É assim a vida em TERRAMAR, onde dragões e feiticeiras se juntam e contam histórias em que tudo pode acontecer.
terça-feira, novembro 09, 2010
domingo, novembro 07, 2010
JANTAR NO PÓ
A quem possa interessar.
Pediram-me que relatasse os acontecimentos no Pó e, pediram-me também que se possível contasse a versão "soft" dos acontecimentos. Um pedido de amigos é para se cumprir, portanto é a versão "soft", que conto.
Não me vou referir portanto, ao hotel rasca onde tivemos que pernoitar, até porque o anfitrião prometeu meio envergonhado, que tal não se repetiria, porque ia imediatamente fazer obras.
Não me vou referir também, à quantidade de gente bem bebida, que tentou cantar. O FMN, o Zé Lobo e eu próprio, tivemos que afinar as vozes e salvar a noite.
Não me vou referir a mortes, porque não as houve. Apenas dois feridos, um fisicamente, porque partiu a lareira do Lobo com a cabeça e outro ferido na alma e no aparelho digestivo. Que o digam hoje os inumeros postes onde tivemos que parar, para que o ferido, neste caso uma ferida, aliviasse as maleitas.
O jantar própriamente dito até nem correu mal. A comida chegou e era de boa qualidade, houve um herói que com risco da própria vida resolveu fazer um flambé de camarões, que também correu bem se descontarmos o pequeno incêndio que causou.
Os vinhos e restanta álcool provaram ser de boa qualidade, pese embora o facto de haver gente habituada a coisas maradas e que se deu mal.
Pode-se dizer no computo geral que o jantar até correu bem, a companhia era boa e no final se criou uma comissão organizadora de futuros eventos. E, para que não falhe é apenas constituida por homens.
E fez-se um quadro colectivo, que num futuro distante será uma peça valiosa de pintura, entre o naif e o rupestre.
Grande abraço a todos
Pediram-me que relatasse os acontecimentos no Pó e, pediram-me também que se possível contasse a versão "soft" dos acontecimentos. Um pedido de amigos é para se cumprir, portanto é a versão "soft", que conto.
Não me vou referir portanto, ao hotel rasca onde tivemos que pernoitar, até porque o anfitrião prometeu meio envergonhado, que tal não se repetiria, porque ia imediatamente fazer obras.
Não me vou referir também, à quantidade de gente bem bebida, que tentou cantar. O FMN, o Zé Lobo e eu próprio, tivemos que afinar as vozes e salvar a noite.
Não me vou referir a mortes, porque não as houve. Apenas dois feridos, um fisicamente, porque partiu a lareira do Lobo com a cabeça e outro ferido na alma e no aparelho digestivo. Que o digam hoje os inumeros postes onde tivemos que parar, para que o ferido, neste caso uma ferida, aliviasse as maleitas.
O jantar própriamente dito até nem correu mal. A comida chegou e era de boa qualidade, houve um herói que com risco da própria vida resolveu fazer um flambé de camarões, que também correu bem se descontarmos o pequeno incêndio que causou.
Os vinhos e restanta álcool provaram ser de boa qualidade, pese embora o facto de haver gente habituada a coisas maradas e que se deu mal.
Pode-se dizer no computo geral que o jantar até correu bem, a companhia era boa e no final se criou uma comissão organizadora de futuros eventos. E, para que não falhe é apenas constituida por homens.
E fez-se um quadro colectivo, que num futuro distante será uma peça valiosa de pintura, entre o naif e o rupestre.
Grande abraço a todos
quinta-feira, outubro 21, 2010
MILAGRÁRIO PESSOAL
Um amigo ofereceu-me um livro do Agualusa: Milagrário pessoal
Abri-o apenas e deparei-me com isto. Promete.
...No princípio os homens não falavam. Nenhum animal falava, excepto os pássaros. Havia um saco com palavras que estava à guarda da Andua. Foi então que apareceu um rapaz com um único braço, uma única perna e só metade da cabeça. O rapaz roubou o saco das palavras, abriu o saco e meteu as palavras à boca. Na manhã seguinte, quando despertou, era uma pessoa inteira, mas metade rapaz e metade rapariga. Além disso falava, e a sua lingua era ágil e harmoniosa como a dos pássaros.
(De um conto tradicional ovimbundo)...
Abri-o apenas e deparei-me com isto. Promete.
