É assim a vida em TERRAMAR, onde dragões e feiticeiras se juntam e contam histórias em que tudo pode acontecer.
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
MADEIRA
sábado, janeiro 23, 2010
quarta-feira, janeiro 20, 2010
GRIPE II

Uma reflexão e uma proposta
Ao ler este texto de Teresa Forcades i Vila, monja beneditina do Convento de Montserrat em Barcelona, médica especialista em Medicina Interna e doutorada em Saúde Pública, ninguém pode deixar de se interrogar sobre a capacidade dos seus governantes e autoridades de Saúde Pública do seu país – particularmente Primeiro-Ministro, Ministro da Saúde e Director-Geral de Saúde – sobre a sua honestidade e o seu grau dependência em relação aos grandes laboratórios internacionais.
Teresa Forcades i Vila* - 11.10.09
Dados científicos
Os dois primeiros casos conhecidos da nova gripe (vírus A/H1N1, estirpe S-OIV) diagnosticaram-se na Califórnia (EUA) no dia 17 de Abril de 2009 [1].
A nova gripe não é nova por ser do tipo A, nem tampouco por ser do subtipo H1N1: a epidemia de gripe de 1918 foi do tipo A/H1N1 e desde 1977 os vírus A/H1N1 fazem parte da época da gripe anual [2]; a única coisa que é nova é a estirpe S-OIV [3] [4].
Cerca de 33% das pessoas maiores de 60 anos parecem ter imunidade a este tipo de vírus da nova gripe [5].
Desde o seu início até 15 de Setembro de 2009, morreram com esta gripe 137 pessoas na Europa e 3.559 em todo o mundo [6]; há que ter em atenção que anualmente morrem na Europa entre 40.000 e 220.000 pessoas devido à gripe [7].
Como já disseram publicamente reconhecidos profissionais de saúde – entre eles o Dr. Bernard Debré (membro do Conselho Nacional de Ética em França) e o Dr. Juan José Rodriguez Sendin (presidente da Associação de Colégios Médicos do Estado espanhol) –, os dados desta temporada, pela qual já passaram os países do hemisfério Sul, demonstram que a taxa de mortalidade e de complicações da nova gripe é inferior à da gripe anual [8].
Irregularidades que têm de ser explicadas
Em finais de Janeiro de 2009, a filial austríaca da empresa farmacêutica norte-americana Baxter distribuiu a 16 de laboratórios da Áustria, Alemanha, República Checa e Eslovénia, 72 kg de material para preparar vacinas contra o vírus da gripe da anual; as vacinas tinham de ser administradas à população destes países durante os meses de Fevereiro e Março; antes que qualquer destas vacinas fosse administrada, um técnico de laboratório da empresa BioTest da República Checa decidiu, por sua conta, experimentar as vacinas em furões, que são os animais que desde 1918 são utilizados para estudar as vacinas para a gripe; todos os furões vacinados morreram.
Investigou-se então em que consistia exactamente o material enviado pela casa Baxter e descobriu-se que continha vírus vivos da gripe das aves (vírus A/H5N1) combinados com vírus vivos da gripe anual (vírus A/H3N2). Se esta contaminação não tivesse sido descoberta a tempo, a pandemia que sem base real as autoridades sanitárias globais (OMS) e nacionais estão a anunciar, seria agora uma espantosa realidade; esta combinação de vírus vivos pode ser particularmente letal porque combina um vírus vivo com cerca de 60% de mortalidade mas pouco contagioso (o vírus da gripe das aves) com um outro que tem uma mortalidade muito baixa mas com uma grande capacidade de contágio (o vírus da gripe sazonal) [9].
Em 29 de Abril de 2009, quando apenas tinham passado 12 dias sobre a detecção dos dois primeiros casos da nova gripe, a Drª Margaret Chan, directora-geral da OMS, declarou que o nível de alerta por perigo de pandemia se encontrava na fase 5 e mandou que todos os governos dos Estados membros da OMS activassem planos de emergência e de alerta sanitária máxima; um mês mais tarde, 11 de Junho de 2009, a Drª Chan declarou que no mundo já tínhamos uma pandemia (fase 6) causada pelo vírus A/H1N1 S-OIV [10]. Como pode fazer tal declaração quando, de acordo com os dados científicos expostos acima, a nova gripe é uma realidade mais benigna que a gripe sazonal e, além disso, não é um vírus novo e ao qual parte da humanidade está imune?
Pôde declará-lo porque no mês de Maio a OMS tinha alterado a definição de pandemia: antes de Maio de 2009 para poder ser declarada uma pandemia era necessário que por causa de um agente infeccioso morresse uma proporção significativa da população. Esta exigência – que é a única que dá sentido à noção clínica de pandemia e às medidas políticas que lhe estão associadas – foi eliminada da definição adoptada no mês de Maio de 2009 [11], depois dos EUA se terem declarado em «estado de emergência sanitária nacional», quando em todo o país havia apenas 20 pessoas infectadas com a nova gripe, e nenhuma delas tinha morrido [12].
Consequências políticas da declaração de «pandemia»
No contexto de uma pandemia é possível declarar a vacinação obrigatória para determinados grupos de pessoas ou, inclusivamente, para o conjunto dos cidadãos [13].
O que é que pode acontecer a uma pessoa que decida não se vacinar? Enquanto a vacinação não for declarada obrigatória não lhe pode acontecer nada; mas se chegasse a declarar-se a vacinação obrigatória, o Estado tem a obrigação de fazer cumprir a lei impondo multa ou prisão (no estado de Massachussetts dos EUA a multa para estes caso pode chegar a 1.000 dólares por cada dia que passe sem o prevaricador se vacinar) [14].
Perante isto, há quem possa pensar: se me obrigam, vacino-me e já está, a vacina é mais ou menos como a sazonal, também não há para todos…
É preciso que se saiba que há três novidades que fazem com que a vacina da nova gripe seja diferente da vacina da gripe anual: a primeira é que a maioria dos laboratórios estão a desenhar a vacina de forma que uma só injecção não seja suficiente e sejam necessárias duas; a OMS recomenda também que não se deixe de administrar a da gripe sazonal; quem seguir estas recomendações da OMS expõe-se a ser infectado três vezes e isto é uma novidade que, teoricamente, multiplica por três os possíveis efeitos secundários, embora na realidade ninguém saiba que efeitos pode causar, pois nunca antes se fez assim. A segunda novidade é que alguns dos laboratórios responsáveis pela vacina decidiram adicionar-lhe coadjuvantes mais potentes que os utilizados até agora nas vacinas anuais. Os coadjuvantes são substâncias que se adicionam às vacinas para estimular o sistema imunitário. A vacina da nova gripe que está a ser fabricada pelo laboratório Glaxo-Smith-Kline, por exemplo, contém um coadjuvante, AS03, uma combinação que multiplica por dez a resposta imunitária. O problema é que ninguém pode assegurar que este estímulo artificial do sistema imunitário não provoque, passado algum tempo, doenças auto-imunitárias graves, como a paralisia crescente de Guillain-Barré [15]. E a terceira novidade que distingue a vacina para a nova gripe da vacina anual, é que as companhias farmacêuticas que a fabricam estão a exigir que os Estados assinem acordos que lhes garantam a impunidade no caso das vacinas terem mais efeitos secundários que os previstos (por exemplo prevê-se que a paralisia Guillain-Barré venha a afectar 10 pessoas por cada milhão de vacinados); os EUA já assinaram estes acordos que garantem, tanto às farmacêuticas como aos políticos, a retirada de responsabilidade pelos possíveis efeitos secundários da vacina [16].
Uma reflexão
Se o envio de material contaminado fabricado pela Baxter não tivesse sido casualmente descoberto em Janeiro passado, efectivamente, ter-se-ia dado a gravíssima pandemia potencialmente causadora da morte de milhões de pessoas que alguns andam a anunciar. É inexplicável a falta de ressonância política e mediática do que aconteceu em Fevereiro no laboratório checo. Ainda mais inexplicável o grau de irresponsabilidade demonstrado pela OMS, pelos governos, pelas agências de controlo e prevenção de doenças ao declarar uma pandemia e promover um nível de alerta sanitário máximo sem uma base real. É irresponsável e inexplicável até extremos inconcebíveis o bilionário investimento saído do erário público destinado ao fabrico milhões e milhões de doses de vacina contra uma pandemia inexistente, ao mesmo tempo que não há dinheiro suficiente para ajudar milhões de pessoas (mais de 5 milhões só nos EUA) que por causa da crise perderam o seu trabalho e a sua casa.
Enquanto não forem clarificados estes factos, o risco de este Inverno serem distribuídas vacinas contaminadas e o risco de poderem ser adoptadas medidas legais coercivas para forçar a vacinação, são riscos reais que em caso algum podem ser desvalorizados.
