Há sonhos e projectos, os mais diversos
Que não merecem o exilio
Que não merecem a infelicidade calada do esquecimento
Devia ser possível costurar os seus futuros
Cerzi-los com a linha do horizonte
Poupá-los à humilhação de um qualquer purgatório.
É assim a vida em TERRAMAR, onde dragões e feiticeiras se juntam e contam histórias em que tudo pode acontecer.
Há sonhos e projectos, os mais diversos
Que não merecem o exilio
Que não merecem a infelicidade calada do esquecimento
Devia ser possível costurar os seus futuros
Cerzi-los com a linha do horizonte
Poupá-los à humilhação de um qualquer purgatório.
Neste planeta, publica-se um livro a cada dois minutos, 30 livros por hora, 720 por dia, 21600 por mês, 259.200 por ano.
Há uma impossibilidade física para qualquer cidadão, ainda que leia incessantemente, de abarcar todo o conhecimento produzido. Há portanto uma ignorância massiva em relação ao que a humanidade produz.
Pior do que isso, não há como reverter tal problema. Pessoalmente, contento-me com a pequena parte que me toca. Talvez assim, consiga colocar uma pequenina pedra nos alicerces do mundo.
Dois excertos do extraordinário livro de Irene Valejo, "O infinito num junco", para esclarecer os ignorantes que acham que queimar livros ou alterá-los, para que sejam mais políticamente correctos, vai alterar o curso da História. De uma assentada mostram a sua imperdoável ignorância, e a sua estrutura mental profundamente racista. Explodir os Budas, alterar obras primas, incendiar bibliotecas, querer danificar os monumentos dos Descobrimentos, é um acto ciclíco ao longo da História quase sempre alicercados em ignorantes, bárbaros a quem a cultura não diz nada e mostra-nos que há ainda um longo caminho a percorrer.
"Falemos por um momento de si, que lê estas linhas. Neste momento, com o livro aberto entre mãos, dedica-se a uma actividade misteriosa e inquietante, embora o hábito o impeça de se surpreender com aquilo que faz. Pense bem. Está em silêncio, a percorrer com o olhar filas de letras que fazem sentido para si e lhe comunicam ideias independentes do mundo que o rodeia neste momento. Retirou-se, para dizê-lo de alguma forma, para uma divisão interior onde lhe falam pessoas ausentes, fantasmas visíveis apenas para si e onde o tempo passa ao ritmo do seu interesse ou entendimento. Criou uma realidade paralela, uma realidade que só depende de si. Você pode, em qualquer momento, afastar os olhos destes parágrafos e voltar a participar na acção e no movimento do mundo exterior. Mas, entretanto, permanece à margem, onde escolheu estar. Há uma aura quase mágica em tudo isso."
" No caso da antiga Jugoslávia, arrasar o passado era uma finalidade de ódio étnico. Desde 1992 até ao fim da guerra, 188 bibliotecas e arquivos sofreram ataques. Um melancólico relatório da Comissão de Especialistas das Nações Unidas estabeleceu que na ex-Jugoslávia houve uma « destruição intencional de bens culturais que não se pode justificar por necessidade militar». Juan Goytisolo, que viajou à capital bósnia respondendo ao chamamento de Susan Sontag, escreveu no seu caderno de Sarajevo: « Quando a Biblioteca ardeu, fruto do ódio estéril dos lançadores de misseis foi pior do que a morte. A raiva e a dor daqueles instantes perseguir-me-ão até ao tumulo. O objectivo dos sitiadores - varrer a substância histórica desta terra para montar sobre ela um templo de patranhas, lendas e mitos - feriu-nos profundamente.»
No Canadá, foram queimados em diversas escolas, livros do Tintim e Asterix por alegadas ofensas contra indigenas.
Tal como a palavra "nigger", foi retirada dos livros de Mark Twain.