...No princípio os homens não falavam. Nenhum animal falava, excepto os pássaros. Havia um saco com palavras que estava à guarda da Andua. Foi então que apareceu um rapaz com um único braço, uma única perna e só metade da cabeça. O rapaz roubou o saco das palavras, abriu o saco e meteu as palavras à boca. Na manhã seguinte, quando despertou, era uma pessoa inteira, mas metade rapaz e metade rapariga. Além disso falava, e a sua lingua era ágil e harmoniosa como a dos pássaros.
(De um conto tradicional ovimbundo)...
quinta-feira, outubro 14, 2010
Emily Dickinson
" Se eu puder evitar que um coração se parta
Não viverei em vão.
Se eu puder suavizar a aflição de uma vida
Aplacar uma dor,
Ou ajudar um frágil passarinho
A retornar ao ninho,
Não viverei em vão."
(Tradução de Idelma Ribeiro de Faria)
" If I can stop one heart from breakings,
I shall not live in vain;
If I can ease one life the aching,
Or cool one pain,
Or help one faiting robin
Unto his nest again,
I shall not live in vain.
Não viverei em vão.
Se eu puder suavizar a aflição de uma vida
Aplacar uma dor,
Ou ajudar um frágil passarinho
A retornar ao ninho,
Não viverei em vão."
(Tradução de Idelma Ribeiro de Faria)
" If I can stop one heart from breakings,
I shall not live in vain;
If I can ease one life the aching,
Or cool one pain,
Or help one faiting robin
Unto his nest again,
I shall not live in vain.
segunda-feira, outubro 11, 2010
PAÍS CINZENTO
Está na moda dizer-se agora, neste país cinzento aquela célebre frase de Kennedy: não perguntes o que o país pode fazer por ti, pergunta o que é que podes fazer pelo teu país.
E a pergunta tem sido feita na rádio aos senhores do costume, que respondem que deve ser exercido o direito de cidadania e blá, blá, blá.
Eu pessoalmente tenho opinões sobre o que é que nós como cidadãos, exercendo o nosso direito de cidadania podemos fazer por este pobre país cinzento.
- acabar com todos os membros do governo e da Assembleia da República. Mandá-los trabalhar em algo produtivo, sem ser em cargos de gestores públicos e com os salários pagos ao povo em geral.
- para se ser membro de um eventual novo governo, teriam que ter no curriculum, pelo menos dez anos de trabalho produtivo como qualquer outro português. É que a maioria que nos governa actualmente, nunca teve um emprego a sério.
- finalmente, eleições uninominais, para termos a certeza de que podemos pedir responsabilidades a uma pessoa específica.
Finalmente, dizer-vos que estou a sonhar. Estes aldrabões hão-de continuar, a não ser que de facto o povo que somos nós todos, decida o contrário o que acho muito difícil que venha a acontecer, pelo menos por enquanto.
E a pergunta tem sido feita na rádio aos senhores do costume, que respondem que deve ser exercido o direito de cidadania e blá, blá, blá.
Eu pessoalmente tenho opinões sobre o que é que nós como cidadãos, exercendo o nosso direito de cidadania podemos fazer por este pobre país cinzento.
- acabar com todos os membros do governo e da Assembleia da República. Mandá-los trabalhar em algo produtivo, sem ser em cargos de gestores públicos e com os salários pagos ao povo em geral.
- para se ser membro de um eventual novo governo, teriam que ter no curriculum, pelo menos dez anos de trabalho produtivo como qualquer outro português. É que a maioria que nos governa actualmente, nunca teve um emprego a sério.
- finalmente, eleições uninominais, para termos a certeza de que podemos pedir responsabilidades a uma pessoa específica.
Finalmente, dizer-vos que estou a sonhar. Estes aldrabões hão-de continuar, a não ser que de facto o povo que somos nós todos, decida o contrário o que acho muito difícil que venha a acontecer, pelo menos por enquanto.
quarta-feira, outubro 06, 2010
FADOS NO PÓ
Isto é tudo muito bonito, as mulheres andam divertidissimas com o acontecimento, cacarejam a todo o instante, mas alguém tem de meter ordem no galinheiro.
Caro amigo José Lobo, o senhor por acaso poderia por favor fazer o ponto da situação?.
Já que não fez as obras exigidas, está preocupado em saber quantos somos e reservar o hotel para nós?
Precisamos de levar mantimentos e se sim , como se vai distribuir?
O Jaime já aprontou tudo com os músicos?
Estas são perguntas que gostariamos de ver respondidas, uma vez que não me parece que a organização esteja à altura de um evento destes.
Ficariamos todos gratos, se em vez de voltar a mandar-nos pro..., nos dissesse alguma coisa de mais substancial.
Com um abraço deste sempre seu amigo, passo a considerá-lo.
