sexta-feira, dezembro 06, 2013

MADIBA

Madiba partiu. Nunca mais o veremos percorrendo as ruas do seu país.
A nação arco-iris está de luto, todos nós estamos.
Feliz viagem meu amigo

terça-feira, outubro 29, 2013

TOTALMENTE DE ACORDO.

 Carta de um português em Angola aos politicos portugueses

O entendimento inclusivo dos povos da lusofonia é necessário. Quero interpretar as palavras do Chefe de Estado Angolano como uma chamada de atenção ao Governo Português e à miserável gestão das relações externas. Hoje senti-me filho de um País que me abandonou. Que me forçou a abandonar a família, que me disse que eu não tinha mais espaço na sociedade e que me deixasse de lamechices e que partisse para fora. Sem distinção de lugar ou de ocupação. Fizeram-me sentir que o melhor para mim e para os meus filhos e mulher seria mandar um pai e marido para milhares de quilómetros de distância porque essa seria também uma solução de ajuda ao próprio Estado. E assim segui. Rumo a Angola, onde me tenho dedicado a respeitar este povo independentemente das diferenças que nos separam e onde tenho trabalhado passando um testemunho da minha experiência e conhecimento no ensino superior. Lido sem hipocrisias com as dificuldades porque todos passamos. Todas sem excepção e não vivo lamentando a ausência do abraço da minha mulher e dos meus filhos. 

Hoje sinto-me na obrigação de interpretar e enquadrar devidamente o discurso do Chefe de Estado Angolano. Que garantias de seriedade, respeito e idoneidade podem advir do arco do poder Português. À esquerda e à direita os discursos misturaram questões e neste processo de guerrilha verbalística tendente única e exclusivamente a obter assento na cadeira do poder cometeram erros gravíssimos que colocam neste momento em causa a vivência e subsistência de quase 200.000 cidadãos portugueses que aqui vivem. Os tais a quem Miguel Relvas convidou para saírem….Não perderei o meu tempo e verbo a comentar escória, mas estava ali anunciado o pensamento de um governo pelo seu número dois. Veio Machete, o tal que não tinha ou afinal tinha acções do BPN e que cumula cargos em diversas instituições privadas portuguesas agora ligadas ao Galilei (grupo ecónomico criado com activos ds SLN). As suas desastradas declarações, porque desastradas e provindas de um velho decrépito deveriam ter sido desvalorizadas. Mas não. Em bloco os partidos da oposição apelaram à sua demissão colocando em causa indirectamente as relações com Angola. Hoje foi escutá-los desculparem-se e tentarem disfarçar o indisfarçável. 
Acredito na democracia e no modelo democrático. Não acredito em nenhum político português. E hoje que sou cidadão do mundo, um imigrante, dir-me-ão os nababos que estão de barriga cheia, que tenho bom remédio: que me deixe de lamechices e que me mude se estiver mal. Não o farei se não for absolutamente necessário. Acredito em Angola e na determinação deste povo em querer um Pais melhor e enquanto aqui estiver trabalharei com esse objectivo. É aqui que trabalho e que procuro construir o futuro a que tenho direito para a minha família. Sim. Tenho direito a um futuro e hoje quero apenas acreditar que o que foi dito pelo Chefe de Estado Angolano, o foi com o pragmatismo que o caracteriza e porque a incompetência do Governo Português o mereceu.
Hoje tive vergonha de ser Português. As declarações que foram proferidas devem envergonhar-nos a todos sem excepção pois afectam a nossa dignidade e sobretudo põem em causa a nossa qualidade de convidados de um País que nos acolheu e aceitou. E os responsáveis não somos nós que aqui estamos. Foram bem identificados. E ao que parece enfiaram a carapuça….
Estas declarações foram proferidas pelo Chefe de Estado Angolano, mas facilmente poderão ser replicadas pelo Moçambicano, Inglês, Luxemburguês, enfim por qualquer Pais com onde residam Portugueses e com quem o governo português tenha “interesses comuns”.
Pedro Passos Coelho esqueceu a sua condição de assalariado do Povo. Demitiu-se do processo de sufrágio que o designou e assumiu integralmente o Programa de Ajustamento herdado do Governo Sócrates, tornando-se num funcionário administrativo da Troika. Exigia-se que a pouca manobrabilidade que porventura dispõe no plano interno lhe conferisse a visão de procurar e tornar consistentes as relações comerciais externas com os Países da Lusofonia. 
Demonstrou-se um incapaz, um inútil a quem estamos amarrados por ausência de alternativa.
Em vez de notas à imprensa a mostrar-se surpreendido (mais um coitadinho lamechas..) que nos respeite a todos enquanto comunidade e reconquiste o que estragou. Para isso lhe pagamos. Se não é capaz que saia e emigre…sem lamechices também!
Boa noite!


Nuno Tomás (um portugues em Angola)

sexta-feira, agosto 30, 2013

FÉRIAS

Ainda não tive férias.
Meio mundo foi a banhos e eu fiquei trabalhando duramente.
O cansaço é extremo, mas como sempre, o pote de ouro está no fim do arco-íris.
Como recompensa, este ano volto à minha terra, e isso afasta o cansaço e qualquer amargura. A minha pele tem saudades do sol de fim de tarde, das águas mornas, da cerveja tomada na mais amena cavaqueira. coisas prosaicas dirão as pessoas que se sentem importantes.
Coisas vitais digo eu, simples mas com o sabor do maravilhoso. O ponto alto serão as pescarias em que o que menos interessa é o peixe. apenas tanto mar, o nosso mar rodeando-nos até perder de vista.
Danem-se os livros que nunca terei oportunidade de ler, dane-se o cansaço e tudo o mais que me entristece.
Outubro é um mês de verdadeiros amigos, tão ansiosos como eu por este reencontro.
E estes amigos, não traem, limitam-se a aquecer a alma sem perguntas nem necessidade de respostas.
Como eu gosto deles!

sexta-feira, agosto 02, 2013

segunda-feira, junho 17, 2013

COMPANHIA DE DANÇA CONTEMPORÂNEA DE ANGOLA - AULAS ABERTAS

COMPANHIA DE DANÇA CONTEMPORÂNEA DE ANGOLA
 
AULAS ABERTAS

A Companhia de Dança Contemporânea de Angola informa que no dia 19 de Junho - 4ª Feira próxima – inaugurará o programa "Aulas Abertas" ao público, as quais terão lugar no 2º Andar do Edifício da Academia de Música de Luanda (prédio da Embaixada da Alemanha), na marginal.


Durante cerca de uma hora e quinze minutos, os interessados poderão assistir a uma aula de técnica dos bailarinos da CDC Angola, tomando contacto com a exigente e rigorosa rotina de trabalho de um bailarino profissional, fomentando o respeito por esta profissão, cuja essência é ainda mal conhecida em Angola.
Estas aulas, que terão lugar todas as semanas, sempre à 4ª Feira e com início às 14.30 H, realizam um dos objectivos desta companhia de dança que consiste em incrementar a sensibilidade e a educação artística da sociedade, através projectos pedagógicos e artísticos, contribuindo para a educação do gosto do público, incentivando-o à apreciação estética e ampliando os seus conhecimentos culturais.
Tratando-se de uma companhia de dança inclusiva (com bailarinos com e sem deficiência física), desejamos igualmente participar na sensibilização da sociedade no sentido do respeito pela diferença.
A CDC Angola informa que, por respeito às normas de conduta que vigoram para as aulas de dança, a entrada de público será interdita a partir das 14.15H e que os presentes só se deverão retirar no fim da sessão que terá a duração de 1H e 15 minutos. Informa ainda que é proibido fotografar e filmar.
Visto tratar-se de uma prática regular, as aulas não terão qualquer alteração ou produção artística, mantendo a estrutura e ritmo - com paragens, correcções e repetições - próprios de um treino técnico diário.