No caso da gripe continuar tão benigna como até agora, não faz qualquer sentido a exposição ao risco de receber uma vacina contaminada ou o de sofrer uma paralisia Guillain-Barré.
No caso de a gripe se agravar de forma inesperada, como já há meses anunciam sem qualquer base científica um número surpreendente de altos dirigentes – entre eles a Directora-Geral da OMS –, e repentinamente, começarem a morrer muito mais pessoas do que é habitual, ainda terá menos sentido deixar-se pressionar para ser vacinado, porque uma surpresa assim só poderá significar duas coisas:
1. Que o vírus da gripe A que agora circula sofreu uma mutação;
2. Que está em circulação outro (ou outros) vírus.
Em qualquer dos casos a vacina que se está a preparar agora não serviria para nada e, tendo em conta o que aconteceu em Janeiro passado com a Baxter, podia ser, inclusivamente, que servisse de veículo de transmissão da doença.
Uma proposta
A minha proposta é clara:
Além de manter a calma, tomar precauções sensatas para evitar o contágio e não se deixar vacinar, coisa que já propõem muitas pessoas com senso comum no nosso país [Espanha].
Apelo a que se active com carácter de urgência os mecanismos legais e de participação cidadã necessários para assegurar de forma rotunda que no nosso país não se poderá forçar ninguém a vacinar-se contra a sua vontade, e que os que decidirem livremente vacinar-se não serão privados do direito de exigir responsabilidades nem do direito de serem economicamente compensados (eles ou os seus familiares), no caso da vacina lhes causar uma doença grave ou a morte.
Notas:
[1] Zimmer SM, Burke, DS. Historical Perspective: Emergence of Influenza A (H1N1) viruses. NEJM, Julio 16, 2009. p. 279
[2] 'The reemergence was probably an accidental release from a laboratory source in the setting of waning population immunity to H1 and N1 antigens', Zimmer, Burke, op. cit., p. 282
[3] Zimmer, Bunker, op. cit., p. 279
[4] Doshi, Peter. Calibrated response to emerging infections. BMJ 2009;339:b3471
[5] US Centers for Disease Control and Prevention. Serum cross-reactive antibody response to a novel influenza A (H1N1) virus after vaccination with seasonal influenza vaccine. MMWR 2009; 58: 521-4.
[6] Dados oficiais do Centro Europeu para o controlo e prevenção de doenças (www.ecdc.europa.eu).
[7] Dados oficiais do Centro Europeu para o controlo e prevenção de doenças (www.ecdc.europa.eu)
[8] Cf. Le Journal du Dimanche (25 juliol '09): Debré: 'Cette grippe n'est pas dangereuse'; cf. La Razón (4 septiembre '09): Rodríguez Sendín: Cordura frente el alarmismo en la prevención de la gripe A
[9] Cf. Virus mix-up by lab could have resulted in pandemic. The Times of India, sección de ciencia, 6 marzo 2009.
[10] http://www.who.int/mediacentre/news/statements/2009
[11] Cohen E. When a pandemic isn't a pandemic. CNN, 4 de mayo '09. http://edition.cnn.com/2009/HEALTH/05/04/swine.flu.pandemic/index.html
[12] Doshi Peter Calibrated response to emerging infections VMJ 2009;339:b3471
[13] Falkiner, Keith. Get the rushed flu jab or be jailed. Irish Star Sunday, 13 septiembre '09.
[14] Senate Bill n. 2028: An act relative to pandemic and disaster preparation and response in the commonwealth. 4 agosto '09. Cf. Moore, RT. Critics rage as state prepares for flu pandemic. 11 septiembre '09. WBUR Boston.
[15] Cf. Vaccination H1N1: méfiance des infirmières. www.syndicat-infirmier.com/Vaccination-H1N1-mefiance-des.htlm
[16] Stobbe, Mark. Legal immunity set for swine flu vaccine makers. Associated Press, 17 Julio '09.
Texto publicado no sítio da Coordenadora Antiprivatização de Saúde Pública, Madrid, (www.casmadrid.org), em Setembro de 2009.
* Teresa Forcades i Vila, monja beneditina do Mosteiro de San Benedito em Montserrat, Barcelona, é doutorada em Saúde Pública, especialista em Medicina Interna pela Universidade de Nova Iorque, autora entre outros livros de «Los crimines de las grandes compañias farmaceuticas».
quarta-feira, janeiro 13, 2010
GRIPE?
quarta-feira, janeiro 06, 2010
BLOGS
Poderia dizer-lhe, que a blogosfera fica mais pobre, mais feia e menos doce, o que é inteiramente verdade, mas não o vou fazer.
Vou-lhe antes dizer, o que é o meu blog.
Sem objectivos definidos, está aqui para me escutar, me equilibrar, me lembrar que tenho amigos, que afinal isto não é um percurso solitário.
É o meu permanente lado esquerdo da vida. A minha visão dos problemas. O meu alter ego.
Chama-se noite vertical, por motivos que não vou explicar, mas muito profundos para mim, mas se tivesse de dar-lhe outro nome seria "fiat lux".
É também aqui que as coisas escuras, perdem as sombras.
Um grande abraço
GED
sábado, dezembro 26, 2009
AQUECIMENTO GLOBAL
Uns opinam o desastre total e absoluto, enquanto outros dizem que tudo se trata de uma cabala e, que nada vai suceder.
No rescaldo do desastre de Copenhaga, apenas podemos ter a certeza de que estamos entregues a nós próprios como povo deste planeta. Afinal, não é só em Portugal que existem, incompetentes, ineptos e ainda pior, oportunistas sem qualquer espécie de apego a tudo o que é importante, para além deles próprios. Os bancos preparam-se para rápidamente tomar de assalto o mercado do carbono e seus derivados. Se não acreditam, esperem para ver.
Seja como for, a minha opinião pessoal diverge da grande maioria das pessoas, inclusivamente de todos os ditos "verdes".
Esta é uma área que diz respeito a todos e quer os países façam ou não o que devem fazer, cabe-nos a nós fazer a nossa parte.
Com ou sem aquecimento global, cabe-nos como gesto civilizado, poupar a água, utilizar formas de energia que conduzam à sua poupança, reciclar e ensinar a reciclar os materiais de uso doméstico, utilizar com moderação os dispositivos postos à nossa disposição e fundamentalmente ensinar as novas gerações a fazerem disso uso corrente.
Até os mais cépticos compreenderão que cada acção individual conta.
Quanto aos nossos governos, apenas cederão, quando a maioria da população mundial os forçar a isso e nunca antes.
O que se preparam para fazer e a "cimeira" de Copenhaga é disso exemplo, é ganhar todo o dinheiro possível à custa dos contribuintes e ainda por cima mascarado de grande trabalho em prol da sociedade.
Um abraço
GED
domingo, dezembro 20, 2009
Um Natal à medida de cada um
BESTAS
Acordo e que vejo: bestas
humanas acantonadas em cestas,
todas com nomes falsos.
Exijo pensar que são precalços
e umas dizem: natal, amor fraternal,
solidariedade e um outro banal
adjectivo que engana só de pensar
que são todos para açambarcar
o incauto que levianamente acredita.
Decididamente o mês de Dezembro levita
a intenção do rebanho arrependido
e as bestas, por detrás do escondido
rosto, regurgitam os próprios odores
que, após serem descontados nos arredores,
cobram durante o resto do ano um preço
descabido. Á se não adormeço
rapidamente desato à chapada
por tanta e desalmada cagada
denominada de bestialidade
com natalícia cronicidade.
quarta-feira, dezembro 16, 2009
NATAL
Cubal... MAIS PRÓXIMO.

jornaldeangola.sapo.ao/14/0/aberta_ponte_do_rio_cubal
Em jeito de saudações natalícias a todos os meus cambas da cidade vizinha, que estimo, extraí esta notícia assinada pela jornalista Yara Simão. . Publicada no Jornal de Angola de 16/12/2009.
“A ponte que sobre o rio Cubal da Hanha, com 130 metros de comprimento e 11 de largura, que liga Benguela ao litoral e outras províncias do país foi inaugurada ontem pelo ministro das Obras Públicas Higino Carneiro.
(...) "Armando da Cruz Neto, governador da província de Benguela, disse que a ponte do Cubal da Hanha vai permitir circular com mais facilidade e as populações têm, a partir de hoje, uma ligação ao litoral e outras províncias do interior. “Estamos todos de parabéns porque esta ponte vai contribuir para o desenvolvimento da província e para a circulação de bens e da população".
O governador anunciou que está em conclusão a estrada que liga a província de Benguela ao Huambo e a estrada marginal que liga ao Namibe, através do Dombe Grande e Lucira. Também está em vias de conclusão a estrada para a Huila por Catengue e Chongorói. “Daqui a mais algum tempo temos uma Benguela diferente a nível na rede viárias”, disse o governador.