GED
Caro amigo José Lobo, o senhor por acaso poderia por favor fazer o ponto da situação?.
Já que não fez as obras exigidas, está preocupado em saber quantos somos e reservar o hotel para nós?
Precisamos de levar mantimentos e se sim , como se vai distribuir?
O Jaime já aprontou tudo com os músicos?
Estas são perguntas que gostariamos de ver respondidas, uma vez que não me parece que a organização esteja à altura de um evento destes.
Ficariamos todos gratos, se em vez de voltar a mandar-nos pro..., nos dissesse alguma coisa de mais substancial.
Com um abraço deste sempre seu amigo, passo a considerá-lo.
GED
terça-feira, outubro 05, 2010
domingo, outubro 03, 2010
LAVOURA ARCAICA
...assim qu ele entrou, ficamos de frente um para o outro, nossos olhos parados, era um espaço de terra seca que nos separava, tinha susto e espanto nesse pó, mas não era uma descoberta, nem sei o que era, e não diziamos nada...
Muito, muito bom. façam favor de ler.
GED
Muito, muito bom. façam favor de ler.
GED
domingo, setembro 26, 2010
Hoje vou falar-vos de um tema delicado, que pela sua importância já transbordou fronteiras e causou algum mal estar transcontinental.
Venho falar-vos de um artrópode de seu nome Siphonaptera, cujo nome binomial é Tunga penetrans.
Este bichinho, para os menos avisados, que andam descalços pela vida, penetra na nossa pele, quase sempre nos pés e formam uma bolsa entre os dedos ou nos próprios, que provoca uma coceira tremenda.
Eu próprio já padeci deste mal várias vezes, e como habitual, foi a minha lavadeira que com muito jeito e uma agulha me ia tirando aqueles saquitos.
De uma forma mais cientifica, cito este artigo que podem consultar aqui, já que eu hoje estou generoso:
Bicho-de-pé é um inseto sifonáptero (Tunga penetrans) da família dos tungídeos, de presumida origem sul-americana; relativamente comum nas zonas rurais, a fêmea fecundada penetra na pele do homem ou de outros animais, causando forte coceira e ulceração que pode servir como porta para infecções de agentes patogênicos como o Clostridium tetani, causador do tétano.
Batata baroa, bicho, bichô, bicho-de-cachorro, bicho-de-porco, bicho boco.bicho-do-pé, bicho-do-porco, bitacaia, chique, chitacaia, dengoso, espinho-de-bananeira, esporão, jatecuba, matacanha (Angola e Moçambique), moranga, nígua (Portugal), olho-branco, olho-de-pinto, pique, piolho-de-faraó, pitxoca/pitxoka, pulga-da-areia, pulga-de-bicho, pulga-do-porco, pulga-penetrante, sico, taçura, taçuru, tatarné, tuçuru, tunga, tunguaçu, vitacaia, xiquexique, xíquia, zunga, zunge, zunja.
Esse inseto pertence à ordem das pulgas (Siphonaptera) e, como elas, não tem mais que um milímetro de comprimento. Ganhou seu nome popular por penetrar na pele humana, em especial entre os dedos do pé, onde ela é mais fina e tenra. Quem anda descalço em áreas infestadas - normalmente currais, chiqueiros e praia - é, portanto, sua vítima preferencial.
Na verdade, só a fêmea grávida invade o nosso organismo, para se nutrir de nosso sangue enquanto desenvolve os ovos. A coceira é causada por uma substância que o bicho-de-pé usa para furar a pele.
Para terminar e para encerrar de vez este assunto, de alguma gravidade e que tem trazido algum mal estar entre povos irmãos, termino dizendo que este bichinho é conhecido de todos nós como BITACAIA.
Beijos e abraços e carinhos sem ter fim.
GED
Venho falar-vos de um artrópode de seu nome Siphonaptera, cujo nome binomial é Tunga penetrans.
Este bichinho, para os menos avisados, que andam descalços pela vida, penetra na nossa pele, quase sempre nos pés e formam uma bolsa entre os dedos ou nos próprios, que provoca uma coceira tremenda.
Eu próprio já padeci deste mal várias vezes, e como habitual, foi a minha lavadeira que com muito jeito e uma agulha me ia tirando aqueles saquitos.
De uma forma mais cientifica, cito este artigo que podem consultar aqui, já que eu hoje estou generoso:
Bicho-de-pé é um inseto sifonáptero (Tunga penetrans) da família dos tungídeos, de presumida origem sul-americana; relativamente comum nas zonas rurais, a fêmea fecundada penetra na pele do homem ou de outros animais, causando forte coceira e ulceração que pode servir como porta para infecções de agentes patogênicos como o Clostridium tetani, causador do tétano.