Eu não chamaria a esta gente de iconoclastas, quando são apenas o máximo da burrice humana metidos a intelectuais. Não compreendem que a História é o que é, com todos os seus erros e virtudes e a vã tentativa de apagar esses erros, ainda os torna mais visíveis.
Que diria Leonard Cohen se fosse vivo? Provávelmente não diria nada e pediria para mudar de nacionalidade, já que se sentiria envergonhado de ser canadiano.
Vivemos tempos miseráveis, em que o que conta é a visibilidade mediática a qualquer preço, e em que as redes sociais exibem a real quantidade de idiotas por esse mundo fora, porque não é só no Canadá que as coisas acontecem e não é só agora. A Biblioteca de Alexandria foi destruida pelas mesmas razões. Ao longo dos séculos isto foi acontecendo recorrentemente, apenas com menos visibilidade do que agora.
A ignorancia e a burrice, actualmente e de forma progressiva, tem vindo a tornar-se moda e um modo de estar na vida muito conceituado. Até quando?
Não sei onde pára João Rendeiro, foragido da justiça portuguesa, condenado a vários anos de prisão.
Não sei o que leva este foragido, a dizer nas redes sociais que se sente indignado, depois de ter sido indiciado, julgado e condenado por vários crimes, após ter esgotado todos os recursos que utilizou dentro do que a lei prevê.
Não sei o que leva o advogado dele a dizer que o dito foragido, saíu livremente do país e que não cometeu qualquer crime.
Não sei a quantas anda a justiça portuguesa, que apesar dos indícios não impediu a fuga.
Sei, que espero fervorosamente que ele seja apanhado e extraditado, e que no regresso lhe seja agravada a pena.
Disse com desprezo o pastor paul (tribo do Senegal)
-Sim, respondeu o caçador de crocodilos
Mas uma fábula que todo o mundo repete parece muito com a verdade.
Da minha vida, retenho filmes que me tocaram: Platoon, Star Wars, Blade Runner, Apocalipse Now, todos os filmes com Tom Hanks. À procura de Forrester com o lendário Sean Connery. Por razões interiores aquele de mais gosto chama-se Sleepless in Seatle.
Muitos mais fariam parte da lista, apenas evoco aqueles que me tocaram mais profundamente.
Quanto à música é outra história. Eu acho que como para todos a minha vida teve fases: muito jovem, adolescência, idade adulta, e nessas diferentes fases fui gostando de coisas diferentes.
Mas o que ficou para sempre, independentemente das fases?
Roberto Carlos o eterno rei. Chico Buarque, Caetano Veloso. Purple Rain a melhor música jamais escrita.
Toda a obra dos Beatles, com destaque para o maior albúm da história da música: Sgt. Pepper.
Wish you were here dos Pink Floyd.
Sérgio Godinho e Rui Veloso. Concerto de Colónia de Keith Jarret. Al di Meola, Paco de Lucia, John Mc Laughlin. Santana, Buena Vista Social Club, Mercedes de Sosa, Brigada Vitor Jara.
Clair de lune de Debussy.
Sem livros a minha vida seria muito pobre. Sem o Memorial do Convento, ou os cem anos de solidão. Sem Pablo Neruda, Chico Buarque, Alejo Carpentier, Eça. Sem Agostinho Neto, Joaquim Pessoa., Luandino Vieira. Sem o Infinito num junco de Irene Valejo tudo seria diferente.
Tanto no cinema, como na música, como nos livros, há um mundo infinito povoado de estrelas. Apenas me referi aqueles que me tocaram para sempre. E sei, que me esqueci de muitos mais.
Quando tinha vinte anos, eu e um companheiro, assistimos ao que nos parecia um ovni sobre as nossas cabeças. Ficará para sempre a dúvida, uma vez que na altura não havia telemoveis.
