim de semana. Mais nada…) e, no meu caso, como sabes, mais tempo, muito mais tempo. Por todas estas razões que deve dar o mote ao teu novo espaço é a nossa amiga Phwo (amigo do meu amigo meu amigo é) que não tenho o gosto de conhecer pessoalmente mas de quem, depois de uma breve vista de olhos pelo seu blogue, aprecio a escrita e de quem, parece-me, tenho também alguns pontos de vista diferentes – o que é saudável.
Um abraço.
segunda-feira, outubro 22, 2007
TRATADO DA EUROPA
domingo, outubro 21, 2007
COMUNICAÇÕES
Na verdade, logo no cabeçalho digo que venham e tragam mais cinco.
Fica mais vivo e mais rico de certeza com a vossa participação.
Fico a aguardar.
GED
segunda-feira, outubro 15, 2007
SEM COMENTÁRIOS
Educação CRISTOVAM BUARQUE foi questionado sobre o que pensava da
internacionalização da Amazónia (ideia que surge com alguma insistência
nalguns sectores da sociedade americana e que muito incomoda os brasileiros).
Um jovem americano fez a pergunta dizendo que esperava a resposta de um
Humanista e não de um Brasileiro. Esta foi a resposta de Cristovam Buarque:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a
internacionalização da Amazónia. Por mais que nossos governos não tenham o
devido cuidado com esse património, ele é nosso.
Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a
Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também a de tudo o
mais que tem importância para a humanidade.
Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada,
internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro... O
petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia
para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no
direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não seu
preço.
Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser
internacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos,
ela não pode ser queimada pela vontade de um dono ou de um país.
Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões
arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas
financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos
os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.
Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio
humano. Não se pode deixar esse património cultural, como o património
natural Amazónico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário
ou de um país.
Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um
quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido
internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando
o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em
comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que
Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo
menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris,
Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com
sua beleza específica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo
inteiro.
Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas
mãos de brasileiros, internacionalizemos também todos os arsenais nucleares
dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas
armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as
lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido
a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da
dívida.
Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha
possibilidade de COMER e de ir à escola.
Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o
país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro.
Ainda mais do que merece a Amazónia. Quando os dirigentes tratarem as
crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não
deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando
deveriam viver.
Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.
Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazónia
seja nossa.
Só nossa! "
quinta-feira, outubro 11, 2007
CHE
Para outros, muitos, foi santo.
Para a minha geração representou a solidariedade para com todos os oprimidos.
Cometeu erros como todos nós. Não reuniu consensos, mas não passou indiferente. Faz tempo que tentaram matá-lo. Não conseguiram.
Para mim, guardo-o na memória, com todo o carinho.
Será sempre El Comandante.
GED
segunda-feira, outubro 08, 2007
quinta-feira, outubro 04, 2007
PORTUGAL NO SEU MELHOR.
Na zona de Sintra a população ganhou no Supremo Tribunal Administrativo uma queixa contra a REN ( rede eléctrica nacional), tendo a esta entidade sido ordenado que suspendesse de imediato as obras para a passagem de uma rede de muito alta tensão.
Qualquer cidadão minimamente informado, sabe que os campos electromagnéticos são prejudiciais à saúde, tendo-se estabelecido uma relação de causa efeito entre os mesmos e diversas doenças conhecidas.
Onde é que tudo isto falha?
Em todo o lado claro.
Primeiro porque sabendo-se disto, jamais uma empresa de um país civilizado colocaria redes em locais com evidentes prejuízos para a população. Segundo porque num país civilizado, uma ordem de um Tribunal é para acatar. O que a REN diz, é que enquanto puder vai recorrer e continua a montar postes.
Terceiro, porque num país civilizado, se as ordens do Tribunal não forem imediatamente cumpridas tem de haver mecanismos, que mesmo que envolvam a força, obriguem os delinquentes a cumprir.
Quarto, porque num país civilizado, o governo em vez de se calar, deveria imediatamente fazer cumprir a ordem, já que se trata de uma empresa pública.
Sem mais comentários, sou eu outra vez a divagar devagar.
A Federação Portuguesa de Futebol, enbandeirou em arco, porque conseguiu reduzir a pena do Snr. Scolari e, ainda pensa que poderá recorrer de novo, com a alegação de que afinal o treinador da Selecção Nacional não tocou no outro atleta e portanto não houve agressão.
O que é que isto faz de nós?
Um país da treta claro.
Os milhões de telespectadores por esse mundo fora, só podem rir-se com o que sai daqui.
Para quem como eu desespera, aconselho vivamente este vídeo do Youtube. Aquece-nos a alma, dá-nos uma réstea de esperança e faz-nos pensar que nem tudo estará perdido. Não comento, para que a surpresa seja maior. Mas que é bom, é!
GED
terça-feira, outubro 02, 2007
FUTEBOL
Já o escrevi, mas volto a dizê-lo. A única maneira de tomar posição é deixar de ir aos jogos.
O espectáculo vive das "estrelas". Se jogarem bem são os melhores do mundo. Se jogarem mal, a culpa é dos treinadores e, nem pensar em ferir as susceptibilidades das prima-donas. Estão psicológicamente mal, atravessam um mau momento e o que é necessário é criar-lhes um clima de tranquilidade. No fim do jogo vêm à televisão dizer que deram tudo, que para a próxima farão melhor e o povo acredita.
Sei que isto mexe com paixões, eu também adoro futebol.
Agora vejamos o outro lado da barricada.
Que margem existe para o erro ou desempenho menos bom, de um polícia, ou arquitecto, ou engenheiro, ou médico ou juíz, ou pedreiro ou... que ganham substancialmente menos?
Nós sabemos o que acontece nestes casos!
Longe de mim estar a defender uma atitude corporativa, e também não defendo óbviamente nenhuma margem de erro para estes profissionais, mas o futebol só será um espectáculo fantástico quando as pessoas perceberem as semelhanças entre os dois tipos de jogos.
Dir-se-á que é mais uma opinião "naif" da minha parte, mas não penso isso.
A desculpa e a irresponsabilização colectivas, nunca nos conduziram nem conduzirão no futuro a nada de bom.
Leiam Nietschze. Está lá tudo explicado.
GED
domingo, setembro 30, 2007
sábado, setembro 29, 2007
sexta-feira, setembro 28, 2007
quinta-feira, setembro 27, 2007
quarta-feira, setembro 26, 2007
DESMONTANDO E RECONSTRUINDO A IDEIA DE LUSOFONIA
BIRMÂNIA
quinta-feira, setembro 20, 2007
MOURINHO
Nada mais normal. A vida é feita de ciclos e mesmo o "special one", tem que se conformar e adaptar a estes ciclos.
Num fórum da TSF sobre este assunto, ouvi coisa do género: "ele é um dos melhores treinadores de mundo e fundamentalmente é um dos melhores condutores de homens deste planeta".
Os portugueses são assim. Excessivos. É genético, não há nada a fazer.
Quando amam, amam e, quando odeiam fazem-no com o mesmo ardor.
Não há lugar para cinzentos.
Povo de excessos. Na maior parte das vezes corre mal!.
GED