Batata baroa, bicho, bichô, bicho-de-cachorro, bicho-de-porco, bicho boco.bicho-do-pé, bicho-do-porco, bitacaia, chique, chitacaia, dengoso, espinho-de-bananeira, esporão, jatecuba, matacanha (Angola e Moçambique), moranga, nígua (Portugal), olho-branco, olho-de-pinto, pique, piolho-de-faraó, pitxoca/pitxoka, pulga-da-areia, pulga-de-bicho, pulga-do-porco, pulga-penetrante, sico, taçura, taçuru, tatarné, tuçuru, tunga, tunguaçu, vitacaia, xiquexique, xíquia, zunga, zunge, zunja.
Esse inseto pertence à ordem das pulgas (Siphonaptera) e, como elas, não tem mais que um milímetro de comprimento. Ganhou seu nome popular por penetrar na pele humana, em especial entre os dedos do pé, onde ela é mais fina e tenra. Quem anda descalço em áreas infestadas - normalmente currais, chiqueiros e praia - é, portanto, sua vítima preferencial.
Na verdade, só a fêmea grávida invade o nosso organismo, para se nutrir de nosso sangue enquanto desenvolve os ovos. A coceira é causada por uma substância que o bicho-de-pé usa para furar a pele.
Para terminar e para encerrar de vez este assunto, de alguma gravidade e que tem trazido algum mal estar entre povos irmãos, termino dizendo que este bichinho é conhecido de todos nós como BITACAIA.
Beijos e abraços e carinhos sem ter fim.
GED
De Hilda Hilst
Não me procures ali
onde os vivos visitam
os chamados mortos.
Procura-me dentro das grandes águas.
Nas praças,
num fogo coração,
entre cavalos, cães,
nos arrozais no arroio,
ou junto aos pássaros
ou espelhada num outro alguém,
subindo um duro caminho.
Pedra, semente, sal, passos da vida.
Procura-me ali.
Viva.
onde os vivos visitam
os chamados mortos.
Procura-me dentro das grandes águas.
Nas praças,
num fogo coração,
entre cavalos, cães,
nos arrozais no arroio,
ou junto aos pássaros
ou espelhada num outro alguém,
subindo um duro caminho.
Pedra, semente, sal, passos da vida.
Procura-me ali.
Viva.
sexta-feira, setembro 24, 2010
HÁ FADOS NO PÓ
Últimamente, têm passado emails à minha frente com o título "Há fados no Pó".
Isto podia ser o títluo de um filme canalha, brega (porque eu sei que uma brasileira vai passar por aqui, então traduzo), mas não é.
É apenas um encontro habitual dos meus amigos no fim de semana de 7 de Novembro.
Encontro esse que eu aliás, olho com enorme desconfiança, por dois motivos.
O primeiro é que quando fomos pedir alojamento na casa do Zé Lobo ( todos os 30), ele mandou-me a um sítio menos recomendável.
Disse-me literalmente:
-Oh Henrique vai pró...
Quando na verdade eu acho, que com um mês de antecedência, ele podia fazer umas obrazitas em casa, para mais dois ou três quartos, para os amigos.
O segundo motivo tem a ver com as intenções do Fernando Marta. Diz ele que leva umas garrafas de Douro, para começar logo a emborcar e que depois se verá. Como eu faço intenções de levar aquele whisky marado, está-se mesmo a ver, que meia hora depois, eu e ele arrumamos os músicos a um canto e vamos nós cantar à desgarrada.
Vai ser um espectáculo verdadeiramente deprimente.
Haja Deus
AbraçosIsto podia ser o títluo de um filme canalha, brega (porque eu sei que uma brasileira vai passar por aqui, então traduzo), mas não é.
É apenas um encontro habitual dos meus amigos no fim de semana de 7 de Novembro.
Encontro esse que eu aliás, olho com enorme desconfiança, por dois motivos.
O primeiro é que quando fomos pedir alojamento na casa do Zé Lobo ( todos os 30), ele mandou-me a um sítio menos recomendável.
Disse-me literalmente:
-Oh Henrique vai pró...
Quando na verdade eu acho, que com um mês de antecedência, ele podia fazer umas obrazitas em casa, para mais dois ou três quartos, para os amigos.
O segundo motivo tem a ver com as intenções do Fernando Marta. Diz ele que leva umas garrafas de Douro, para começar logo a emborcar e que depois se verá. Como eu faço intenções de levar aquele whisky marado, está-se mesmo a ver, que meia hora depois, eu e ele arrumamos os músicos a um canto e vamos nós cantar à desgarrada.