 

quinta-feira, junho 13, 2013

COMPLICAÇÕES!


Habitualmente a comunidade médica reune-se para falar dos seus exitos.

Mas na verdade quem trabalha em áreas sensíveis, fatalmente tem complicações pelo caminho. Então porque não enfrentá-las e dsicuti-las?
Todos juntos, certamente aprendemos como resolver as coisas da melhor maneira. A experiência colectiva acumulada, deve ser partilhada.
Por isso, resolvi criar este primeiro curso no nosso país, com a anuência do serviço onde trabalho. E querem saber?
Quem participou, gostou e pede que se continue por este caminho.
Todos saímos mais ricos.

EVOLUÇÃO

Mover objetos com a mente já não é ficção


A utilização da mente para deslocar objectos está cada vez mais próxima de sair dos filmes de ficção científica e tornar-se uma realidade.
Uma equipa de cientistas da University of Minnesota, EUA, conseguiu movimentar um modelo de helicóptero, fazendo-o subir, descer, virar e fazê-lo passar por um aro, através do pensamento. A proeza que foi reportada na revista "Journal of Neural Engineering”, foi conseguida através de interface cérebro-computador (ICC), uma tecnologia que permite a comunicação directa entre o indivíduo e o computador. O desenvolvimento desta técnica, que tem sofrido grandes avanços nos últimos 10 anos, permite ao utilizador comunicar com o mundo exterior e manipular objetos através da modulação do pensamento.
A tecnologia, que se encontra a ser desenvolvida por Bin He, do College of Science and Engineering da University of Minnesota, e equipa, poderá um dia vir a prestar suporte a pessoas com doenças neuro-degenerativas que tenham perdido a capacidade motora e da fala, que poderão ver recuperadas algumas funcionalidades através do controlo de dispositivos electrónicos e mecânicos. Para além disso, esta tecnologia é não invasiva, ao contrário de outras, já que não requer qualquer implante no cérebro. As ondas cerebrais (electroencefalografia, EEG) são captadas por eléctrodos inseridos num capacete EEG, de 64 eléctrodos, que é colocado no couro cabeludo. Os eléctrodos enviam os sinais de actividade eléctrica (ou ausência da mesma) para um computador, que por sua vez processa esses dados e os converte numa ordem electrónica. O controlo do modelo de helicóptero (ou robot) através do pensamento foi possível através do estabelecimento de uma interface entre o computador e os controlos WiFi no helicóptero. Após processar os sinais EEG do cérebro, o computador envia uma ordem para o helicóptero por WiFi.
Um dos investigadores neste estudo, Karl LeFleur é de opinião que “o potencial da ICC é muito abrangente. Em seguida queremos aplicar a tecnologia do robot voador para ajudar pacientes com deficiência a interagirem com o mundo. Isto poderá mesmo ajudar pacientes com problemas como AVC ou doença de Alzheimer.  Estamos agora a estudar pacientes que sofreram AVC para ver se conseguimos restabelecer circuitos cerebrais e reparar áreas danificadas”.

ESPANTOSA VIAGEM

COMO É QUE ELES PODIAM SABER ?

LAWRENCE_ANTHONY
Lawrence Anthony, uma lenda viva na África do Sul, autor de 3 livros, entre eles o best-seller O Encantador de Elefantes, valentemente resgatou inúmeros animais selvagens e reabilitou elefantes por todo o planeta após serem vitimados por atrocidades humanas, entre elas o corajoso resgate dos animais do Zoológico de Bagdá durante a invasão dos Estados Unidos em 2003.

No dia 7 de março de 2012 Lawrence Anthony faleceu.
LAWRENCE_ANTHONY_ELEFANTES
Deixou saudades e é sempre lembrado por sua esposa, dois filhos, dois netos e numerosos elefantes.
Dois dias após seu falecimento os elefantes selvagens apareceram em sua casa guiados por duas grandes matriarcas.
Outras manadas selvagens apareceram em bandos para dizer adeus a seu amado amigo-homem.
Um total de 31 elefantes havia caminhado pacientemente por mais de 12 milhas para chegar à sua residência sul-africana.

Ao testemunhar este espetáculo, os humanos obviamente ficaram abismados não apenas por causa da suprema inteligência e timing perfeito com que esses elefantes pressentiram o falecimento de Lawrence, mas também devido às profundas lembranças e emoções que os amados animais relembraram numa forma tão organizada.
Caminhando lentamente - durante dias - marchando pelo caminho numa fila solene desde seu habitat até a sua casa.
Assim, como os elefantes da reserva, pastando a milhas de distância em partes distantes do parque poderiam saber da morte de Anthony ? "Um homem bom morreu de repente" diz a Rabina Leila Gal Berner, Ph.D., "e vindo de muito, muito longe duas manadas de elefantes, sentindo que eles haviam perdido um amado amigo humano, se moveram numa solene procissão fúnebre para visitar a família enlutada na residência do falecido."
"Se alguma vez houve uma ocasião em que pudemos realmente sentir a maravilhosa intercomunicação de todos os seres, foi quando refletimos sobre os elefantes de Thula Thula. O coração de um homem para de bater e os corações de centenas de elefantes se entristecem. O coração tão generoso e dedicado deste homem ofereceu a cura a esses elefantes e agora eles vem prestar sua carinhosa homenagem a seu amigo."
A esposa de Lawrence, Françoise, estava particularmente comovida, sabendo que os elefantes não haviam vindo a sua casa antes desta data por bem mais de três anos ! Mas sabiam perfeitamente aonde estavam indo ! Os elefantes obviamente queriam apresentar suas sentidas condolências, em honra a seu amigo que havia salvado suas vidas e tamanho era o seu respeito que ficaram por dois dias e duas noites sem comer absolutamente nada.
E assim, uma manhã, eles partiram para a sua longa viagem de volta.