(...) O administrador municipal do Cubal, Veríssimo Sapalo, disse que a nova ponte “é mais um valor para a região sul e centro do país”.
O administrador informou que o município tem 170 escolas das quais 50 estão em funcionamento e “as outras estão num processo de reabilitação”. A maior preocupação no sector da educação, disse, é reabilitar as escolas nas aldeias grandes, para que no próximo ano as crianças possam ingressar ao ensino.
“Temos ainda fora do ensino 30 mil crianças. Pretendemos aumentar o número de salas e de professores, porque o município não tem educadores suficientes”, disse Veríssimo Sapalo.
No que diz respeito ao sector de saúde, o administrador informou que o município conta com um hospital municipal e três privados. Nas sedes comunais existem também centros de saúde. “Temos muitos problemas de água, isso faz com que a malária seja uma doença frequente no município”.
Veríssimo Sapalo disse que tudo está a ser feito para que haja na província água e energia. “Conseguimos colocar o programa de águas na Secretaria de Estado de Água, já existe uma empresa a trabalhar na captação, tratamento e distribuição e a aumentar a capacidade de distribuição. Na energia temos um problema técnico porque os nossos geradores estão com deficiências”.
O município tem cerca de três mil habitantes, conta com três comunas e deste sempre viveu da agricultura. Tem 300 fazendas desde mas apenas 30 estão em funcionamento.(...)"
Bom Natal a todos e votos que possam experimentar a nova ponte em breve.
Jorge Sá Pinto
quarta-feira, dezembro 09, 2009
Cheguei a casa cerca das 18 horas e verifiquei que tinha a água cortada. Fui ao contador e estava realmente selado. Ao pé estava uma factura de 7 euros por pagar, datada de Setembro. Estranhei o facto já que o pagamento é feito através de conta bancária e não me passava pela cabeça, que o meu banco não tivesse pago os 7 euros.
Comuniquei com a entidade respectiva, que com a hostilidade habitual, me disse que era o procedimento standard.
Disse-me ainda que só teria água após o fim de semana e, que para a próxima não me esquecesse de pagar.
Claro que a conversa azedou e terminou comigo a afirmar-lhe que na meia hora seguinte, ele teria que engolir um "sapito" e que eu teria água reposta, o que veio a suceder, não interessa como.
Ser funcionário público em Portugal, parece ser diferente dos outros países. Sentem-se na maior parte das vezes, com um poder (pequenino),que realmente não possuem e demonstram uma falta de educação e bossalidade invejáveis.
Tenho pensado para comigo, que este é um exemplo diário, multiplicado por milhares ao longo deste nosso querido país.
Fortalece-se em mim uma ideia, que já tenho compartilhado ao longo dos tempos. Este país não tem viabilidade, pelo menos com estes habitantes.
É que lhes falta o mais importante: sensibilidade.
Grande abraço
GED
terça-feira, novembro 24, 2009
A CRISE DA MEIA IDADE
O encontro das Docas serviu para nos conhecermos todos um pouco melhor. Não é único e já estamos a laborar no sentido de ter encontros regulares, nos diversos pontos do país.
Afinal estamos cada vez mais sózinhos, as aves mais novas já deixaram o ninho e este facto tem que ser encarado como a grande oportunidade das nossas vidas.
Agora é hora de gozar, claro com um olho em cada lado. Um para gozar e rever velhos e queridos amigos e o outro para ir vigiando os pardalitos. Vão precisar sempre de nós.
Sei-o por experiência.
De repente, sem que eu o quisesse, vi-me na posição de lider do clã, com todos os problemas para resolver.
Aqueles a quem eu habitualmente pedia ajuda, decidiram de repente ir-se embora e deixar-me assim sem jeito.
Mas o jeito mesmo, é sobreviver e é disso que se trata.
Manter-te-emos informado do que for acontecendo, meu velho e querido amigo.
Grande abraço
Henrique
segunda-feira, novembro 23, 2009
ENCONTROS E DESENCONTROS
Onde anda essa gente?
Para que serviu o encontro nas Docas?
Naturalmente, a ausência tem a ver com o início do novo ano lectivo que directa ou indirectamente mexe com as nossas vidas.
Para quem lecciona, um novo ano, novos alunos, pais e velhos problemas.
Para quem tem filhos, se pequenos, as preocupações não deixam de ser grandes:
- O novo ou novos professores, o deitar e levantar cedo, os velhos deveres ou os actuais trabalhos para casa…, enfim, uma série de preocupações e criação de novos ou retoma de velhos hábitos que, enquanto não o forem, causam transtornos e algum cansaço.
Para aqueles cujos filhos são mais “entradotes”, os problemas são outros:
- Terá escolhido bem o curso? Onde irá parar? Será que se vai dar bem longe de nós?
E, depois de colocados:
- Será que fica, ou ficam bem?
E o nosso trabalho? Bem, esse tem que ser encarado como algo de bom que nos aconteceu, porque senão…
E agora nós? Irra! Não é que estamos sozinhos? Só os dois e mais ninguém? Ninguém a interromper, a meter-se pelo meio…Afinal isso não deveria ser óptimo?
Há-de ser com certeza, mas, requer habituação! Enfim, algo mais para ocupar espaço nestas já pouco folgadas cabeças.
O raio dos dias passam a correr…os fins de semana…já são passado…haverá maneira de travar esta correria? De rentabilizar melhor os bocaditos de que dispomos para descanso e recarregar baterias?
Deve haver certamente!
Temos mas é de arranjar algo mais para ocupar a nossa atenção:
Ler uns bons livros, os blogues, escrever algo, e porque não nos Blogues, ouvir boa música e arranjar uns encontros com amigos, um jantar de vez em quando, a meio da semana ou no fim desta, de preferência sexta ou sábado, a título excepcional um almoço num ou noutro sábado, num sítio onde se possa realmente conviver e…sem horas, a não ser para o início!
Resumindo: Ainda estamos a acertar o ritmo que se impõe para este novo ano (lectivo), mas por favor não esqueçam que estamos quase a chegar ao Natal.
P.S. E as prometidas fotos?
Um abraço a todos
FMartaNeves
sexta-feira, novembro 13, 2009
quarta-feira, novembro 04, 2009
UNIVERSOS PARALELOS
Claro que nada disto está provado e por enquanto é mesmo uma questão de fé, acreditar na veracidade destas afirmações.
Algo de semelhante acontece com a vida. Há um sem número de maneiras de olhar para ela, com pequenas ou grandes variações, mesmo tratando-se do mesmo tema, no mesmo momento.É como se houvesse um número importante de observadores com diversos angulos de visão. Óbviamente, alguns desses angulos estão limitados, não deixando ver o quadro no seu conjunto, não permitindo ver mais longe.
E, pode ser-se muito feliz ou infeliz, perante a mesma situação, dependendo muitas vezes apenas, de se ter cristalizado no tempo, ou de se ter tido o empenho de andar para a frente, colocando-se no melhor angulo de visão.
Não há como evitar isto. Apenas se pode esperar, que entre as diferentes visões coexista uma grande dose de tolerância.
GED
terça-feira, novembro 03, 2009
PRIVILÉGIO (CADA UM TEM O SEU).
Este homem, Fernando Dacosta, para meu espanto, acedeu de imediato a estar presente no nosso Encontro anual. Fez uma conferência memorável. Foi de facto um privilégio conhecê-lo e ouvi-lo.
quarta-feira, outubro 28, 2009
GRIPE A
EUA recusam vacina para gripe A usada na Europa
por JOÃO CÉU E SILVA. Hoje ( Diário de Notícias).
A vacina que está a ser usada em Portugal contra a gripe A não foi aprovada pelos Estados Unidos por conter substâncias na sua composição que podem alegadamente causar danos à saúde dos que a tomam. Trata-se da Pandemrix, vacina aprovada pela Organização Mundial da Saúde e escolhida pela Agência Europeia do Medicamento para ser usada em todos os Estados membros. E em relação à qual o Infarmed garante terem sido feitos todos os testes de qualidade.
No entanto, a Pandemrix está a provocar a recusa de muitas pessoas na Alemanha da sua utilização, dando como justificação o facto de os políticos e os funcionários públicos de topo serem preventivamente vacinados com uma outra. O presidente do Colégio Alemão dos Médicos de Família refere mesmo que os "potenciais riscos ultrapassam os benefícios" e, segundo Michael Kochen, este é um "teste em larga escala feito à população alemã" enquanto o Ministério da Saúde veio a público esclarecer que a Pandemrix não tem efeitos secundários mais graves que a vacina alternativa. Segundo o secretário de Estado da Saúde, Klaus Schroeder, foram encomendadas 50 milhões de doses de Pandemrix e não de outro preparado, porque pode ser produzida quatro vezes mais rapidamente do que a Cevalpan. Refira-se que 22 Governos europeus já encomendaram 440 milhões de Pandemrix.