Vai ser um espectáculo verdadeiramente deprimente.
Haja Deus
GED
segunda-feira, setembro 20, 2010
De A Varanda do Frangipani
" Hoje eu sei: África rouba-nos o ser. E nos vaza de maneira inversa: enchendo-nos de alma." Mia Couto.
quinta-feira, setembro 16, 2010
quarta-feira, setembro 15, 2010
ONU - MULHERES
Michelle Bachelet foi ontem escolhida pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, para chefiar a nova agência da ONU para as mulheres - a UN Women (ONU Mulheres). Bachelet, de 59 anos, que até Março tinha a seu cargo os destinos do Chile - de que foi uma das mais populares presidentes - , terá na hierarquia da organização o grau de secretária-geral adjunta e estará sob a autoridade directa de Ban Ki-moon.
Criada no início de Julho, a nova estrutura tem como objectivo acelerar a melhoria da condição das mulheres e das jovens no mundo e irá aglutinar outros órgãos já existentes e que trabalhavam na área da defesa dos direitos da mulher.
Ao escolher Bachelet em detrimento de outras candidatas - entre elas a ministra moçambicana Alcina Abreu -, Ban louvou o "dinamismo" e a "capacidade fora de comum para criar consensos" da ex-presidente chilena. "Estou certo que sob a sua direcção forte, poderemos melhorar a vida de milhões de mulheres e jovens no mundo".
Esta é uma excelente notícia. Finalmente, abre-se uma perspectiva séria de combate às imensas desigualdades, a que as mulheres por todo o mundo estão sujeitas.
GED
Criada no início de Julho, a nova estrutura tem como objectivo acelerar a melhoria da condição das mulheres e das jovens no mundo e irá aglutinar outros órgãos já existentes e que trabalhavam na área da defesa dos direitos da mulher.
Ao escolher Bachelet em detrimento de outras candidatas - entre elas a ministra moçambicana Alcina Abreu -, Ban louvou o "dinamismo" e a "capacidade fora de comum para criar consensos" da ex-presidente chilena. "Estou certo que sob a sua direcção forte, poderemos melhorar a vida de milhões de mulheres e jovens no mundo".
Esta é uma excelente notícia. Finalmente, abre-se uma perspectiva séria de combate às imensas desigualdades, a que as mulheres por todo o mundo estão sujeitas.
GED
terça-feira, setembro 07, 2010
segunda-feira, setembro 06, 2010
domingo, setembro 05, 2010
quarta-feira, setembro 01, 2010
TERRA DO NUNCA

Em casa no Natal, nunca compramos ramos de pinheiro. É talvez uma forma de nos opormos à predação habitual das árvores nessa época.
Há uns anos atrás compramos um pinheirinho, dentro de um vaso. Foi-se aguentando e ainda esteve connosco três natais. Depois começou a definhar.
Lembrei-me de levá-lo para a aldeia e plantei-o lá, sem grande esperança.
Hoje deixo a fotografia do meu pinheiro
GED
Há uns anos atrás compramos um pinheirinho, dentro de um vaso. Foi-se aguentando e ainda esteve connosco três natais. Depois começou a definhar.
Lembrei-me de levá-lo para a aldeia e plantei-o lá, sem grande esperança.
Hoje deixo a fotografia do meu pinheiro
GED
terça-feira, agosto 31, 2010
Monólogo de Segismundo
Ai miserável de mim e infeliz!
Apurar, ó céus, pretendo,
já que me tratais assim,
que delito cometi
contra vós outros, nascendo;
que, se nasci, já entendo
qual delito hei cometido:
bastante causa há servido
vossa justiça e rigor,
pois que o delito maior
do homem é ter nascido.
E só quisera saber,
para apurar males meus
deixando de parte, ó céus,
o delito de nascer,
em que vos pude ofender
por me castigardes mais?
Não nasceram os demais?
Pois se eles também nasceram,
que privilégios tiveram
como eu não gozei jamais?
Nasce a ave, e com as graças
que lhe dão beleza suma,
apenas é flor de pluma,
ou ramalhete com asas,
quando as etéreas plagas
corta com velocidade,
negando-se à piedade
do ninho que deixa em calma:
só eu, que tenho mais alma,
tenho menos liberdade?
Nasce a fera, e com a pele
que desenham manchas belas,
apenas signo é de estrelas
graças ao douto pincel,
quando atrevida e cruel,
a humana necessidade
lhe ensina a ter crueldade,
monstro de seu labirinto:
só eu, com melhor instinto,
tenho menos liberdade?