segunda-feira, abril 22, 2013

RAFA NO SEU MELHOR


DIA DA TERRA

Em 2013, o tema do Dia da Terra que se celebra hoje, 22 de abril, é “O Rosto das Alterações Climáticas”, sendo dados a conhecer exemplos deste fenómeno global por todo o mundo, bem como o que está a ser feito para o combater.
O Dia da Terra foi celebrado pela primeira vez nos Estados Unidos em 1970, por iniciativa do senador Gaylord Nelson. O governante pretendia, através da mobilização social, introduzir os problemas ambientais na agenda política, sendo o evento identificado como a origem do movimento ambientalista moderno.
Em 1990, Denis Hayes, responsável pela coordenação do primeiro Dia da Terra nos EUA, tornou o evento mundial, tendo em 1993 sido fundada a Earth Day Network (EDN), uma rede internacional de suporte às iniciativas cívicas de celebração do Dia da Terra. Atualmente, esta organização coordena as atividades comemorativas do Dia da Terra em 192 países onde, através de mais de 22.000 parceiros, mobiliza mais de mil milhões de pessoas.
Em 2013, ano em que o Dia da Terra volta a ter como tema as Alterações Climáticas, a EDN convida à submissão, através do seu website, de imagens que evidenciem como se estão a fazer sentir as Alterações Climáticas em diferentes partes do globo e de iniciativas em curso para mitigar o fenómeno.
Mostrando como o degelo no Ártico está a diminuir o habitat do urso-polar e as cheias e ciclones afetam a disponibilidade de água potável no Bangladesh e, simultaneamente como alguns empreendedores estão criar uma economia verde e milhões de pessoas adotam um estilo de vida sustentável, a EDN pretende demonstrar aos líderes políticos a necessidade de agir e o caminho a seguir.

quarta-feira, abril 17, 2013

CDC ANGOLA LUTA POR SISTEMA DE ENSINO ARTÍSTICO EM DANÇA




Contando com duas décadas de história e muito trabalho, a Companhia de Dança Contemporânea de Angola foi fundada pela sua actual directora Ana Clara Guerra Marques. Criada com o propósito de divulgar a dança contemporânea dentro e fora de Angola, a companhia tem apresentado de forma regular espectáculos. No entanto, Ana Clara Marques lamenta a inexistência de espaços, meios e equipamentos adequados, em Angola, para a apresentação dos seus trabalhos. Os apoios financeiros são também parcos. A qualidade do trabalho da CDC Angola é reconhecida além-fronteiras e as solicitações para actuar no estrangeiro continuam a surgir.

Em entrevista ao VerAngola, a bailarina e coreógrafa recorda a história da companhia, os trabalhos
realizados, as expectativas, os anseios e as dificuldades passadas para manter a dança contemporânea viva em Angola.
A Companhia de Dança Contemporânea de Angola é a única companhia profissional de dança no País. Quando surgiu e qual tem sido o seu percurso?
A Companhia de Dança Contemporânea de Angola (CDC Angola) surge na continuidade de um longo processo com início nos anos 80, enquanto eu era directora da Escola de Dança. A ideia era formar um grupo experimental, com os alunos mais adiantados da Escola para que o público, a sociedade, pudesse perceber quer os propósitos de uma escola de formação em dança, quer uma outra vertente da dança, a vertente artística. Todavia, todas as propostas que, insistentemente, enviei à consideração superior durante cerca de 10 anos foram negadas até ao ano de 1991. Nesta altura com a Irene Guerra Marques, como directora da Direcção Nacional de Formação Artística e Cultural, e com a Ana Maria de Oliveira, como Ministra da Cultura, o projecto foi, finalmente, aceite e fundámos o Conjunto Experimental de Dança (CED). Com o CED tivemos uma série de apresentações e introduzimos novas estéticas e novas formas de espectáculo como, por exemplo, a utilização de espaços não convencionais. Em 1993 foi aprovada, oficialmente, por despacho do Ministério da Cultura, a passagem de conjunto experimental para Companhia de Dança Contemporânea, com a qual desenvolvemos todo um trabalho pioneiro de sensibilização e desenvolvimento da dança enquanto linguagem artística.
Quem são os fundadores da CDC Angola?

Comigo, foram membros co-fundadores do CED (posteriormente CDC), em 1991, a Vanda Nascimento (professora da Escola e bailarina), o Waldemar Tadeu Bastos (aluno avançado da Escola e bailarino), o João Paulo Costa (aluno avançado da Escola e bailarino) e o Rui Tavares (fotógrafo da CDC Angola).
Com que objectivos foi criada a CDC Angola?

O principal objectivo era, e continua sendo, divulgar e promover a dança contemporânea em Angola através da experimentação e da criação de autor, à procura de diferentes linguagens e vocabulários para a dança angolana. A este, está sempre subjacente a intenção de despertar a sensibilidade da sociedade e de educar o gosto do público, incentivando as pessoas à apreciação estética e estimulando a sua opinião crítica, através de espectáculos, projectos pedagógicos, projectos artísticos de âmbito social, seminários, oficinas e aulas regulares dirigidos aos diversos tipos de público (profissionais ou amadores, adultos ou crianças).
A Dança Inclusiva foi entretanto, por nós, introduzida em Angola, sendo hoje um dos nossos focos importantes a demonstração da possibilidade de integração de indivíduos portadores de deficiências físicas e outras na qualidade de bailarinos.
Qual foi o primeiro espectáculo apresentado pela CDC Angola?

O primeiro espectáculo que a CDC, ainda CED, apresentou intitulava-se “A Propósito de Lweji”. Teve lugar no dia 27 de Dezembro de 1991, no Teatro Avenida que, entretanto, foi derrubado. Tratava-se uma peça que marcou também o encerramento da Escola de Dança por falta de condições de funcionamento. A sua principal inspiração foi o mito da fundação do império Lunda e a escultura cokwe. Mas a primeira peça original criada foi “Mea Culpa” na qual se discutiam alguns tabus relacionados com a Igreja.
Ao longo dos anos, que espectáculos apresentou já a CDC Angola?

Já vai sendo longa a lista de trabalhos originais criados pela Companhia, bem como as suas apresentações. Mais de uma centena de espectáculos foram já apresentados com trabalhos como “A Propósito de Lweji” (1991), “Corpusnágua” (1992), “Mea Culpa” (1992), “Solidão” (1992), “1 Morto e os Vivos” (1992), “5 Estátuas para Masongi” (1993), “Imagem e Movimento” (1993), “Palmas, Por Favor!” (1994), “Os Címbalos dos Mudos” (1994), “Uma Frase Qualquer” (1994), “Introversão Versus Extroversão” (1995), “Neste País - Se não fosse a guerra...éramos todos (a) normais e 4 para 5” (1996), “Uma Frase Qualquer...e Outras (Frases)” (1997), “Os Quadros do Verso Vetusto” (1999), “Oratura… dos Ogros… e do Fantástico” (2008), “Peças para uma Sombra iniciada e outros Rituais mais ou Menos” (2009), “O Homem que chorava sumo de Tomates” (2011) e “Paisagens Propícias” (2012 / 2013).


quinta-feira, abril 11, 2013

COMUNIDADE?

Ela espanhola e ele português.
Decidiram casar-se. Ela trabalha no nosso país, e ambos acharam que casar era uma coisa fácil. Dois cidadãos da comunidade europeia, não haveria de haver problemas.
Nada mais falso.
Começaram por ser chamados à polícia, para um duro interrogatório, não fosse tratar-se do caso de ser um casamento de conveniência, para aquisição de nacionalidade. Depois, uma infinidade de papéis pela frente, mas lá conseguiram o dito matrimónio.
 