Em Portugal, membros dos grupos prioritários recusaram a vacinação, designadamente políticos e a classe médica. Ontem, o presidente da Associação Portuguesa de Bioética, Rui Nunes, considerou que a recusa de médicos e de outros profissionais de saúde deve ser aceite com "prudência e bom-senso" porque acha esta reserva "natural" quando se trata de profissionais que "estão mais envolvidos no meio; sabem mais do ponto de vista técnico/científico o que se passa e sabem que não há ainda resultados verdadeiramente sólidos que permitam determinar com clareza se a pessoa deve ser vacinada".
Nos EUA, a Pandemrix não foi aprovada porque contém uma substância, o escaleno, que alegadamente provoca a alteração do sistema imunitário. Vários estudos ligaram os seus efeitos à síndrome da Guerra do Golfo porque terá sido utilizado como adjuvante na vacina do antrax (ler coluna ao lado). O que está em causa nesta vacina, segundo os seus detractores, são dois componentes que se encontram tanto na própria vacina como no adjuvante que lhe é adicionado para aumentar os efeitos.
Apesar de a vacina da GlaxoSmithKline (GSK) estar em conformidade com as regras europeias da Organização Mundial de Saúde (OMS), ela contém, segundo a informação que esteve no site da farmacêutica até ontem a meio do dia, cinco microgramas de tiomersal - na vacina - e 10, 69 miligramas de escaleno - no adjuvante -, cujos efeitos secundários são polémicos e considerados insuficientemente testados nos seres humanos. Estes dois produtos são necessários para potenciar os efeitos da vacina de modo a que a já gigantesca produção do medicamento satisfaça a procura em menos tempo de produção. O escaleno reduz o tempo da cultura de vírus inactivos e o tiomersal permite utilizar o sistema da multidose.
A preocupação da OMS perante os riscos das vacinas para a H1N1 é tão grande que responsabiliza as autoridades médicas nacionais para os alegados riscos e benefícios das vacinas disponíveis antes de as licenciarem, porque "quando vacinas pandémicas são administradas a tantos milhões de pessoas pode não ser possível identificar situações raras". Aconselha a monitorização intensa e comunicação imediata dessas situações e a troca a nível mundial desses dados.
A GSK, contactada pelo DN, considera que no caso do escaleno "não existem estudos conclusivos que permitam estabelecer relação entre causa e efeito" e confirma que a substância permite "com menos fazer mais" porque é um "amplificador de sinal". No caso do tiomersal, refere que "a pequena dose de mercúrio de 25 microgramas" não "induz malformações no sistema nervoso dos bebés nem ameaça o de-senvolvimento dos embriões" e que está muito abaixo do "limite aceitável para as grávidas de 60 kg, que é de 96 microgramas".
O Infarmed - a Autoridade Nacional do Medicamento - confirma que as duas substâncias encontram-se na Pandemrix, mas que "as afirmações sobre o tiomersal e o escaleno não são, de facto, nem correctas nem verdadeiras". Esclareceu ao DN que a vacina foi aprovada por "procedimento centralizado" - pela Agência Europeia do Medicamento - e que ficou homologada para todos os Estados membros.
O Infarmed informa, também, que "durante o processo de avaliação foram ponderados todos os aspectos relativos à qualidade, segurança e eficácia de um medicamento, sendo estabelecida uma relação benefício-risco. Na situação em apreço, o benefício foi considerado superior ao risco, razão pela qual a Agência Europeia emitiu uma posição favorável à autorização do medicamento".
quarta-feira, outubro 21, 2009
SARAMAGO
Uma figura impar da nossa cultura e que ficará para sempre nos nossos livros de História, junto com outros grandes portugueses.
Gostar do que ele escreve já é outra coisa. Como em tudo na vida, há quem goste e quem não goste.
Nada de errado até aqui!
Eu pessoalmente gosto muito. Anos antes de ele ser premiado, li o Memorial do Convento e, nessa altura achei e disse-o, que era entre outras coisas, um dos mais belos romances de amor jamais escritos.
O que não é admissível e devia ser alvo de reparo, é que um qualquer vulgar português, ainda que com responsabilidades políticas, ouse dizer publicamente, que acha que o escritor, devia mudar de nacionalidade.
Este pequenote, vai ficar na história, apenas recente, como um grande idiota, capaz de baboseiras deste género.
Um abraço
GED
sábado, outubro 17, 2009
MÚSICA
Tudo o que temos de fazer
É saber ouvi-la
Sons de Bach flutuam no silêncio
Do outro lado da vidraça
Há ritmo e cor e música
Basta saber ouvi-la
Nos carros que passam
No coaxar de rãs
No andar felino de um gato
No som das estrelas
Basta saber ouvi-la
No ritmo diário dos girassóis
Na dança dos canaviais
No silêncio dos imbondeiros
Tudo o que temos de fazer
É saber ouvi-la
No mosquito que nos atordoa
Nas crianças rindo à nossa volta
No batuque, longe na noite
No transpirar ofegante das nuvens
Desfazendo-se em líquidos
Basta saber ouvi-la
No respirar de gente dormindo
No incessante ondular dos rios
Nos acordes de um violão
Algures, rompendo silêncios nocturnos
Na dança silenciosa dos amantes
Basta saber ouvi-la.
GED
quarta-feira, outubro 14, 2009
O TAMANHO DAS ESTRELAS
Que flutuam no azul profundo?
Muitas, a maior parte, são pequeninas
Retenho-as no concavo da mão
Outras, poucas, são imensas
Apenas me cabem na alma
Memórias de ternura e acalanto
Acompanham o meu caminho
Algumas não as vejo para lá do horizonte
Estão lá, pressinto-as
Brilhando em céus antigos
Ensaiando rumos meridiões
Aquecem-me o coração, aceleram o meu pulsar
Todas, todas, me cabem na íris
O tamanho varia cá dentro.
GED
quinta-feira, outubro 08, 2009
ENCONTRO 2009

Caros Amigos.
Não, não queremos nem vamos parar.
Vamos uma vez mais estar juntos e aqui vai de novo o nosso convite, que esperamos sinceramente o aceitem. Contamos convosco, dando a todos os vossos amigos Cubalenses o prazer de partilharem da vossa amizade em mais este momento que se aproxima rapidamente.
É já no próximo dia 24 de Outubro de 2009.
A participação de todos é determinante para podermos ter um encontro inesquecível. Enviem as vossas inscrições o mais breve possível, pois o tempo escasseia, e necessitamos de fazer as ultimas confirmações com o Hotel da Quinta da Lagoa em Mira.
Apenas para aguçar o apetite, apresentamos-vos a banda que irá dar som e cor á noite da grande “farra”.
Mas, não ficamos por aqui. As surpresas vão continuar a ser Surpresas! Até lá.
Um grande abraço Cubalense
quarta-feira, setembro 30, 2009
SOSSEGO
quarta-feira, setembro 16, 2009
SARAS
GED
REALMOÇO
Tudo a andar.
Sábado nas Docas, junto ao rio entre as 13.3o e as 14H.
Reconfirmem por favor, para aqui ou para o meu TM.
Até lá.
Um abraço
GED
quarta-feira, setembro 09, 2009
ALMOÇO
terça-feira, setembro 08, 2009
CRISE, QUAL CRISE?
E para quê? Para, entre muitas inutilidades, promessas falsas e intoxicação mental, engordar algumas contas bancárias (empresas de comunicação e peritos em gestão de imagem incluídos) e sobretudo dar livre curso ao mau gosto na "decoração" de ruas, estradas e rotundas com os hediondos, caros e gigantescos cartazes partidários, com caras de personagens que estamos fartos de conhecer, e veiculando mensagens da mais fina retórica "esclarecedora", do género "Faro é Faro" (esta é autêntica, faz parte de um cartaz). Lapidar!
- 91 milhões, pagos por todos nós! Mais de 500.000 desempregados num país quase terceiro mundista! Não há adjectivos suficientemente expressivos para qualificar tal verba e todo o circo montado. E ninguém reage nem se revolta. Recordo-me que, há alguns anos, o governo marroquino pretendeu aumentar o preço da carne. A população revoltou-se de tal forma que o preço da carne se manteve.
Deixo cair os braços, de desalento. Mas antes disso, envio um grande abraço a todos os amigos.
Maria de Lurdes
segunda-feira, agosto 31, 2009
ALMOÇO
Dava-me jeito 19 de Setembro em Coimbra.
Grande abraço e digam de vossa justiça.