Nasce o peixe, e não respira,
aborto de ovas e lamas,
e apenas baixel de escamas
por sobre as ondas se mira,
quando a toda a parte gira,
num medir da imensidade
co'a tanta capacidade
que lhe dá o centro frio:
só eu, com mais alvedrio,
tenho menos liberdade?
Nasce o arroio, uma cobra
que entre as flores se desata,
e apenas, serpe de prata,
por entre as flores se desdobra,
já, cantor, celebra a obrada natura em piedade
que lhe dá a majestade
do campo aberto à descida:
só eu que tenho mais vida,
tenho menos liberdade?
Em chegando a esta paixão
um vulcão, um Etna feito,
quisera arrancar do peito
pedaços do coração.
Que lei, justiça, ou razão,
nega aos homens - ó céu grave!
privilégio tão suave,
exceção tão principal,
que Deus a deu a um cristal,
ao peixe, à fera, e a uma ave?"
(LA VIDA ES SUEÑO, Ato I, Cena I) de Pedro Calderón de la Barca
Apurar, ó céus, pretendo,
já que me tratais assim,
que delito cometi
contra vós outros, nascendo;
que, se nasci, já entendo
qual delito hei cometido:
bastante causa há servido
vossa justiça e rigor,
pois que o delito maior
do homem é ter nascido.
E só quisera saber,
para apurar males meus
deixando de parte, ó céus,
o delito de nascer,
em que vos pude ofender
por me castigardes mais?
Não nasceram os demais?
Pois se eles também nasceram,
que privilégios tiveram
como eu não gozei jamais?
Nasce a ave, e com as graças
que lhe dão beleza suma,
apenas é flor de pluma,
ou ramalhete com asas,
quando as etéreas plagas
corta com velocidade,
negando-se à piedade
do ninho que deixa em calma:
só eu, que tenho mais alma,
tenho menos liberdade?
Nasce a fera, e com a pele
que desenham manchas belas,
apenas signo é de estrelas
graças ao douto pincel,
quando atrevida e cruel,
a humana necessidade
lhe ensina a ter crueldade,
monstro de seu labirinto:
só eu, com melhor instinto,
tenho menos liberdade?
Nasce o peixe, e não respira,
aborto de ovas e lamas,
e apenas baixel de escamas
por sobre as ondas se mira,
quando a toda a parte gira,
num medir da imensidade
co'a tanta capacidade
que lhe dá o centro frio:
só eu, com mais alvedrio,
tenho menos liberdade?
Nasce o arroio, uma cobra
que entre as flores se desata,
e apenas, serpe de prata,
por entre as flores se desdobra,
já, cantor, celebra a obrada natura em piedade
que lhe dá a majestade
do campo aberto à descida:
só eu que tenho mais vida,
tenho menos liberdade?
Em chegando a esta paixão
um vulcão, um Etna feito,
quisera arrancar do peito
pedaços do coração.
Que lei, justiça, ou razão,
nega aos homens - ó céu grave!
privilégio tão suave,
exceção tão principal,
que Deus a deu a um cristal,
ao peixe, à fera, e a uma ave?"
(LA VIDA ES SUEÑO, Ato I, Cena I) de Pedro Calderón de la Barca
segunda-feira, agosto 30, 2010
domingo, agosto 29, 2010
sexta-feira, agosto 27, 2010
terça-feira, agosto 24, 2010
PORQUE É QUE EU GOSTO DE GOLF?
O golf na Europa é menos elitista (seja lá o que for que isso significa) , e mais democrático (seja lá o que for que isso significa também).
Comecei por pura curiosidade. Com o tempo, percebi que é o melhor desporto do mundo.
Em primeiro lugar, porque é jogado ao ar livre, sistemáticamente em lugares muito bonitos.
Depois percebi que não há adversários. O meu único adversário sou eu próprio, o que nem sempre é fácil.
Depois é um jogo de grande estratégia. Finalmente, não é possível jogar sem ter a cabeça completamente lavada.
Do ponto de vista técnico é altamente exigente e uma aprendizagem contínua ao longo de muitos anos.
Gosto de golf por tudo isto e, além do mais porque me permite diáriamente testar os meus limites.
Um abraço
GED
Comecei por pura curiosidade. Com o tempo, percebi que é o melhor desporto do mundo.
Em primeiro lugar, porque é jogado ao ar livre, sistemáticamente em lugares muito bonitos.
Depois percebi que não há adversários. O meu único adversário sou eu próprio, o que nem sempre é fácil.