Afinal a comunidade é uma miragem, mas isso já todos sabíamos.
Mas os vigaristas, todos os vigaristas daqui e os outros no parlamento europeu, insistem em dizer-nos que somos europeus, que devemos ter laranjas e preservativos e impostos e batatas e sei lá que mais, padronizados pelas medidas europeias. Que o preço das coisas têm de estar em linha com os outros países, bem nem tudo porque os ordenados não têm que estar em linha.
Experimentem comprar um carro no país ao lado e verão logo o que é a comunidade europeia.
Eu pessoalmente nunca acreditei nesta ideia bizarra de uma Europa para os europeus.

quinta-feira, março 21, 2013

EQUILIBRIO!


E, de repente o enorme pássaro de metal juntou nuvens, como quem junta fantasias e desejos. Momento meu, único. Na minha fantasia pensei que um dia poderia passar de uma nuvem a outra, sem me despenhar.

quarta-feira, janeiro 09, 2013

RAFA

E porque a verdade tem de ser reposta, eu fui "traído" pela tecnologia angolana. A minha neta, quando chegou cá na barriga da mãe, revelou ser...um rapaz.
Chegou o Rafa. Um princípe africano de qualquer modo, com um olhar inquisidor sobre o mundo que o rodeia.
Vai ser feliz, isso é que conta. E a tribo está aí para ajudar.

LUANDINO



Finalmente consegui o último livro da trilogia. Esgotou, distraí-me e tive de esperar.

Agora estou ansioso por lê-lo.
Últimamente tenho lido pouco, e os livros novos  amontoam-se. Há à espera, Mia, Ondjaki, Luandino, Lobo Antunes e mais alguns de que nem recordo o nome.
Mas, quando começar vai ser de uma vez só.
Estou com fome de ler. Vou deixar Mia para o fim. A confissão da leoa promete ser um dos melhores livros dele pelo que me têm dito.
Vou aproveitar a próxima viagem para começar. Dia 28 rumo ao frio. Bruxelas no seu melhor. Uma cidade que me diz muito, onde passei muitas temporadas em casa da minha avó.
Depois conto-vos da minha opinião sobre cada um.

segunda-feira, dezembro 24, 2012

BOAS FESTAS



FELIZ NATAL PARA TODOS.

sexta-feira, dezembro 14, 2012

ENVELHECER

Há dias li num livro uma frase genial: "envelhecer não é para maricas".
Nada mais verdade. Ser infeliz é um acto de pura cobardia. Procurar no passado remoto os pilares dessa infelicidade, é uma completa inutilidade. Envelhecer é um acto de enorme coragem e na verdade essa palavra já foi abolida pela OMS.
Nos tempos que correm só envelhece quem quer. Apenas se fica com mais idade, e essa nem sempre é encarada da melhor maneira. Se calhar porque se tentam corrigir coisas que não têm correcção possível. Ainda assim, há profissionais que vivem disso.

quarta-feira, dezembro 05, 2012

CDC



COMUNICADO DE IMPRENSA

A Companhia de Dança Contemporânea de Angola vem por este meio comunicar o cancelamento da sua Temporada de 2012, com início previsto para o dia 1 de Dezembro, por motivos alheios à sua vontade.
As razões desta tomada de medidas, a dois dias da estreia, prendem-se com o facto de ter sido detectada uma fenda grave numa das paredes principais do único teatro existente em Luanda, o Nacional Cine-Teatro (Chá de Caxinde), a qual, segundo a equipa de engenheiros que se deslocaram ao local, poderá ruir, originando o desabamento do tecto.
Não tendo a quem recorrer e sem prever qualquer tipo de indemnização, a CDC Angola sente-se, no entanto, no dever de pedir a compreensão do público e de agradecer aos patrocinadores e parceiros a sensibilidade, a confiança e o apoio demonstrados, comprometendo-se a honrar o seu compromisso tão logo haja condições técnicas para que o trabalho possa ser apresentado, com dignidade artística e o indispensável rigor profissional, o que se espera para o primeiro trimestre de 2013.
Constituindo um momento de profunda consternação e desmotivação marcado por irreparáveis prejuízos materiais e danos morais, para todo o colectivo, a direcção da CDC Angola exorta os seus bailarinos, técnicos e produtor a manter a nobreza e a assumir com coragem mais um revés do qual, apesar de lesados, todos sairão mais fortes.
Dando prosseguimento à sua programação e lamentando que a estreia mundial da peça “Paisagens Propícias” não aconteça em Angola, a Companhia de Dança Contemporânea informa que a irá estrear no estrangeiro, em Janeiro de 2013.
Gabinete de Divulgação e Imagem da CDC Angola, em Luanda, aos 29 de Novembro de 2012

quarta-feira, novembro 21, 2012

SOLIDÃO


Todos os dias  passo por ele
Sentado na balaustrada que separa o passeio
Ensimesmado, forjando silêncios
Ar tranquilo, vestido regularmente
Mas sempre parado, olhar distante e vagabundo
Nunca o vi pedir nada
Nunca o vi falar com ninguém
De vez em quando pendura sacos na mão
De comida penso eu
E à noite desaparece sei lá para onde
Ponho-me a imaginar no que pensa
É negro, africano genuíno, magro
Imagino que sonha com calores tropicais
Com os sabores há muito perdidos
E sinto pena, muita pena mesmo
Se calhar sem razão, sou eu que sonho por ele
Mas continuo a sentir pena
E continuo a imaginar que aquele andar desajeitado
E a alma tão enclausurada
São sinais da ausência de si mesmo
Da ausência de um país acolhedor, quente
Do meu país, e do dele também.

GED


terça-feira, agosto 28, 2012

MARGARIDA

E a Margarida não pára de crescer. Sigo atentamente este despertar e não vejo a hora de lhe dizer que estamos todos juntos para o melhor e para o pior.
Mas, este pequenino coração foi fabricado no Sul tropical. Há-de ser resistente, doce, e muito, muito angolano.

GOLF

Um modo de estar na vida. Desporto altamente técnico e obssessivo. A luta permanente connosco, na ansia de melhorar cada vez mais. E este é o momento chave.
"Back-swing" com o braço esquerdo bem esticado, as mãos rodadas no sentido vertical, as pernas ligeiramente flectidas. Este é o momento de não retorno, os olhos fixos na pequena bola branca, cabeça completamente limpa de tudo o que nos distrai no dia a dia. Depois é apenas a rotação harmoniosa e  a descida em velocidade pura.
Resta, se tudo correu bem, fixar o voo fantástico e vê-la aterrar no sítio certo, centenas de metros adiante.
Um prazer. A vida devia ser assim também.

domingo, junho 17, 2012

PARA HERÓIS!

Esta semana fui e vim a Dusseldorf. Sem histórias, que a cidade não tem nada de invulgar.
Como sempre aproveitei a viagem de ida e volta para ler. Desta vez, A máquina de fazer espanhóis de Valter Hugo Mãe, um livro extraordinário sobre um tema infelizmente actual na nossa sociedade.
Mas, na verdade o que retive nesta altura em que toda a gente fala de amor e quer explicar o amor, foi uma frase inacreditável que aparece.
"O amor é para heróis"
Tudo dito numa simples frase. E é verdade, absolutamente verdade. Sem cedências, nem caminhos sinuosos.
Com valentia e determinação. Sem pesar prós e contras.

sexta-feira, junho 08, 2012

UMA VIDA

Um poema, uma vida
Tanta tempestade, desalinho, tristeza.
Mas sempre cresceram girassóis nas trincheiras.