Henrique
quinta-feira, julho 30, 2009
FÉRIAS
Chegou o tempo de migrar para o sul, o sol, o sal.
Deixo-vos esta prenda.
Vale a pena ouvir, mas com auscultadores em stéreo e sentaditos de olhos fechados.
Vão por mim.
Um abraço
GE
http://www.youtube.com/watch?v=IUDTlvagjJA
segunda-feira, julho 27, 2009
20 ANOS
Caros Amigos,
Mais um ano, mais um encontro!
Não será, temos a certeza, mais um...
Este ano comemoraremos o 20º “Encontro destes Encontros”....
Como não queremos deixar passar a data em branco, tudo faremos para vos proporcionar mais um fim-de-semana com todos, sem esquecermos todos aqueles que já contribuíram em tempo e trabalho para este evento.
Assim, esperamos que este ano seja mais um contributo para não deixar esmorecer esta iniciativa que serve, afinal, para relembrar tempos idos e ou mais recentes e todos aquele que, de uma forma ou de outra, sempre povoaram as nossa emoções.
Contamos convosco a 24 de Outubro de 09 no Hotel Quinta da Lagoa, em Mira.
Agradecemos que nos confirmem o mais breve possível as vossas inscrições, sendo a data limite 30 de Setembro, para os contactos abaixo:
Em anexo remetemos a respectivamente a folha de inscrição e programa de actividades
Um abraço Cubalense
Mimi, Lobo e Sousa
José Lobo Pires - Telm. – 91 9410968
Jose.lobo.pires@gmail.com
Mimi Peixoto - Telm. – 96 5876468
mcppeixoto@gmail.com
Manuel Sousa- Telm. – 96 0315802
mfsousa1@hotmail.com
As confirmações por CTT deverão ser dirigidas a:
José Lobo Pires
Rua Alexandre O’ Neill, n.º 11, 1º Esq.
2745-896 Tercena
sábado, julho 25, 2009
ANTÓNIO CARLOS SIMÕES
Mais que um membro da minha equipe, era um bom amigo. Trabalhamos juntos nos últimos 25 anos. Tivemos muitas aventuras, muitas bem sucedidas, a maioria, e outras muito poucas, nem por isso. Tanto nos bons como nos maus momentos estava lá.
Nestas alturas é de bom tom dizer bem de quem parte, mas neste caso particular não tenho que fazer nenhum esforço.
O meu amigo era mesmo uma boa alma.
A partir de hoje, sempre que à noite olharem para cima, verão mais uma candeia acesa no tecto do céu.
GED
quinta-feira, julho 23, 2009
PARA A SARA
Embriago-me
No som das andorinhas tecendo voos
Velozes, alucinados
Sob o sol, no azul do céu
Rumo a sul
Aos beirais da minha casa.
Embalo-me nestes Setembros
De asas negras
Raios de luz riscando a noite
E o grande mar oceano
Na pressa de chegar.
Coimbra, Julho de 2009
GED
PROPOSTA
Deviamos fazer um almoço, todos nós que escrevemos neste blog.
Além do mais há gente que não se conhece fisicamente.
Vamos lá combinar datas.
Fico à espera.
Um abraço
GED
terça-feira, julho 21, 2009
CONVERSA DESFIADA
"Não anda a escrever muito no blog sobre Angola, está a falhar meu irmão :p . já para não falar da poesia que não escreve hà 2 meses!"
É verdade. Vou falar mais o quê da minha terra? De como eu gosto dela toda a gente já sabe. Das saudades imensas? Também toda a gente já sabe.Da lingua? Dessa sim , quando já a minha nora me trata por meu camba. A lingua portuguesa é uma lingua mestiça e tem sido nessa mestiçagem da lusofonia que se tem tornado mais rica, mais colorida. Que se danem os puristas.
A propósito desta riqueza, hoje vinha a ouvir como habitualmente a TSF. Dizia um fulano, que a gripe associada à crise, iria trazer fortes quedas no mercado das agências de viagens. Por isso estavam já a apostar no mercado "incoming", mais que nos projectos "outgoing". E tinham até inventado os "weekends gift".
Apenas me apraz dizer, com a nossa riquissima lingua: "this is a merdouing way of comunication".
Abraços
GED
quinta-feira, julho 16, 2009
POR ESTE RIO ACIMA....
Gosta de nos extorquir dinheiro aos milhões, debita regularmente ameaças independentistas, e com mais regularidade ainda, diz patetices.
No primeiro caso, nunca foi explicado aos portugueses, de forma clara, como são gastos os nossos dinheiros.
Às ameaças independentistas, eu pessoalmente digo que sim. Fiquem lá com a Madeira e deixem de nos aborrecer.
Quanto às patetices, nunca pertenci ao grupo de portugueses que as acham divertidas. Irritam-me profundamente e só num estado democráticamente aleijado, elas podem persistir.
Agora a coisa ficou mais séria. Já não se trata de uma patetice pura e dura. Afirmar aos quatro ventos, que na próxima revisão constitucional se vai pedir que o partido comunista passe de novo à clandestinidade, já não é patetice. É um insulto a todos nós e deveria ser tratado como tal. Acresce o facto inquietante, de que o partido do dito snr., acha que não é tempo de se pronunciar sobre a matéria, quando o que se pedia num país civilizado era um imediato e rotundo não.
Não tarda nada, vão pedir a proibição de todos os blogs, que não estejam de acordo com a idiotice reinante. E, não é caso inédito.
Um abraço
segunda-feira, julho 06, 2009
A VIDA É BELA.!
Então, esta mega crise que assola o planeta, deveria por obrigação redobrada obedecer às mesmas regras.
Uma crise que se preze, deve trazer consigo pelo menos uma multidão de famintos, de gente, muita gente no limiar da miséria, pedintes aos milhares, um ou outro suicida entre os ricaços a quem a vida correu mal.
Mas já não há crises como deve ser.
Hoje o estádio do Real de Madrid, vai ter cerca de 70.000 pessoas (?), para verem chegar o Cristiano Ronaldo.
Entradas pagas claro, e não tão baratas como isso.
É o Zé povinho que vai?
Claro que é, mas nesse zé povinho hão-de estar milhares de pessoas muito bem instaladas na vida, a aproveitar o momento para se encostarem mais um bocadito ao poder.
Crise?
Qual crise?
Um abraço
GED
sexta-feira, julho 03, 2009
PALAVRAS...
Portugal. Freeport, Casa Pia, BPP, SLN, etc, etc. Denúncia. Uma prisão. Blá, blá, blá.
Um abraço
GED
terça-feira, junho 30, 2009
POR ESTE RIO ACIMA
Começam a aparecer, com frases como "espírito de missão", vou devolver a "personaliddade à cidade", "está na hora da mudança", blá, blá, blá.
Falo dos candidatos a autarcas. Olhando um pouco mais ao pormenor, constatamos que são os mesmos. Ou são recandidatos, ou estiveram em bons lugares aguardando o regresso, mas são sempre os mesmos. Aqueles que já mostraram à exaustão, que não sabem fazer nada na vida, senão ser maus autarcas.
Não partilho da ideia de que se não os posso matar, tenho que me juntar a eles. Verdadeiramente essa ideia só em si é abjecta.
Estou numa encruzilhada em que pela primeira vez me vejo a apelar à abstenção, na melhor das hipóteses.
Moro em Coimbra, cidade imobilizada desde que me lembro. Aqui não se passa nada.
Continuo aguardando teimosamente, que surja um independente, que não concorra por nenhum partido e que me apresente um programa pobre mas escorreito.
Aguardo que alguém me diga, algumas destas coisas:
- Coimbra, não tem uma sala de espectáculos digna desse nome. Temos que nos deslocar à F. da Foz para ver qualquer coisa. Bora lá, construir uma, sem atropelos de orçamento, sem roubos, limpa, honesta.
- Coimbra, não tem indústria. Coimbra tem uma Universidade caduca, fechada sobre si mesma, imobilista. Bora lá, fazer um esforço para atraír indústria e ligá-la à Universidade, numa parceria salutar para todos.
- Coimbra é um monte de betão desgovernado, ao sabor de interesses mais que subterrâneos. Bora lá, criar um grupo de conselheiros impolutos, independentes, sem partido, que sirvam de motor, para casas realmente verdes, para formas de energia alternativa, para criação de áreas de lazer, para conforto de todos os cidadãos.
- finalmente, bora lá dar un chuto, nestes mentecaptos todos que teimam em nos azucrinar a paciência nestas alturas.
Quando houver um candidato assim eu voto...e colaboro.
Abraços
GED
domingo, junho 28, 2009
"LÁ VAMOS CANTANDO E RINDO..."