Depois é um jogo de grande estratégia. Finalmente, não é possível jogar sem ter a cabeça completamente lavada.
Do ponto de vista técnico é altamente exigente e uma aprendizagem contínua ao longo de muitos anos.
Gosto de golf por tudo isto e, além do mais porque me permite diáriamente testar os meus limites.
Um abraço
GED
segunda-feira, agosto 23, 2010
Água em Pó
De Tatiana Druck:
que sede é essa
de si mesma
que nunca passa
que sede de mais
que entorpece
tonteia e afoga
pseudo-hidrata
afaga, esquece e mata
que sede é essa que engole e se engasga
bebe e não sacia
que gole é esse
que nunca desce?
que sede é essa
de si mesma
que nunca passa
que sede de mais
que entorpece
tonteia e afoga
pseudo-hidrata
afaga, esquece e mata
que sede é essa que engole e se engasga
bebe e não sacia
que gole é esse
que nunca desce?
segunda-feira, agosto 09, 2010
Húngaros
"Quando dois seres iguais se encontram, considera-se uma felicidade, um dom do destino. Mas encontros desse tipo, infelizmente, são raros, como se a natureza fizesse de tudo, usando a força e a astúcia, para impedir que se formasse tal harmonia - talvez porque precise, para recriar o mundo e renovar a vida, da tensão que cresce entre indivíduos que, mesmo vivendo segundo ritmos e pendores discrepantes, se perseguem eternamente."
Sándor Márai
Sándor Márai
domingo, agosto 01, 2010
Na arte de ler
Na clínica da arte de ler, nem sempre o que tem melhor visão lê melhor. Ricardo Piglia
sexta-feira, julho 23, 2010
PORTUGAL NO SEU MELHOR
Há muito tempo que não me sentia tão fascinado.
É bom viver em Portugal. É muito bom viver em Portugal.
É bom viver em Portugal. É muito bom viver em Portugal.
O bispo auxiliar de Lisboa, disse numa entrevista que era hora dos católicos deixarem as palavras e passarem à acção. Dada a dimensão da crise, os políticos deveriam doar 20% do ordenado para um fundo social, óbviamente orientado pela igreja.
Ri-me com muito prazer.
A igreja nunca gastou um centimo da sua imensa riqueza para fundos sociais.
Por outro lado, aguardo com ansiedade pelos políticos que vão (?) doar parte do seu ordenado.
Hilariante, no mínimo.
Do meu ponto de vista, devia ir tudo preso, por atentado ao próprio povo português, que não tem de aturar estas maluquices.
Aguardo os próximos capítulos, com ansiedade, mas ainda há quem se admire, que de vez em quando alguém desesperado perca a cabeça.
GED
Ri-me com muito prazer.
A igreja nunca gastou um centimo da sua imensa riqueza para fundos sociais.
Por outro lado, aguardo com ansiedade pelos políticos que vão (?) doar parte do seu ordenado.
Hilariante, no mínimo.
Do meu ponto de vista, devia ir tudo preso, por atentado ao próprio povo português, que não tem de aturar estas maluquices.
Aguardo os próximos capítulos, com ansiedade, mas ainda há quem se admire, que de vez em quando alguém desesperado perca a cabeça.
quarta-feira, julho 21, 2010
domingo, julho 18, 2010
quinta-feira, julho 15, 2010
terça-feira, julho 13, 2010
TRIBUTO
Tributo ao grupo de homens e mulheres de grande coragem, que enfrentaram de peito aberto os Adamastores!
Um punhado de valorosos navegadores
Da muito brava raça lusitana
Atreveram-se a enfrentar Adamastores
Tarefa que alguns consideraram insana
Partiram temerosos de não regressar
Antecipando rápidos e quedas mortais
Deram tudo o que tinham para dar
E ainda tiveram que dar muito mais
Foram tempestades e chuvas torrenciais
As naus galgando ondas enormes
tripulantes gritando credos e ais
Na visão de mostrengos disformes
Finalmente, vieram tempos de bonança
O porto seguro surgiu na margem
Na tripulação renasceu a esperança
De sobreviver a esta terrível viagem
Do comandante vieram ordens de atracar
Secar as roupas e esquecer agruras
Á espera de todos um grande manjar
E a ansiedade de novas aventuras
Henrique
segunda-feira, julho 12, 2010
Descer o Mondego, Eu?
Descer o Mondego sim
Foi na verdade uma alegria
Não falo só por mim,
Também pela companhia,
Essa sim, maravilhosa.
De amigos, alguns recentes,
Mas que coisa bem gostosa,
Como os dos tempos distantes.
Afinal que vamos fazer?