GED


quarta-feira, junho 06, 2012

NOTICIAS DA PWO.


No âmbito da Conferência Internacional “A Educação
Patrimonial e sua  Gestão - desafios, estratégias e experiências”, a Companhia de Dança Contemporânea de
Angola, apresenta:
TRAVESSIA 
Um espectáculo que nos leva a uma viagem dentro de nós mesmos
e da multiplicidade de “mundos” e de situações em que nos encontramos.
Trata-se de uma travessia através desses ambientes que vamos
percorrendo durante as diferentes fases da vida. Neste percurso
estão os cruzamentos culturais. As memórias. Os diálogos estéticos.
Um percurso entre a vida, a morte, o amor, a amizade e a loucura.
Caminhos de contrastes, de hipocrisia e de simplicidade. 

Direcção Artística: Ana Clara Guerra Marques

segunda-feira, maio 28, 2012

CORAÇÃO DO SUL

Alguma coisa de muito importante vem acontecendo. A minha neta, acho eu, tem talvez a coisa mais importante que algum dia terá. Já tem coração. Pequenino, mas batendo ao compasso dos ventos do sul.
Este mesmo coração, que se tudo correr bem e vai correr, nós, a tribo toda, está disponível para ensinar que nele cabem todos, mas mesmo todos os amigos.
Ela não é só a minha neta. É a neta de nós todos, aliás como todos os outros.
E um dia ela vai compreender isso.

terça-feira, maio 22, 2012

ACORDO ORTOGRÁFICO


Este assunto não é pacífico, nunca foi. E se pensarmos na imensidão de portugueses que estão violentamente contra, e se pensarmos que Angola e Moçambique não ratificaram o acordo, e se pensarmos...
Na verdade, pessoalmente sempre defendi a liberdade da lingua portuguesa evoluir nos diversos países, das mais variadas formas, e sempre defendi que se podiam incorporar umas nas outras naquilo que vão produzindo de melhor.
Este acordo é uma prisão e um ultraje a todos nós que falam a lingua portuguesa nos quatro cantos do mundo. Nenhum brasileiro, português, moçambicano, guineense, S. Tomense, caboverdiano, timorense, deveria sentir-se orgulhoso desta desfaçatez.
Pior do que isso. Ter de ouvir um Presidente da República proferir dislates a propósito disso, é o espinafre em cima do bolo.
Na verdade, na sua recente visita a Timor, declarou públicamente que embora os discursos oficiais fossem segundo o acordo ortográfico, como cidadão continuava a usar o português pré acordo.
A minha pátria é também a minha lingua, e eu não quero de todo emigrar para um país do qual não gosto.

domingo, maio 20, 2012

TRIBO

A minha neta está a caminho. Mais uma para fazer deste planeta, um sítio melhor para viver. Dizem os nossos mais velhos, que não chegam os pais para a criar, é necessário toda a tribo. E eu tenho uma tribo enorme, da qual fazem parte todos os meus amigos.
Todos juntos, esperamos ansiosamente poder ajudar.

PARIS

Estive de novo em Paris. Faz um ano estava lá, e estarei lá de novo no próximo ano. Às vezes com boas memórias , outras nem por isso, mas Paris tem essa coisa estranha de nos lavar a alma. Desta vez Paris estava linda e eu senti-me bem, como há muito tempo não sentia. É esta coisa dos circulos que se fecham e dão início a novos circulos. É isso, deve ser isso. Algures na viagem li o último livro de Sepulveda e do seu amado Sul. Não é o meu Sul, mas como o entendo.

segunda-feira, maio 07, 2012

360

Para quem tem iphone este programa é fantástico. Chama.se 360 e permite tirar fotos  panoramicas e com 360 graus. Divirtam.se

quinta-feira, maio 03, 2012

CONVERSAS REAIS

Por hábito, escrevo conversas imaginárias, cada vez menos confesso, mas esta é real e recente.
Estava há dias com alguns amigos e alguns conhecidos, falando de tudo, e eu manifestei a minha alegria por ter bilhetes para ver o Bruce Springsteen e a Estreet Band.
Um dos conhecidos disse não perceber porque é que eu gostava desse tipo de música.
Ele próprio só gostava de música clássica e em particular de Beethoven.
Calmamente respondi que apreciava mais Rock and Roll, mas que dentro da música clássica também tinha os meus preferidos, sendo o mais dilecto o Ludwig Van.
Pois é disse ele, infelizmente esse não conheço.

sábado, abril 28, 2012

quinta-feira, abril 26, 2012

ESCONDERIJOS

Escrever, para além do mais é uma forma de fuga.
Escrever, torcer as palavras, desfigurar ideias, criar outras novas, blá, blá, blá.
Na verdade escrever é um esconderijo, de nós próprios e dos outros.
Escrevemos para nos desculparmos das faltas latentes, da descoragem de não ser, dos caminhos que não trilhamos, de tudo o que não fizemos, das miragens que deixamos escorrer entre os dedos.
Irrecuperáveis.
E escrevemos para esconjurar os espíritos.
E o esconderijo é perfeito, porque ainda por cima há gente vivendo a dizer que temos talento.
Ora bolas.

quarta-feira, abril 18, 2012

ESBOÇOS

ESBOÇOS

SILÊNCIOS III

Os silêncios cercam-nos como matilhas. Basta saber ouvi-los.
E é nos silêncios, que encontramos tantas vezes o caminho de regresso. Num concerto, num estádio, num simples passeio no parque, em plena guerra, de repente o silêncio instala-se e funciona como um farol de mil navios. Depois, bem depois, basta pegar na alma, alisá-la e regressar.

ESBOÇOS



sábado, abril 14, 2012

SILÊNCIOS II

Do outro lado das palavras existem silêncios ainda sem nome.
No avesso do avesso, apenas o ruído de asas soltando risos, nos rumos do sul.

Atravessando nuvens apenas liquidas, sem qualquer encanto.

E no entanto as palavras ganham contornos inesperados.

Em cada movimento, em cada respiração o coração acelera e a alma dispara.




Puff Daddy/Faith Evans/112 - I'll Be Missing You

sexta-feira, abril 13, 2012

SILÊNCIOS I

Cada vez mais aprecio silêncios. De todos os tons.

Em cada um há um ruído peculiar, que merece ser longamente escutado.

Ouvir o ruído do bater do coração no meio da noite, na altura em que a pele se desdobra e o corpo parece ocupar o azul infinito.

Mas o silêncio maior, que me envolve como uma manta velha que guardo e não quero jogar fora, acontece em intervenções de grande risco.

Aí, tudo deixa de existir, e apenas um enorme silêncio transbordante, me isola do mundo exterior. Não há espaço para amores e desamores, ódios e querelas, as cores desaparecem e tudo tudo fica desfocado.

Apenas eu existo.

E por mais que isso seja o meu dia a dia, no fim fica sempre uma tristeza enorme por ter de abandonar o meu casulo e regressar à vida real.