No tempo da Roma imperial, o gestor nomeado para a Peninsula Ibérica, ao fim de algum tempo pediu para ser substituido. A comparar com os gestores de hoje, o homem devia mesmo estar desesperado. Dizia ele, que neste cantinho, que depois se veio a tornar o nosso "querido Portugal", havia um povo estranho, que não se governava nem deixava governar.
Mudou alguma coisa, todo este tempo depois?
Em absoluto não!
Ninguém quer saber de nada, nem o povo, nem os governantes, estes apenas preocupados em servir os interesses próprios e os de quem está no mesmo barco com eles. A saúde, a justiça (lembram-se da Casa Pia, Fátima Felgueiras, Universidade Moderna e por aí adiante? E os bancos e gestores e administradores e outros doutores semelhantes, que conduzem o nosso país à podridão em que se encontra?), a educação ( a saga que tem sido a avaliação de professores, que afinal foi adiada, tendo-se começado para contento de todos a nivelar por baixo), a construção, as grandes e vãs obras públicas (TGV e aeroporto que governo e oposição usam a seu belprazer, com total desprezo pelos nossos dinheiros; quantos milhões já foram gastos em estudos e contra estudos?), o relacionamento com outros povos ( não foi possível até ao momento um relacionamento capaz com nenhuma das nossas ex-colónias, e seguramente por mais culpa nossa que deles), as grandes causas, nada funciona.
O projecto de país deveria ser mudado, mas não vale a pena pensar em alternativas de governo. Só a ideia é penosa. A gente capaz não está nos partidos. Tenta sobreviver com dignidade e coragem
Apenas o futebol, acende a chama da grande maioria dos portugueses e mesmo esse sabemos nós como vai.
Imaginem, que de repente ninguém mais pagaria as suas dívidas, ao Estado, aos bancos, aos credores, etc. Nada aconteceria, claro. Da forma como a justiça funciona, estariamos todos mortos, antes de qualquer decisão.
Num país normal, estariam criadas as condições de mudança, pela violência se fosse preciso, aliás não seria caso inédito.
Mas, com esta massa crítica não vai ser possível mudar nada.
E, continuaremos todos os dias, a levantar-nos para mais um dia de pesadelo.
É este país de faz de conta que vamos deixar aos nossos filhos, se ainda for país, quando for a vez deles de tomarem conta dos seus destinos.
Um abraço
sábado, junho 13, 2009
CIVILIZATION AT CROSSROADS
Um abraço
GED
segunda-feira, junho 08, 2009
UPRISING

Ninguém deveria poder dormir.
No entanto, este problema é bem mais vasto. O problema da fome no mundo é em si mesmo uma vergonha para todos nós, ou pelo menos para alguns de nós. Não tenho ilusões. A procura de uma sociedade mais justa, perdeu-se algures na voragem desta globalização, que ao invés de nos juntar a todos, nos tem afastado cada vez mais. São frequentes as imagens de desperdícios, de alimentos deitados fora, apenas para se manterem os preços. E, quem o faz, tem consciência absoluta do que se passa, o que torna este crime contra a humanidade ainda mais ignóbil. Não é preciso escolher África para exemplificar. Pode-se encontrar o mesmo problema em qualquer continente. O hiperconsumismo tem destas coisas, a par com imagens terríveis de fome que poderia ser fácilmente aliviada se os povos decidissem tomar os destinos nas próprias mãos.
Já não se pede uma sociedade mais justa. Apenas se pede que se pare para reflectir.
Sinto-me, sentimo-nos todos acho eu, um pouco perdidos no meio disto e não sabemos como sair.
Vive-se tranquilamente em democracia, como se esta fosse o resultado final e não o meio do caminho para um sistema melhor, mais igualitário, menos injusto. E, há por aí muita gente que não se coibe de dizer em tom jocoso, que a democracia é dos sistemas injustos, o mais justo. E ficam muito felizes por poderem dizer estas anedotas.
Poderá eventualmente ser, mas tenho a certeza que não é o fim do caminho. Os partidos políticos pensam o contrário, mas é fácil imaginar um mundo novo sem partidos. Ainda voltarei a este tema.
Desperto lentamente desta abulia que me tem consumido. Os meus companheiros, parece também foram atacados pelo virus. Nem todos. A Mª de Lurdes, deixou aqui um retrato fiel do país cinzento em que nos tornamos. Apenas discordo levemente no que diz respeito ao futebol. É o maior espectáculo do mundo, embora alguns teimem em estragá-lo.
sexta-feira, maio 29, 2009
Da influência de uma letra na abulia de um povo
O fado tradicional é poesia, mas enroupada naquela vil tristeza que o poeta cantou, no fatalismo e resignação atávicos, que nos impedem de desenvolver as nossas inegáveis qualidades e potencialidades, as quais em geral nos granjeiam o respeito dos estrangeiros, quando as exercemos lá fora. O fado de Coimbra é excepção (não estou a ser sectária, visto ser natural de Lisboa), que canta amores e saudade (a propósito, o mito de que a palavra saudade só existe em português é desmentido, por exemplo, pela palavra alemã Sehnsucht, que até é mais expressiva). O carácter pungente do fado revela um fatalismo inibidor, uma disposição anímica de conformismo, uma atitude submissa, de aceitação passiva das ignomínias que nos caem em cima. Nem para fazer valer os direitos mais básicos (educação, justiça, saúde, emprego, maior apoio à infância e aos idosos, etc.), a que alguns chamam privilégios, nos fazem sair deste estado comatoso.
Quanto a Fátima, para além do que já se disse sobre a IC, repugna-me o suborno da divindade implícito no pagamento de promessas, aplacando-a através de sofrimento e de oferendas. Não pretendo com isto desdenhar da fé dos crentes, que nos deve merecer respeito, pelo lenitivo e consolo que representa. Voltando à IC, aí estão eles de novo a pedir desculpa pelos crimes nefandos perpetrados sobre 14.000 crianças em instituições religiosas na Irlanda, mas (coisa inqualificável!) exigindo o anonimato dos criminosos. Então condena-se quem pratica um aborto, ainda que por razões de saúde ou humanitárias, mas deixa-se livre do merecido castigo quem teria mais obrigação de uma conduta irrepreensível?
O futebol poderia ser um desporto belo, compreendendo-se alguns excessos, por entusiasmo, e até alguma trapaça (ai de mim, que digo eu?) para dar “cor” ao jogo. Pelo contrário, inúmeros factores fazem do futebol um antro sulfuroso, onde a beleza de um jogo bem jogado assume uma importância secundária. Custa-me engolir a alienação das massas ululantes, a boçalidade e a marginalidade de algumas claques, a corrupção que alegadamente grassa entre alguns dirigentes e a arbitragem, a impunidade dos negociatadores dos clubes, o unfair play das “estrelas” dos relvados. A mística do futebol tresanda, quanto a mim, a qualquer coisa de fétido.
O que se passa no futebol parece espelhar o que se passa no país em geral. E nós em tranquila letargia. Não vale a pena recordar os inúmeros casos escandalosos a decorrerem neste momento no país e que nos envergonham. O curioso é que é tudo “legal”, toda a gente está de consciência tranquila (será que têm alguma consciência?) Apetece emigrar para lá do sol posto, não ler mais jornais, fechar os olhos e os ouvidos a toda a informação veiculada pelos media, abdicando do direito à indignação. Que fraqueza é esta que nos tolhe, a nós que já fomos grandes, dividimos o mundo em dois em Tordesilhas, deixámos vestígios em muitas e distantes paragens, imprimimos uma marca cultural em povos espalhados pelo mundo, a incomensurável coragem revelada aquando dos descobrimentos não foi, seguramente, fogacho ocasional. Ainda recentemente, a tenacidade e determinação dos nossos imigrantes são indicadores de que a alma lusa não é débil, tem muita força. Somos um povo excepcional, que até fez uma revolução sem sangue. Então porquê o estado letárgico em que nos afundamos? Quando lançaremos mão dessa força de vontade de outrora, agora que temos três belas oportunidades?
Tolhe pesado grilhão: escuridão.
Garra desesperada, determinada, rasga trevas: clarão.
Trabalho. Motivação.
Assimetrias: mais não!
Maria de Lurdes
sexta-feira, maio 22, 2009
TERRAMOTO
Já em intervenções anteriores, tenho expressado a minha náusea, devido aos noticiários de sexta-feira, comandados pela nossa inefável MMG e, com a ajuda daquele senhor que não se percebe bem o que diz.
Hoje o Bastonário da Ordem dos Advogados, cilindrou a dita senhora.
Politicamente incorrecto?
Claro, totalmente.
Mas que soube bem, a mim e a mais uns milhares de portugueses, soube.
Vai haver consequências?
Espero fervorosamente que sim. Os sistemas reguladores da Comunicação Social, não vão poder continuar a fingir que nada se passa.
Viva o politicamente incorrecto.
Hasta la victoria.