O que me deixa perplexo é a enorme quantidade gente que posta fotografias e vídeos de encontros mais ou menos imediatos. Há séries de televisão com cientistas conceituados, que interpretam todos esses vídeos. Estudam profundamente esta questão, vão aos lugares em todo o planeta, fazem extrapolações com locais como Stonehenge, Avesbury, a área 51, etc, e até ao momento não conseguiram dar uma resposta cabal.
O que me deixa ainda mais perplexo, é que havendo milhões de filmagens e fotografias por esse mundo fora, aliadas a uma tecnologia de imagem muito avançada, ninguém até ao momento mostrou com nitidez, preto no branco o que esses objectos são. Apenas imagens difusas permanentemente questionáveis.
Acredito que haverá qualquer razão para isso, mas acredito muito mais que há vida lá fora.
Não gosto de dias madrugando cinzentos
Nem de ausências inesperadas
Não gosto de perder tempo
Nem de conversas inacabadas
Não gosto de noites sem estrelas
Sem rumo, sem brilho, sem nada
Gosto de caminhantes decididos
De um quarto longe do mundo
Gosto da pedra estalando ao sol
E de amores incondicionais, sem fundo
Tem dias semeados no meio de todos os outros
Diferentes, sente-se o coração bater compassado
E as palavras gravam-se no silêncio impiedoso das pedras
Fáceis, sensuais, tomando o jeito da criação
Cada dia desses vale pela vida inteira e mais além
Onde as auroras boreais dançam nos confins do céu
Somos verdadeiramente nós e somos os outros
Num tempo de compartilhar as viagens da vida
Realmente conhecer o presente e sonhar adiante
Sem medo porque não há infinito sem linha de horizonte
E as estrelas não têm peso, meros vagalumes pulsando
Tem dias semeados no meio de todos os outros
Tão diferentes, que os alicerces da vida, se aprumam
Enterrados firmemente no solo de todas as primaveras
Quem lá vive não tem qualquer apoio em termos sociais. Não estuda se não tiver dinheiro ou alguma bolsa para o efeito.
Em matéria de assistência na doença, não tem da parte do estado qualquer ajuda. Ou tem seguros bem volumosos, ou vai parar a um hospital de indigentes. Há alguns anos, durante uma conferência (já não me lembro sobre o quê), fui visitar a Cleveland Clinic. Um verdadeiro luxo tanto em termos de atendimento, como em termos tecnológicos. No mesmo dia fomos brindados com uma visita ao hospital dos Veteranos. Foi difícil de acreditar que estava no mesmo país. O hospital em causa, nem no terceiro mundo estaria bem.
Não se percebe, pelo menos para um europeu, que a única tentativa de criar algo que se assemelhasse a um Serviço Nacional de Saúde (Obamacare), tenha fracassado até aos dias de hoje.
Todos sabemos, até porque isso é retratado à exaustão em inúmeros filmes, que os pais têm que ter um excelente seguro dentário, e que têm de poupar para enviar os filhos para a faculdade.
Todos sabemos dos milhões de desempregados que existem, num número tendencialmente progressivo, na “maior economia do mundo”.
Também todos sabemos, que a indústria, tecnologia e o conhecimento no geral é feito através de gente não americana que vem das mais diversas partes do mundo.
A única coisa genuinamente americana, é a insensatez de acharem que têm que policiar o mundo, inventando guerras “de libertação”, atrás de guerras, “oferecendo” democracias em países que não são o seu . É preciso alimentar a indústria militar. Aquilo que não dizem é que nunca ganharam qualquer guerra. Uma apenas. Coreia, Vietnam, Síria, Líbia, Afeganistão, Somália, Iraque. Nem mesmo em Cuba conseguiram qualquer resultado com as constantes sanções aplicadas. Do confronto com a América Latina, até ao momento ganharam apenas mais inimigos. Onde foram, saíram sempre pela porta baixa sem nenhum orgulho, além daquele de terem destruído aquilo que não lhes pertence.