MOLESKINE

A minha filha ofereceu-me uma agenda Moleskine.
Todo o artista tem de ter uma, disse ela. Fiquei boquiaberto.
Embora ela pense que sim, que eu sou um artista, eu não faço o género de pobre menino rico, que não consegue ser feliz se não for artista ou intelectual, ou se viajar muito.
Contento-me em perseguir o que a vida tem de melhor, e isso só em viagens interiores nem sempre bem sucedidas.
Mas, como este post é para ela, quero dizer-lhe que fiquei muito feliz com a oferta e dar-lhe um conselho.
Artista é aquele que consegue navegar na vida, aproveitando os ventos de feição e ainda que o barco corra o risco de naufragar, vale a pena continuar a navegar. É certo que se perdem companheiros e companheiras de viagem no caminho, mas esse é o preço que todos temos de pagar.
E desistir, não é palavra que possa constar no dicionário interior.
Beijo

quarta-feira, abril 11, 2012

SILÊNCIOS

Agonizam em silêncios desbocados de fim de tarde.
Inventam peles de deitar fora.
Disfarçam vidas, como se fosse possível pendurá-las num qualquer varal, debaixo do glorioso sol de cada manhã.
Desabotoam a alma lentamente, um botão de cada vez, e afinal a grande escuridão adiante permanece imóvel.
Um segredo. Basta apenas viver.

GED

domingo, abril 08, 2012

SUN TZU

Nunca inicies uma guerra, sobretudo se não a podes ganhar. Além do mais, a paz é um bem perecível e valioso.

Mas, se o teu inimigo te obrigar a isso, convoca os teus melhores exércitos, chama os teus melhores generais e, toma decisões sensatas.

Sobretudo ataca-o onde ele não espera.

As tuas probabilidades de êxito aumentam substancialmente.


GED

segunda-feira, março 26, 2012

CHARCOS

Um dia, um ano, uma vida.
Uma eternidade de silêncios desbotados, comprometento os tons de azul.

Desmedida usura de palavras sem som, sem sentido, sem nada.

Apenas o vazio que fica nas nódoas de uma escrita arrogantemente efémera.

Charco onde se atolam quotidianos minúsculos, de improváveis tecelões de futuros.

quarta-feira, março 14, 2012

VENTOS?


O vento ruge vindo de sul, sempre de sul, virando as folhas do meu bloco, impedindo a escrita.
Mesmo as palavras já escritas, são arrastadas por este vento meridião, ficando nas folhas apenas vestígios. Quem ler não vai entender.
Quem ler, pensará apenas que o poeta é louco varrido. Como pode o vento arrastar palavras agarradas nas folhas?
E no entanto, o bloco é imaginário, as palavras também.
O vento esse é bem real, turbulento, circula-me nas veias com uma ferocidade cada vez maior.
E deixa tudo arrasado por onde passa.
Um dia vai-me arrastar também. Rumo ao sul claro.

domingo, março 11, 2012

A BICICLETA QUE TINHA BIGODES

Ondjaki é sempre surpreendente. E para nós angolanos, que já fomos meninos e que já andamos pelas mesmas ruas dessa pátria tão amada, cada livro dele leva-nos de volta.
Este novo tem um prefácio de pessoas que eu conheço pessoalmente. O tio Rui, escreveu um livro mágico, "Quem me dera ser onda".

- Tio Rui, posso falar dos restos de letras que a tia Alice tira do teu bigode à noite?
- Podes.
- Não vão querer vir na nossa rua roubar a caixa de letras?
- Não. Ninguém vai acreditar.

Sobrinho
Claro que podes que ainda a rua já é a mesma outra de nome mudado e tudo, não se pode mais jogar futebol, nem ouvir pássaros, nem sapos, é só o engarrafamento dos jipaços, parecem estilhaços das sirenes do cimento bem armado de mãos nos bolsos dos calos dos sapatos. Podes, com palavras pode-se mesmo traduzir a voz do silêncio. Com bigodes e a fazer de guiador de uma bicicleta que desce para cima sem travões. Podes, sim senhor, falar dos restos de letras que, felizmente andamos a semear. Katé!
Tio Manuel também Rui.

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

Fausto: "Velas e navios sobre as águas"



Fausto publicou há 28 anos, o melhor album de música portuguesa de sempre, "Por este rio acima". Alguns anos depois, juntou-lhe "Crónicas de uma terra ardente".
Finalmente este ano terminou a trilogia, publicando este album incrível, "Em busca das montanhas azuis".
Um retrato da grande epopeia dos Descobrimentos, que orgulha qualquer um de nós.
Retirei esta música do album.
Apreciem-na

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

HOJE

As horas dobram-se com lentidão desesperante.
A noite não desabotoa o casaco escuro que habitualmente veste. Nem nenhuma madrugada se vem cravar no sítio habitual.
Apenas eu e a noite teimamos nesta insónia devastadora, que pagaremos mais cedo ou mais tarde.
Revejo o último livro que me ofereceram, "a bicicleta que tinha bigodes", do meu amigo Ondjaki.
Esteve no Porto, juntamente com outro amigo, Luandino Vieira e eu não pude estar com eles.
Onde estarão agora?
Não sei porquê, mas esta devia ser mais uma noite vulgar, de serviço nos Cuidados Intensivos. Mas não é!

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

Perdoem-me o orgulho!
GED

segunda-feira, janeiro 16, 2012

GELO

Há nuvens aprisionadas nos gelos deste e doutros invernos.
Nuvens de palavras e cor e sons, apenas esperando por primaveras que tardam em chegar.

Afinal, nuvens são água em estado de liberdade pura.






GED

terça-feira, janeiro 03, 2012

MUNDO

Mundo de afectos e desafectos, ainda que raros, correndo em desfilada.
Estendem-se almas, tentando captar um raio de sol que seja, enquanto andorinhas tecem músicas nos fios de metal.
O mais importante contudo é sobreviver.
Instintos básicos dirá quem sabe. Não importa quanto caminho para fazer, debaixo de tanta nuvem escorrendo dos céus.

sexta-feira, dezembro 30, 2011

CDC

A CDC ANGOLA
Pioneira da dança contemporânea em Angola onde é a única com estatuto profissional, a Companhia de Dança Contemporânea de Angola fundada em 1991 pela coreógrafa angolana Ana Clara Guerra Marques, marca a ruptura estética e formal da dança neste país africano, ao propor a abertura para novos conceitos de espectáculo num terreno conservador quase exclusivamente marcado pelas danças patrimoniais e recreativas urbanas.
A utilização de espaços cénicos não convencionais, bem como a iniciação do público angolano ao Teatro-Dança, entre outras sugestões para a diversificação e renovação das linguagens da dança em Angola, não tem sido tarefa fácil, apesar das suas novas propostas estéticas despertarem cada vez mais a curiosidade e o interesse do público.
Há também a destacar o trabalho realizado em colaboração com importantes nomes da literatura (Manuel Rui, Carlos Ferreira, Pepetela, F. Ningi), das artes plásticas (António Ole, Jorge Gumbe, Mário Tendinha, Masongi Afonso) e do audiovisual angolano (Geração 80, Rui Tavares), bem como o trabalho experimental resultante da investigação e da reflexão sobre a estatuária e as danças tradicionais e populares de algumas regiões de Angola.
A crítica social é uma das opções desta companhia que tem partilhado o seu trabalho com os países africanos, europeus e asiáticos que já visitou.
Depois de uma longa interrupção, a CDC reaparece, em 2008, com um novo elenco de bailarinos por si formados e a trabalhar em regime de exclusividade.
A Dança Inclusiva, pela integração de elementos portadores de deficiências físicas, foi o mais recente desafio da Companhia de Dança Contemporânea de Angola que se vem impondo pelo investimento intelectual, pela originalidade das suas criações e pela qualidade técnica e artística com que vai conquistando o reconhecimento da sociedade.