GED
quarta-feira, maio 20, 2009
NOITES
Por entre os dedos das minhas mãos
Consigo reter algumas estrelas solitárias
Luz para os meus passos
Um de cada vez, por entre silêncios
Marcando areias ainda quentes
Cadência pausada, feliz
No rumo do dia que amanhece.
GED
terça-feira, maio 19, 2009
segunda-feira, maio 18, 2009
PAÍS CINZENTO
Mas viajar permanentemente no "políticamente correcto" cansa. Deve cansar o próprio ou os próprios e cansa seguramente, quem tem que ouvir isto diáriamente, vindo de "grilitos sussurrantes", em todos os canais de televisão.
Dir-me-ão, que feche o aparelho e pronto. Nada disso. Se o fizer, entram-me em casa de qualquer outro modo. São piores do que sarna.
Os preservativos e a escola. Ora aí está uma novidade, pouco agradável para muçulmanos e cristãos. Já os judeus estão de acordo. Ainda cheguei a pensar que iriamos resolver o problema da faixa de Gaza e arredores, mas nem nisto estão de acordo.
Quanto à igreja mantem-se igual a si prória. Intemporalmente imóvel.
Cristãos e muçulmanos estão juntos neste caso. Sexo público só depois do casamento. As "porcarias e outras devassidões", são permitidas, mas só no aconchego do anonimato.
Chegou-se ao ponto de haver quem negue o holocausto. À igreja já pouco lhe falta para vir negar a existência de Sida e outros males sexualmente transmissíveis. A gravidez indesejada também está resolvida. Sei de fonte segura que a igreja, vai abrir mão de toda a sua vasta riqueza, para apoiar todas as jovens grávidas, em todo o mundo, que engravidaram pelos mais diversos motivos, menos pelo certo.
GED
sexta-feira, maio 08, 2009
CIRCO
Não me ri.
Fiquei apenas roxo de indignação e de tristeza.
Indignação, porque vejo o meu dinheiro a esvair-se em coisas vãs.
Tristeza por saber aquilo que cá dentro já sabia.
Estamos a ser governados por gente totalmente incapaz. Quem chega a este ponto e, estou a falar, não de pessoas singulares, mas de partidos, mostra à exaustão que não tem causas, nem balizas, nem objectivos, nem nada.
Tanta coisa por resolver, de importância para todos nós e, os gringos vão ao circo.
Eu dou uma sugestão, já que é também com o meu dinheiro que são régiamente pagos: acabem lá com os animais no circo e já agora no zoológico e, com os canários nas gaiolas. Acabem com isso tudo e depois com as jaulas e os circos vazios, metam lá essa gente para nosso gozo pessoal.
domingo, maio 03, 2009
ABRIL E MAIO
ABRIL E MAIO
Respirei Abril
Recriando o que não ri
E pressenti o perfil.
Chorarei por Maio,
Sou chão, no doce perdão
Situo-me e não saio.
A chuva continua
E solta a pura (qual seta)
Esperança da Lua.
As comemorações
E as flores são dois amores
E têm recordações.
Pedaços dos meses
Férteis, curtos e agradáveis
Ao esquecê-los mil vezes.
Um abraço.
NOTA: meu querido amigo. Pensei que te tinhas ido embora, sem mais aquelas. Finalmente regressaste a esta tertúlia, que por sinal anda animada. Vai passando por aqui. Tenho ido ao teu blog...mas népias. um grande poeta de férias?
Grande abraço
Henrique
quarta-feira, abril 29, 2009
GRIPE
terça-feira, abril 28, 2009
COISAS DE ABRIL II
águas mil.
25 de Abril,
cravos mil vezes mil.
Se então alguém me falasse
em malmequeres
só de bem-querer,
não seria utopia.
Eu teria acreditado;
subscreveria,
com alegria,
em euforia.
Dia memorável.
Vivi-o em Coimbra,
pela rádio,
pela televisão.
Emoção.
Exaltação!
Mas...
anos volvidos
manto de desilusão:
cravos emurchecidos,
esmagados;
sonhos postergados,
espezinhados,
por uns malvados,
sem contemplação.
Que desilusão!
Não mais amanhãs que cantam;
antes desencantam.
Hipocrisia.
Iniquidades.
Mal-feitorias.
Aleivosia.
Podridão.
Dizem que a esperança
é a última a morrer.
Será?
Oxalá!
Maria de Lurdes
sábado, abril 25, 2009
COISAS DE ABRIL
Em declaração pública, manifestaram-se violentamente contra a progressão na carreira de Otelo Saraiva de Carvalho.
Abril, dá-lhes o direito de dizer todas as aleivosias que entenderem, sem que nenhum mal lhes advenha disso.
Como já disse, a História é cruel. Otelo faz parte da história de Portugal, sempre fará. Será sempre um dos capitães de Abril. Cometeu erros no percurso e pagou por eles.
Mas na essência, lutou para que em liberdade, até diatribes do género fossem possíveis.
Deveriam estar-lhe agradecidos, mas a ideologia fascizante que professam, não os deixa ver nem adiante, nem para trás.
Nos compêndios de história, actuais e futuros, o nome de Otelo estará sempre, junto com todos os companheiros que nos ajudaram a libertar da tirania fascista.
Paulo Portas, ficará enterrado no anonimato perpétuo.
E, é isso que ele nunca conseguirá compreender.
GED
sexta-feira, abril 24, 2009
ABRIL E EU
Acredito em almas gémeas, em transmissões de pensamento, e coisas congéneres. Por isso, hoje pasmei quando vi o post no blog do Manel. Tinha pensado, que hoje quando chegasse a casa, faria um texto do género. E, digo do género porque ao ler o dele, achei que era excelente, que estou totalmente de acordo, ou quase, o que é raro, e que jamais conseguiria fazer nada tão bem feito.
Depois destas premissas aqui vai.
Em 1974, estava longe de estar amadurecido para estas questões, mesmo tendo em conta que vivi toda a crise académica activamente e do lado certo da barricada.
O 25 de Abril, não me apanhou de surpresa, já o pressentia nas conversas que tinhamos. Depois, foram vários anos de muita luta, de alegria contagiante, em que a palavra de ordem, era de que tudo era possível. No entanto ao contrário do Manel, continuo a manter aquilo que ele chama de romantismo.
Consigo olhar para trás e fundamentalmente olhar para a frente e sentir que tudo valeu a pena e que tudo valerá a pena sempre. Continuo com a firme convicção de que estarei sempre pronto para intervir e para voltar a ser ingénuamente feliz se for caso disso. Olhando em redor, não há nada que não repetisse. O tempo que passei em Angola, em plena revolução, foram dos mais felizes e simultâneamente dos mais duros da minha vida.
Faço minhas as palavras de um Capitão de Abril: aqueles anos já ninguém mos pode tirar!
Tudo isto, é apenas um intervalo que vai passar certamente. Posso olhar com um olhar maduro e crítico para tudo o que se passa, mas continuo a sentir que isto é efémero e que um dia tudo voltará a ser possível.
A História é cruel, no sentido em que o que aconteceu já não pode ser modificado. Os países do nosso país, estão aí, dando passos, muitos errados, mas caminhando para o futuro deles e também o nosso.
Podia ter sido melhor?
Absolutamente.
Provávelmente, a única diferença que me separa do Manel, é que eu sou um optimista. Tento tirar da vida aquilo que ela tem de melhor para me oferecer. O Manel é um eterno pessimista, sempre vendo o lado pior das coisas. Mas que é um dos meus grandes amigos e a minha alma gémea, lá isso é.
Ainda que renegue o "Che", ou tudo o que aconteceu e tem vindo a acontecer em Cuba.
Não mudei uma linha ao meu pensamento político de base. Muitas coisas, discordei violentamente. Deste lado da barricada, cometeram-se também erros tremendos. No entanto, a amizade, a solidariedade, a luta contra a marginalidade, a correcção dos enormes desvios sociais, a igualdade de oportunidades, continuam incólumes na base do meu pensamento.
Continuo a pensar que malmequeres, só de bem-querer, ainda que a Maria de Lurdes pense nisso como uma utopia.
25 de Abril, sempre.
quinta-feira, abril 23, 2009
HAIKAI SEVEN
Um raio de luz
Esta terra que te vê
Projectado lá
Para o Henrique
Um raio de luz
Aconteceu em Abril
Reflectido lá
Para todos
Águas de Abril
Correndo para o mar
Passando por lá
Fernando Marta
terça-feira, abril 21, 2009
TANKA
Saudades tamanhas
Até um dia...
Estendem suas mãos
Surgem novas estrelas
Anabela Simões
segunda-feira, abril 20, 2009
HAIKAIS
E, sempre a um nível muito alto.
Desculpa lá Fernando, mas vão para a página da frente.