E, nem sequer a “guerra” contra os carteis de droga, tem mostrado resultados positivos. Literalmente é o país onde o consumo de drogas é mais alto.
Em tempo de direitos humanos, porque é que ninguém fala do extermínio da Nação India? E da guerra norte-sul, que ainda hoje continua mais viva que nunca? Em pleno século XXI, as diferentes raças que lá vivem, enfrentam problemas sérios de direitos e de segurança.
Que moral tem essa gente, para se atrever a intrometer-se na vida de outros povos? Poderão sentir-se livres, mas é estranho para quem está do lado de fora, e como dizia Amália, que estranha forma de vida.
Em comunicado publicado esta quinta-feira, a embaixada apela aos norte-americanos que não puderem comprar um bilhete de avião ou que estejam a aguardar por um visto de imigrante para um cônjuge ou filho menor para que contactem os diplomatas dos EUA no país a fim de obterem “um empréstimo de repatriação”. A embaixada refere ainda que, devido à crescente violência e ameaças que levaram a uma redução de pessoal, a sua capacidade para assistir os cidadãos residentes no país do Médio Oriente é “extremamente limitada”.
Quem se lembra do filme da fuga dos americanos no Vietnam? Isto é apenas mais do mesmo. Mais uma guerra que não conseguiram ganhar, independentemente do mal que causaram ao povo afegão.
No fim da terra
Existem espantos e alucinações sem nome
Uma lamina de ar atravessa o espaço
Quando a madrugada explode nos teus olhos
E depois se perde numa estrada deserta
Junto a mim, na berma da terra
A estrada de leite preenche os céus em redor
Conto e observo as estrelas que contam para mim
Enquanto uma estrela cadente me cai aos pés
No vazio, já com um pé para lá da berma
Sinto estalar os ossos de uma antiga estrela
Enquanto tu te aninhas assustada nos meus braços
Quando os cavalos do tempo passam à desfilada
Deliberadamente atravesso o vazio para lá da berma
No horizonte há sóis jorrando enormes cascatas de luz
Grito de espanto e murmuro “dá-me a mão, anda comigo”
Que esta viagem só consigo fazê-la contigo.
“O caçador que persegue um elefante não se detém para jogar pedras nos pássaros” (provérbio africano)
O mesmo acontece em relação ao conhecimento. Vida é conhecimento em constante evolução e eu tento acompanhar todos os dias, os novos conhecimentos que nos chegam.
Tudo isto para dizer que sendo ecologista, continuo sendo pragmático.
Sempre me confundiu que organizações ecologistas, como o Greenpeace por exemplo, baseiem as suas actuações em dados pré-estabelecidos e não os questionem. Estamos habituados a ouvir dizer que a libertação de Co2 provoca efeito de estufa e que a poluição humana é responsável por tudo quanto está a acontecer. Somos bombardeados todos os dias, com novas directrizes (carros eléctricos até 2035, diminuição acelerada da pegada carbónica), e quase nunca nos questionamos sobre a bondade destas directrizes.
No entanto, e já aqui o referi há muita discussão sobre libertação de CO2 e os carros eléctricos. A situação não é muito clara ainda, mas pessoalmente acho que vamos ganhar quase nada.
Por outro lado, como é possível falar em diminuir a pegada carbónica, e ao mesmo tempo permitir que os países comprem quotas de carbono? Alguma coisa vai mal neste nosso reino.
Finalmente, gente muito respeitada vem a público dizer que a contribuição do ser humano para a poluição representa menos de um por cento, que os dados sobre aquecimento global, degelos, furacões e alterações climáticas é apenas um ciclo igual a tantos outros na história da Terra.
Essas mesmas pessoas, não enjeitam os males da poluição principalmente urbana, e são fervorosos defensores de uma vida nova autosustentável, cuidando dos nossos recursos. Menos poluição, menos desbaratamento das nossas florestas, menos capturas maciças na pesca, meno aquacultura intensiva, menos criação intensiva de gados, menos contaminação dos lençóis freáticos, menos streaming, etc.