(Enviado por Pwo)

segunda-feira, dezembro 26, 2011

NATAL

Estamos em plena crise, mais para uns que para outros.
O desemprego é assustador, o novo ano que se avizinha não parece trazer bons augúrios para ninguém. Haverá certamente festejos na passagem de ano, com muita luz e cor.
Continuaremos a ter estes governantes ridículos, completamente subjugados a forças que não dominam, mas às quais querem pertencer.
Mas, a esperança resiste. Nesta época tão dura, o povo português contribuiu com mais 30% de ofertas para o Banco Alimentar em relação ao ano passado.
Desejo para 2012: que este país tão pobre, não continue a incentivar a saída daquilo que tem de melhor, os seus quadros jovens. Se isso continuar a acontecer, demoraremos uma eternidade a regressar a qualquer normalidade.

sexta-feira, dezembro 23, 2011

EUSÉBIO

Eusébio, é uma das pessoas que eu admiro. Um dos melhores jogadores de futebol de sempre.
Foi internado com uma pneumonia.
Ninguém tem dúvidas, que sempre terá tratamento diferenciado e que todo o Portugal torce por ele.
Está melhor, felizmente.
Segundo o boletim médico, em declaração pública do director do hospital, ele até já pediu o prato que quer comer amanhã: bacalhau.
Pressuroso o dito director, apressou-se a dizer que o hospital está a fazer esforços no sentido de lhe satisfazer os desejos.
Mas era preciso dizer isso públicamente com aquele ar servil?
Que refeição de Natal estará reservada, para os restantes doentes?
Como se sentirão eles, ao ouvir tais dislates?

The Corrs: So this is Christmas, War is over (Wembley Arena, London, 12....

quinta-feira, dezembro 22, 2011

NATAL

A todos os que por aqui passam, amigos, menos amigos, visitantes apenas, desconhecidos, a todos um feliz Natal.
Fiquem com um dos mais belos poemas da lingua espanhola, uma das línguas mais bonitas do mundo.

Todo pasa y todo queda pero lo nuestro es pasar
pasar haciendo camino, camino sobre la mar
nunca perseguí la gloria y dejar en la memoria
de los hombres mi canción.
Yo amo los mundos sutiles ingrávidos y gentiles
como pompas de jabón.
Me gusta verlos pintarse, de sol y gran arbolar
bajo el cielo Azul temblar, súbitamente y quebrarse
nunca perseguí la gloria.
Caminante son tus huellas del camino y nada más
caminante no hay camino, se hace camino al andar
al andar se hace el camino y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca se ha de volver a pisar
caminante no hay camino sino estelas en la mar.
Hace algún tiempo en ese lugar
donde los bosques se visten de espinos
se oyó una voz de un poeta gritar
caminante no hay camino se hace camino al andar
golpe a golpe, verso a verso.
Murió el poeta lejos del hogar
le cubre el polvo de un país vecino
al alejarse le vieron llorar
caminante no hay camino se hace camino al andar
golpe a golpe, verso a verso.
Cuando el jilguero no puede cantar
cuando el poeta es un peregrino
cuando de nada nos sirve rezar.
Caminante no hay camino, se hace camino al andar
golpe a golpe,
verso a verso

CESÁRIA

Agora que Cesária morreu, corre por aí em alguns blogs que os portugueses não a trataram como devia e que era melhor acolhida noutros países. Provávelmente dizem essas coisas por desconhecimento. Cesária era bastante apreciada em Portugal, talvez não tivesse o estatuto de diva da "world music", mas era bem tratada.


Ninguém como o povo português conhece Cabo Verde. E para nós Cesária não era uma diva, era apenas mais uma extraordinária cantora das ilhas de fogo. Pena que o resto do mundo não conheça Lura, ou Cimentera, ou Ildo Lobo, ou os Tubarões, ou Dany Silva, ou Tito paris, ou, ou, para apenas citar alguns de repente.


Perceberiam de imediato o que eu quero dizer.


Cesária era bem tratada pelos portugueses.

segunda-feira, dezembro 19, 2011

CÓRDOVA

Este fim de semana estive em Córdova, visitando velhos amigos e trabalhando com eles, por pura diversão, no Hospital Reina Sofia. Foi óptimo. Fez-me bem. Fez-me recordar os tempos que aí passei treinando coisas novas. Ainda assim, aproveitei e treinei outras técnicas que quero iniciar em Janeiro. Ano novo, vida nova, como se diz por aqui.
E Córdova é um sítio onde sempre regresso, sabendo que vou ficar feliz. É uma cidade encantadora de gente simpática e que nos acolhe com imensa naturalidade. E ainda por cima, joguei golf. Algo me dizia que não devia tirar o meu saco do carro.
Agora estou de volta, muito mais leve e sereno. Até lá voltar.

sexta-feira, dezembro 09, 2011

CAMINHO

Camiñante, no hay camiño adelante.
El camiño se hace camiñando.

NAUFRÁGIO

Num naufrágio, há quase sempre sobreviventes. Sobram sempre pedaços flutuantes, que podem significar a diferença.
E se houver coragem e força para nos agarrarmos a eles, pode ser que se consiga sobreviver.

segunda-feira, dezembro 05, 2011

RIOS

A primeira vez que vi o meu rio, encantei-me.
Na segunda vez naveguei nele, admirando toda a sua extensão.
Na terceira vez, apaixonei-me irremediávelmente.
Hoje circula-me nas veias, num turbilhão incessante.

domingo, dezembro 04, 2011

BLOGS!

A blogosfera é um espaço de cultura, lazer, divertimento, impensável há alguns anos atrás. Através dela, pode-se conseguir quase tudo, inclusivamente bons amigos, e aumentar exponencialmente o saber.
Há os blogs individuais que reflectem a opinião, o saber e mesmo a personalidade de quem o utiliza como ferramenta. Têm a vantagem de que só lê quem quer. Pode até acontecer que ninguém o leia, mas creio que isso importa muito pouco aos donos deles.
Depois há os blogs colectivos.
Quando alguém assume criar um blog e torná-lo colectivo, ainda que seja administrador, o blog deixa em termos prácticos de lhe pertencer e a sua única função é torná-lo equilibrado e evitar alguns mal entendidos que sempre surgem.
Há uns anos atrás tive o privilégio de escrever num blog colectivo, que envolvia gente dos cinco continentes. Foi uma época tão importante, que esse blog foi objecto de um "case study" e fez parte de uma tese de doutoramento.
Foi um período fabuloso, mas a má administração acabou com esse blog, num curto espaço de tempo. Nessa altura recebi telefonemas de gente insatisfeita como eu, dos EUA, do Brasil e até da Austrália. Foi impossível salvar o blog, porque os administradores recusaram-se a ver o que se passava.
Mas salvou-se alguma coisa. Ainda hoje fiquei com amigos com os quais contacto regularmente, nos quatro cantos deste mundo.
Neste momento, num outro blog muito importante, estou eu e estará muita gente a passar por uma situação idêntica, mas tenho fé que os administradores que são gente sensata, se apercebam do mal estar e corrijam rápidamente o que está mal.