Amanhã terás que aturar a Maria de Lurdes, a dizer-te e com razão, que tens talento para dar e... vender. E, eu estou totalmente de acordo. A propósito, alguém viu o Manuel "Sampas"?
Grande abraço.
Henrique
Aconteceu cá
Desabrochar em Abril
Dar fruto por lá
Calor de Abril
Esta terra que te viu
Crescendo por lá
SAUDADE
Não mais do que ontem ou do que amanhã.
Mas hoje por força das circunstâncias, é mais doloroso, custa mais.
A saudade cola-se com mais força.
Acredito que voa feliz nos ventos diferentes.
Mas, faz-me uma falta terrível. Falta uma parte de mim.
GED
ANIVERSÁRIO
sábado, abril 11, 2009
REGRESSO
Ao longo desta semana, aproveitei para pôr a leitura em dia. Ao fim de cada tarde, depois de ter esquiado, sentava-me na sala de estar do hotel e ia lendo o que levei. À minha frente, tinha uma grande vidraça que me mostrava a Serra Nevada coberta de neve. Um espectáculo magnífico!
Anteontem, estava a ler um livro recomendado pelo Hamilton: Desmedida (crónicas do Brasil) do Ruy Duarte de Carvalho. Já o tinha há bastante tempo, mas só agora consegui começar a lê-lo. Já sabia que era denso e tenho-me entretido com coisas mais leves.
De repente tudo fez sentido. Tinha a serra à minha frente, ouvia no ipod trechos do Out of África e lia um livro que versa as relações antigas entre o Brasil, Portugal e Angola.
E de repente, o meu mundo fez sentido. Deixei de ver a Serra Nevada. À minha frente estavam anharas sem fim. E, vi zebras correndo desenfreadamente em direcção às montanhas distantes.
Deixo-vos aqui o trecho do livro que estava a ler na altura. Aconselho-vos a comprá-lo se se interessam por estes temas. Dele já li outro livro magnífico: Vou lá visitar pastores.
A África, para homens de cultura ocidental do tempo de Burton, é uma reserva de horrores e de insalubridades, um continente maldito, teatro do horror absoluto e de uma estupenda selvajaria originária... E é a pátria do sangue poluído, amaldiçoado e negro, dos descendentes de Cam, filho de Noé. Se embriagou Noé, e adormeceu, descomposto dentro de sua tenda. E seu filho Cam o viu assim e falou disso, a rir, a Sem e a Japhet, seus irmãos mais velhos. Os quais se muniram então de um pano e entraram na tenda às arrecuas, para cobrir sem ofendê-la, a nudez do pai. Depois de acordar e de vir a saber como se tinha comportado Cam, seu filho benjamim, Noé amaldiçoou-lhe a descendência: será servidora e escura. É a partir daqui, parece, que as interpretações talmúdicas e as tradições judaicas associam a cor negra à servidão imposta à descendência de Cam. ... E a partir daqui viraria ensaio... Desde o século dezoito que a identificação dos filhos de Cam aos povos negros se tinha tornado uma espécie de evidência capaz de justificar a escravidão e a evangelização ao mesmo tempo. Mas, reconsidera-se ao longo do século dezanove, a exegese da bíblia ao mesmo tempo que começam a ter lugar as especulações e as observações dos exploradores que visitam África. Ao monogenismo bíblico substitui-se um poligenismo científico que exclui os povos negros da linhagem noémica e favorece o embranquecimento de Cam. Os três filhos de Noé passam a representar três ramos da raça branca. Os povos negros escapariam assim às origens iniciais. Alarga-se o fosso entre brancos e negros. Para a expansão ocidental é impossível admitir uma qualquer civilização negra e é reconsiderada uma ascendência asiática para os egipcios.... É instaurada uma distinção fundamental entre populações africanas absolutamente negroides e não inteiramente negroides...
E por aí adiante. Acreditem ou não, só muito mais tarde a igreja (sempre a igreja), lançou um decreto papal, afirmando que os indios do Brasil afinal eram seres humanos!
Fiquem bem.
Um abraço
GED
quarta-feira, abril 01, 2009
FÉRIAS
Durante dez dias, mandarei às urtigas, os jornais, as notícias, a igreja, os dislates que vão correndo pelos noticiários, a Casa Pia e similares, a crise (?). Apenas levarei comigo os amigos (as) e os skis. Para os pobres mortais que não vão ter este privilégio, fica aquele abraço e a certeza de que voltaremos a encontrar-nos em breve.
No entretanto, vão-se divertindo como puderem.
NOTA: enviaram-me um email fantástico. Uma estação de televisão, resolveu, percorrer mundo e contactar cantores de rua. Fez um programa com eles tocando em simultâneo, cada um nos seus países. O resultado é absolutamente fantástico.
Fica o "site", como a minha despedida: CANTORES DE RUA
GED
quinta-feira, março 26, 2009
O PESO DE ALGUMAS PALAVRAS
Vejam esta em http://diariodaafrica.blogspot.com/2009/03/oracao-de-sapiencia.html
quarta-feira, março 25, 2009
PAPA?
Basta lembrar, quantos pedidos de desculpa tiveram que fazer nos últimos tempos.
Nem Leonardo escapou.
No século XXI, seria de esperar que tivessem aprendido a respeitar, pelo menos os ideais do seu Criador. São 2100 anos caramba!!
Nada disso.
Esta visita a Angola, mostrou a verdadeira face desta igreja, retrograda e incapaz.
Em dois dias fez mais pela SIDA, do que a própria SIDA tem feito.
Deviam ser feitas as contas a quanta gente vai morrer, se acreditar no que lhes foi dito.
E, quando daqui a algum tempo, vierem pedir desculpa por esse erro, claramente lhes devia ser dito, que fossem para o diabo que os carregue.
GED
sexta-feira, março 20, 2009
HAIKAI
Trovoada e relâmpagos no céu
Terra natal.
A Anabela apaixonou-se por esta forma de poesia.
Presenteou-me (nos) com este, lindíssimo.
GED
OPINIÕES II
Primeiro, quero mostrar todo o meu orgulho por ter amigos assim. Daqueles com quem a gente pode discordar, sem beliscar a amizade profunda que nos liga.
Depois, quero discordar concordando.
Claro, que sou fã de Borges. Claro que sou fã da boa literatura europeia, mas fico por aqui.
Falando dos escritores de expressão lusófona, apenas me cabe dizer, que não retratam de todo apenas a literatura regional. O que mais me encanta neles, e aí começa a discórdia, é o seu lado onírico, mágico, imaginativo, jovem, sem fronteiras. Que os coloca ao lado de um Sepulveda por exemplo.
Comparar Mozart com Tom Jobim ou com os Beatles? Absolutamente.
Dentro do tempo julgado conveniente, estarão no mesmo estatuto.
Daqui por 500 anos, todos se lembrarão de Mozart, mas também se lembrarão de Jobim e dos Beatles, como se lembrarão de todas as obras intemporais.
Como se lembrarão de Eça de Saramago, de Luandino.
Embrulha...mas desta vez um enorme abraço de amizade.
GED
quinta-feira, março 19, 2009
SEM MARGENS
Transbordando alucinações
Pirilampos indecisos
Boiando na noite
Silêncio das pedras ainda quentes
Vapores, flutuando madrugadas.
Lágrimas de chuva
Na pele nua
Olhos azuis brilhando desejos
Em cada estrela do céu
Ritmo frenético do louvadeus
Sismando passos firmes
Encharco-me de tardes
Malmequeres só de bem querer
Rios deslizando bagres
De cor púrpura
Virgens parindo ternuras
Pairam no ar borboletas azuis
Chão estremecido de calores
Loucos cultivando sonhos
Olhares distantes da demência
Raios de luar
Cravados no chão adiante
Crianças felizes abraçando confortos
Sem margens.
GED
quarta-feira, março 18, 2009
BLOG
segunda-feira, março 16, 2009
OPINIÕES
A um deles perguntei-lhe o que tinha achado. Vale aqui dizer, que estamos profundamente em desacordo em muitas coisas... como é hábito entre grandes amigos.
Do alto do seu urbanismo profundamente europeu, respondeu-me que achou bonito, mas ainda muito imaturo, quando comparado com os grandes e vetustos ( o adjectivo é meu) escritores europeus.
Claro, não posso estar mais em desacordo. Comprei o último livro do Ondjaki, sobre poesia.
Não resisto a deixar-lhe aqui, um pequeno fragmento.
Tinha aprendido que era muito importante criar desobjectos.
Certa tarde, envolto em tristezas, quis recusar o cinzento.
Não munido de nenhum artefacto alegre, inventei um espanador de tristezas.
Era de difícil manejo - mas funcionava.
Grande abraço
GED