Parece-me ouvidas ambas as partes, que estes cientistas têm razão. Há um mundo oculto de negócios por trás destas alterações climáticas. Quanto a mim, continuo a ler aquilo que vale a pena ler, tentando escrutinar através deste nevoeiro que alguns querem que pareça denso.
Tal como nos combustíveis fósseis, é necessário considerar as emissões das máquinas utilizadas na extração e os veículos pesados utilizados nos transportes. Segundo dados do International Council on Clean Transportation, a produção da bateria e do restante veículo elétrico produz, em média, o dobro das emissões de CO2 quando comparada com a de um veículo a gasolina ou a diesel. Este poderia ser o fim da discussão, se não considerássemos a utilização dos veículos no dia-a-dia e as suas emissões de CO2.
Segundo um estudo da Federação Europeia de
Transportes e Ambiente, para carros vendidos em 2020, um carro carro elétrico
produz, em média, 90 gCO2e/km durante toda a sua vida útil. Este número
encontra-se muito abaixo da emissões de um carro com motor a gasóleo (234
gCO2e/km) e a gasolina (253 gCO2e/km). Estas emissões representam,
durante toda a vida útil do veículo, 20 toneladas para o carro elétrico, 53
toneladas para o carro a gasóleo e 57 toneladas para o carro a gasolina.
O que é que isto significa?
Com estes números, conseguimos constatar
que um carro elétrico, durante toda a sua vida útil, produz quase 3
vezes menos emissões de CO2 que um carro a combustão, seja ele a gasolina
ou a gasóleo. Com estes valores, calcula-se que os carros elétricos demorem
cerca de 2 anos a atingirem o mesmo número de emissões dos veículos a
combustão, recuperando assim a desvantagem inicial na sua produção, incluindo o
fabrico da bateria.
Os carros elétricos poluem mais no seu fim de vida?
Como foi anteriormente referido, outra das
questões que se prende com a poluição dos veículos elétricos é o destino
da bateria no fim de
vida do veículo. A sua reciclagem vai significar gastos e, assim, reduzir a
diferença existente entre as emissões destes veículos com os de combustão. No
entanto, há alternativas que poderão vir prevenir estas emissões e dar uma
outra vida às baterias.
Reutilização das baterias de lítio
As baterias que já não sejam eficientes num
veículo elétrico poderão vir a ter, em média, mais 10 anos de vida após saírem
do automóvel. Estas serão transformadas em baterias estacionárias, contribuindo
para uma gestão mais eficaz das redes elétricas. Isto traduz-se no carregamento segundo
a disponibilidade do melhor preço, o chamado smart charging, e também no
fornecimento de eletricidade à rede elétrica, invertendo o processo. Isto são
hipóteses que ainda estão a ser estudadas, existindo um projeto piloto em Porto
Santo, mas que poderão vir a tornar-se numa realidade num futuro muito próximo.
Os carros elétricos
poluem mais: o mito desfeito
Com estes dados disponíveis analisados,
conseguimos perceber que, apesar de os carros elétricos produzirem mais
emissões de CO2 durante o seu fabrico, essa poluição inicial é rapidamente
compensada pelo baixo número de emissões na sua utilização. Assim, apesar
de ainda haver a crença de que os carros elétricos poluem mais que
os veículos de combustão, esta crença está longe de ser verdade.
Os veículos elétricos continuam
a ser a opção mais viável para quem procura uma solução mais ecologicamente
sustentável para as suas deslocações.
NOTA: Este é um artigo que circula e que tem origem num importante fabricante de carros a nível mundial. Há muitos outros, que podem ser consultados.
Os números das emissões são-nos dados à exaustão para os carros, mas as emissões para o fabrico das baterias são vagamente o dobro!!!