GED

sexta-feira, dezembro 02, 2011

DEZEMBRO DE NOVO!

Mês mágico. Pelo menos de onde eu venho era.
Mês de inventar palavras novas, usar a magia.
"Amorar" por exemplo. Não sei se já foi inventada, mas eu inventei-a também.
"Dançarinhando", coisa que eu faço muitas vezes.
"Futugir", coisa que eu nunca farei.
Experimentem inventar. Faz-nos sentir bem.
Fiquem abensonhados ( esta não é minha).

DEZEMBRO

Aí está ele, esse mês de tantas e desencontradas emoções. O mês do Natal.
Pessoalmente, acredito no Pai Natal, sempre acreditei.
De onde eu venho, acreditamos em dragões, em elfos, em duendes, em feiticeiros e... no Pai Natal.
Independentemente de amarguras, ou de frustrações, ou de desastres ciclópicos, eu acredito no Pai Natal.
E, de verdade, tenho pena daqueles que não acreditam. Não sabem o que perdem.
A vida sem magia, é apenas um "copy"/ "paste", de uma enorme, incomensurável tristeza.

quarta-feira, novembro 30, 2011

terça-feira, novembro 29, 2011

MOVIMENTO

Yiruma - Kiss The Rain (Full Version)



KISS THE RAIN

Lembro-me que chovia no meu passado
Grossas gotas, mornas, acolhedoras
Cada uma me lambuzando a face e os lábios
Em suaves beijos de amor primeiro
Lembro-me de imaginar ser tudo possível
Mirando-as a engrossar a correnteza
Vendo-as partir nos rumos de outras vidas
Com a certeza de que regressariam de novo
Imaginava que me trariam notícias de lá
Lembro-me de as ver chegar em cada ano
As mesmas chuvas que eu tinha beijado
Incessantemente prisioneiras entre a nuvem e o charco
Brilhando em tons de azul sob o sol tropical
Lembro-me que chovia no meu passado
E eu imaginava que tudo era possível.


Lembro-me que chovia no meu passado. Grossas gotas, mornas, acolhedoras, cada uma me lambuzando a face e os lábios, em suaves beijos de amor primeiro. Cristais líquidos escorrendo no pano da tarde. A terra vermelha fumegava cios. Lembro-me de imaginar ser tudo possível, mirando-as a engrossar a correnteza, vendo-as partir nos rumos de outras vidas com a certeza de que regressariam de novo. Imaginava que me trariam notícias de lá.
Lembro-me de as ver chegar em cada ano, as mesmas chuvas que eu tinha beijado, gotejando beirais, incessantemente prisioneiras entre a nuvem e o charco, brilhando em tons de azul e vermelho sob o intenso sol tropical.
Lembro-me que chovia no meu passado, e eu ainda imaginava que tudo era possível.

segunda-feira, novembro 28, 2011

VIDA

Latejam-me as veias
Por onde circulam palavras de impaciência
Em cadências loucas de ritmos distantes
Vincando rugas mágicas na pele da alma
Oceanos de luz invadem-me em golfadas
Noites e dias explodindo perto de mim
Mil sóis vagabundos penetram-me o corpo
E tremo sozinho febres de tanto esperar
Ainda assim, latejam-me as veias
No ritmo de tantas inquietas solidões
Arrisco-me nas profundezas do grande mar
Apalpando às cegas cada onda que passa
Procura incessante de outras solidões iguais
Ateio labaredas nos céus de cor violeta
Voo entre elas no dorso dos mais velhos dragões
E convoco todos os feiticeiros disponíveis
Latejam-me demasiado as veias
De imaginar tanta vida para palmilhar ainda
E tanto desencontro no caminho em frente

TALVEZ

Talvez
A vida não seja apenas estilhaços
E não seja tão duro crescer
Dançando sempre num baile de cicatrizes
Talvez
Haja um tempo de sorrir à morte
Fitar a fera de olhos confiantes
E dizer-lhe sereno que não venceu a batalha
Talvez
Os crepúsculos anunciem o orvalho das manhãs
As fogueiras sejam realmente dragões
Contando histórias na lingua velha
Talvez
Haja amores que sejam eternos
E que todos os rios circulem nas veias
Flutuando alucinações e desejos contidos.
Talvez
Haja um tempo de sussurros cristalinos
Com libelinhas dourando sob o sol.

sábado, novembro 26, 2011

DE ONDE EU VENHO

De onde eu venho
Não há talvez nem indecisões
Nenhum rio é de sim e não
E todos, todos nascem no mar
Terra é terra, fogo é fogo
E nenhuma água jamais o dissipará
De onde eu venho
Libelinhas azuis vagueiam no crepúsculo
E pirilampos acendem as noites
Enquanto girassóis se ausentam de danças
Em redor de cada fogueira ateada
Cada homem empenha sua palavra firme
Fundida no fogo dos seus ancestrais
De onde eu venho
Há memórias de bemquerer
Salpicando as espumas do grande mar
As mulheres podem vestir cetins negros
Porque nenhuma dança será recusada
E nenhum amor, nunca vacilará
De onde eu venho
Serpenteiam brilhantes as veias da terra
Num rumor liquido e sagrado
Amparando amores prometidos e cumpridos
Enquanto majestoso bagres deslizam serenos
Nos rios de todas as memórias
De onde eu venho
Cada homem é a sua palavra.

GED

sexta-feira, novembro 25, 2011

GOLF É ISTO!



O MELHOR DESPORTO DO MUNDO.

ÁFRICA


Hoje inexplicávelmente, acordei e passei o dia com o cheiro de África entranhado em mim, como um perfume.
Por isso andei feliz o dia inteiro, embora a saudade me batesse constantemente, mais que o habitual.
Este amor é permanente, sem quebras, e ao contrário de tantos outros é para a vida inteira.
Está na hora de regressar e sentir de novo na pele, o calor abrasador daquele sol amigo. De passear sem destino naquelas anharas sem fim.
Cumprimentar gibóias e girafas e zebras. Alucinar com a dança dos girassóis.
É, está na hora de regressar a este amor firme que me consome diáriamente.

quinta-feira, novembro 24, 2011

PLAYING FOR CHANGE

Para quem não conhece, aconselho vivamente a visita a www.playingforchange.com.
Visitem, ouçam, vasculhem o site com todo o cuidado, que não se vão arrepender.
Uma cadeia de televisão norte americana, propôs-se encontrar cantores e músicos de rua, fora de todos os circuitos comerciais e pô-los a tocar em simultâneo, cada um em seu país. O movimento cresceu e hoje é magnífico.
Aproveitem.

sábado, novembro 19, 2011

VIDA

Hoje sinto-me profundamente feliz. Salvei uma vida.
À minha frente, morreu súbitamente uma pessoa. Consegui mantê-lo vivo, durante dez minutos até chegar a Emergência Médica.
Hoje, sinto-me feliz. Finalmente mereci o meu pedaço de pão.