Imaginemos a venda anual de milhões de carros, correndo atrás do prejuízo de 2 anos para se poderem comparar aos combustíveis fosseis. E à permanente construção de milhões de baterias, que um dia hão-de comparar-se aos combustíveis actuais.
Dizem-nos também que a reutilização das baterias, é uma hipotese que ainda está a ser estudada. Mas, ainda que sejam reutilizadas, chegará o dia em que terão de ser recicladas, o que faz aumentar de novo e de forma significativa, as emissões de CO2.
Este artigo, entre muitos outros diz-nos muito mais do que isso. Diz-nos por exemplo que a UE, e os restantes países, ou não fizeram o trabalho de casa, ou embarcaram alegremente nesta palhaçada. E quanto às ONG´s e organismos afins? Faz-nos levantar suspeições. Quando se resolve esmiuçar este assunto, verifica-se que nada é pacífico. A Alemanha é disso exemplo, com grande debate de opiniões pró e contra.
Finalmente, isto afecta uma grande parte da população do planeta. Não deveria ter sido ouvida, posta ao corrente com clareza? Isto é assunto para ser debatido apenas nos corredores do "poder"?
Acontece que a parlamentar é neta de Lutz Graf Schwerin von Krosigk, que serviu como ministro das Finanças durante todo o período de Adolf Hitler no poder. De resto, o homem entrou antes do ditador, e saiu já depois de este ter morrido. O encontro entre Beatrix von Storch e Jair Bolsonaro foi uma "oportunidade para a AfD conquistar aliados", nomeadamente "políticos conservadores, partidos e líderes de opinião".
Em uma conversa de uma hora, pude discutir com o presidente a situação das nossas duas nações. Fiquei profundamente impressionada com a compreensão do presidente pelos problemas da Europa e pelos desafios políticos do nosso tempo", acrescentou, vincando a luta do presidente brasileiro contra o crime.
Este encontro faz sentido, na ótica da deputada, para combater a "esquerda internacional", que se une através de movimentos como Fridays for Future, Black Lives Matter, LGBTQI ou Antifa, referiu a alemã.
Inexorávelmente também, a esmagadora maioria, incluindo fascistas, reaccionários, atrasados mentais e outros semelhantes, não deixarão nenhuma marca que dure mais de quinze dias.
Apesar da azia, da estupidez e da falta de ideias, a direita reaccionária, fascista, neo nazi, está num frenesim pela morte de Otelo.
O que eles também sabem mas não conseguem expressar, é que Otelo nunca será esquecido nas páginas da História, por mais que rasguem compendios e vociferem nas redes sociais.
O que eles também compreendem, mas não ousam dizer, é que a liberdade de que usufruem hoje, e que lhes dá o direito momentaneo de dizer todas as diatribes, se deve aos Capitães de Abril.
O que eles sabem, mas não têm coragem de dizer, é que Otelo, Salgueiro Maia e mais alguns poucos, se foram das leis da morte libertando. Esses fascistas abjectos, reaccionários, neo nazis, vão a caminho do oblívio e nada poderão fazer para o evitar
"Diante das informações sobre o elevado número de casos e desfechos clínicos desfavoráveis da covid-19 em território português, e na qualidade de cidadã portuguesa e de Secretária Nacional do Ministério da Saúde [do Brasil], coloco-me à disposição para contribuir com compartilhamento da nossa experiência em atendimento precoce no combate à doença", escreveu a médica.
Mayra Pinheiro está a ser investigada no Brasil por recomendar o uso destas substâncias sem eficácia comprovada contra o vírus SARS-Cov-2 e é suspeita de ter ignorado informações sobre a crise de oxigénio que levou dezenas de pacientes à morte em Manaus, capital do estado brasileiro do Amazonas.
Num depoimento à CPI da pandemia em maio passado, Mayra Pinheiro assegurou que "centenas" de estudos científicos atestam a eficácia da cloroquina para reduzir a virulência da covid-19 sem nomear estes trabalhos e defendeu que este e outros medicamentos foram 'criminalizados' por opiniões políticas dos cientistas.
A governante também argumentou no depoimento à CPI da pandemia que os estudos realizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras instituições globais sobre a cloroquina, que não comprovaram sua eficácia, "têm uma qualidade metodológica questionável" e, portanto, afirmou que as autoridades brasileiras não têm a "obrigação" de assumi-los como válidos.
SEM COMENTÁRIOS. GENTE BURRA NÃO MERECE.
O Deus das estrelas sabe
o meu nome
Sabe dos caminhos, das
distâncias e dos sons ausentes
Emprenho a vida, de
palavras e amigos
E no fim respiro
exausto e adormeço nos teus dedos
Que dizer das aves
enraizadas nas palavras
No ensaio de voos que me
despenteiam os cabelos
E me acordam em tantas
madrugadas
Quando o ar me atravessa
como uma lamina de gelo
E o rio que há em mim,
desperta devagar
Tudo, porque o Deus das
estrelas sabe o meu nome
Pronto, estamos todos bem. As alterações climáticas vão desaparecer por obra e graça desta santa medida.
Ela é má? Claro que não. Mas não me enganem que eu não gosto.
E os desmatamentos? E a pesca exaustiva de todas as espécies? Já me esquecia, a União Europeia já deu autorização para consumo de gafanhotos na dieta alimentar.
E a produção brutal de carne bovina e de outros animais? E a consequente contaminação dos lencóis freáticos? E o facto da floresta amazónica começar a ter um comportamento estranho?
E a produção maciça de pescado em jaulas marinhas? E as praias da costa chilena que apresentam níveis de poluição brutais à conta disso?
Pode sempre dizer-se que isso fica muito longe. A verdade é que fica no quarto ao lado, nesta pequena casa única vagabundeando no espaço. E a queima constante de combustível fóssil nas grandes empresas mundiais?
E as reciclagens? Já alguém pensou que reciclar se calhar polui mais, do que não o fazer?
E o gozo que dá saber que as espécies se vão extinguindo a uma velocidade alucinante?
E o "streaming"? Já alguém elucidou o que aconteceu durante esta pandemia?
Apenas uma pequena amostra do que nos andam a enganar, infelizmente quem faz isto também se está a enganar.
Mas, que em 2035 já não há circulação com combustívei fosseis na UE, isso é verdade. Se nessa altura ainda houver UE.
A publicação semanal, lida no mundo todo por um público considerado de "alto nível", começa citando o ditado popular "Deus é brasileiro", título de um filme de Cacá Diegues, para dizer na sequência que "hoje em dia os brasileiros devem se perguntar se, como divindade do filme, Deus saíu de férias". A economia é um desastre, as finanças públicas estão sob pressão e a política está completamente podre. O crime de rua está aumentando. Sete cidades brasileiras estão entre as 20 mais violentas do mundo.
No artigo intitulado "Jair Bolsonaro, a mais recente ameaça da América Latina", a revista pondera que as eleições nacionais de Outubro, dão ao Brasil a chance de começar de novo. Porém destaca também a "autoflagelação e corrupção da elite" que toma conta do país.
Haverá sempre gente que
se acha mais importante, e que pensa que pode fintar a lei. Claro, que pode
fintá-la, mas não fintará de certeza a natureza. Dividir a sociedade em ricos,
pobres e remediados só agrava o problema. Os ricos querem ser mais ricos, os
remediados querem subir de escalão e os pobres querem ser algo mais. E, de
facto a solução parece simples. Usar os recursos desta nossa casa em benefício
de todos.
Quanto mais escalamos o
problema maior ele se torna. Se imaginarmos o fim da corrida aos armamentos, os
mercados mundiais deixando de se guerrear entre si, povos estendendo os seus
benefícios a outros povos, compartilhar para além das
fronteiras artificiais, talvez fosse possível enfrentarmos o cataclismo que se
avizinha.
Como é que de repente
surgiram os veículos movidos a energia alternativa? Porquê neste momento? De
repente descobriu-se esta tecnologia? É claro que não. Enquanto puderam foram
usando combustíveis fosseis, sabendo do mal que estavam a causar, apesar de
terem esta alternativa na gaveta. Apenas o lucro fácil das multinacionais,
usando e abusando deste capitalismo global e selvagem. E com a conivência dos
governos.
Poderia repetir-me até à
exaustão em exemplos do que estamos a fazer ao planeta.
Todos, literalmente todos
somos culpados.
Sou um profundo descrente
da espécie humana. Tenho um sentimento enraizado de que não vamos conseguir.
Nem as novas gerações. E se por um qualquer acaso, no fim de tudo ainda
sobrarem algumas pessoas, é fatal que a história se repita.
O ADN humano, a nossa
matriz é provavelmente alienígena.
Respiro devagar, nem o silêncio se desabotoa
Nem sequer percorre as
palavras e os sons ausentes
Respiro muito para além
disso, do óbvio e mundano
Posso caminhar sem
bússolas, as pernas respondem
Ignoro distâncias e
tempos, percebo o caos interior
Fotografias coloridas a
preto e branco, sucedem-se
Com os meus dedos de
afecto afago os seus cabelos
Como se uma solidão
repentina respirasse ao meu lado
Sinto-me sem peso, sem
mágoas, apenas flutuando
Respirando muito para
além do sufoco das multidões
A estatística tem as suas curvas e contracurvas.
Quanto a livros como estamos? A média de leitura, é um indicador preciso do estado de desenvolvimento de um povo.
O meu pai dizia que quando a média de galinhas consumidas por ano, era de duas por habitante, os ricos comiam quatro e os pobres zero. Ele, professor, dava-nos um óptimo exemplo de calcular médias, tendo cuidado com os resultados apresentados.
Agora consigo perceber a quantidade incomensurável de idiotices e asneiras que pululam diáriamente nas redes sociais.
A sociedade no geral sofre de elevados níveis de iliteracia crónica, e não se vislumbra que vá melhorar.
Esperar para ver. Essas contas estão feitas e a média mundial parece ser de 10. Pelo que se pode observar como informação credível, os portugueses lêm em média 1 a 3 livros por ano. No Brasil a média é de 1.3. Nos EUA é de 2 a 4.
Alguém, em qualquer canto anda a ler muito, pelos outros todos. E óbviamente nos países citados a esmagadora maioria lê nada. Podem até dizer-me que os livros estão caros, o que é verdade. Mas, quem quiser ler de verdade, tem ao seu dispor bibliotecas por tudo quanto é lado. E os livros emprestam-se, divulgam-se e por vezes retornam ao dono.
Percebo agora a quantidade de idiotices e pensamentos inúteis que pululam nas redes sociais. Percebo também que aquilo que vai levar à extinção da espécie humana, não são as alterações climáticas, nem um qualquer cataclismo cósmico. Será apenas a burrice, a ignorância derivadas desta tremenda e global iliteracia.
Ninguém ouve a sombra carregada de pele
Ninguém reconhece
insónias gravadas em carvão
Nem a palidez dos
silêncios incapazes de ruídos
Já restam muitos poucos
beijos
De tantos que andavam por
aí sem destino
Inúteis na beira de
tantos caminhos desconhecidos
Palavras silenciosas, irrepetíveis, nascendo do nada
Já não há quem dance
boleros no meio da estrada
Os vestidos de cetim azul
já não rodopiam ao luar
Talvez num canto
escondido alguém cante as águas de março
Talvez alguém se decida a
plantar beijos nas terras férteis
E os espalhe nas
encruzilhadas dos caminhos de cada um