Atreveu-se alguém perguntar
Não sei, mas…está bem de ver,
Alguns vão é nadar…
Excelente organização?
Mais que isso, ou antes, impar!
Algo de inexcedível.
Que deliciosa confusão…
Julguei o Henrique pensar…
Será que é mesmo hoje, ou não?
Ele incapaz de falhar
Ou meter na contra-mão…
Ainda penso no alerta
Que ele me enviou
Mas, às tantas, pela certa,
O “Enter” não carregou.
Melhor que isto, é impossível!
E que dia bem passado
Da cabeça aos pés molhado
Com o corpo bem dorido
E de vermelho pintado
Chegou também ao pescoço
O lindo tom encarnado
Estou aqui que nem posso
Feliz e acalmado
Atreve-te e marcar outra
A ver se me faço rogado!
FMartaNeves
12/07/2010
Foi na verdade uma alegria
Não falo só por mim,
Também pela companhia,
Essa sim, maravilhosa.
De amigos, alguns recentes,
Mas que coisa bem gostosa,
Como os dos tempos distantes.
Afinal que vamos fazer?
Atreveu-se alguém perguntar
Não sei, mas…está bem de ver,
Alguns vão é nadar…
Excelente organização?
Mais que isso, ou antes, impar!
Algo de inexcedível.
Que deliciosa confusão…
Julguei o Henrique pensar…
Será que é mesmo hoje, ou não?
Ele incapaz de falhar
Ou meter na contra-mão…
Ainda penso no alerta
Que ele me enviou
Mas, às tantas, pela certa,
O “Enter” não carregou.
Melhor que isto, é impossível!
E que dia bem passado
Da cabeça aos pés molhado
Com o corpo bem dorido
E de vermelho pintado
Chegou também ao pescoço
O lindo tom encarnado
Estou aqui que nem posso
Feliz e acalmado
Atreve-te e marcar outra
A ver se me faço rogado!
FMartaNeves
12/07/2010
DESCER O MONDEGO
DESCER O MONDEGO
Grupo fantástico e exigente,
Cenário de arrepiar a razão,
A balsa maleável e resistente,
E em perfeita contra-mão
Uma organização que foi excelente.
Corpos maduros com espírito
De crianças dizendo que sim
À esplêndida natureza num grito
Enraizado no passado afim.
Pagaias nas mãos e toca a descer,
Em grupo, coisa boa e tão rara
Na modernidade (que faz crescer
O espaço sem tempo) qual cítara
Sem cordas mas com som de enternecer.
Mergulhos e risadas francas
Sob um manto verde de promessas
Verosímeis, as velhas ancas
Rodopiando com as possíveis pressas
E revelando a altivez das palancas.
Deixemo-nos de lamentos acabados,
A amizade abraça os defeitos,
Espaço/Tempo bem conquistados
E digam lá se não há causas com efeitos.
Grupo fantástico e exigente,
Cenário de arrepiar a razão,
A balsa maleável e resistente,
E em perfeita contra-mão
Uma organização que foi excelente.
Corpos maduros com espírito
De crianças dizendo que sim
À esplêndida natureza num grito
Enraizado no passado afim.
Pagaias nas mãos e toca a descer,
Em grupo, coisa boa e tão rara
Na modernidade (que faz crescer
O espaço sem tempo) qual cítara
Sem cordas mas com som de enternecer.
Mergulhos e risadas francas
Sob um manto verde de promessas
Verosímeis, as velhas ancas
Rodopiando com as possíveis pressas
E revelando a altivez das palancas.
Deixemo-nos de lamentos acabados,
A amizade abraça os defeitos,
Espaço/Tempo bem conquistados
E digam lá se não há causas com efeitos.
sexta-feira, julho 09, 2010
Em busca do tempo perdido
" Se quando eu lia um livro, meus pais me permitissem visitar as regiões nele descritas, julgaria ter dado um passo inestimável na conquista da verdade. Pois, se temos sempre a sensação de estar cercados pela própria alma, não quer dizer que ela nos cinja como os muros de uma prisão imóvel; antes somos como que arrastados com ela em pérpetuo impulso para ultrapassá-la, para atingir o exterior, com uma espécie de desânimo, ouvindo sempre, em torno de nós, essa idêntica sonoridade, que não é o eco de fora, mas o ressoar de uma vibração interna."
No Caminho de Swan. Marcel Proust.
No Caminho de Swan. Marcel Proust.
quinta-feira, julho 08, 2010
segunda-feira, julho 05, 2010
DAPANDULA
Com um ruído de fechar asas
Pousou sereno no beiral da casa
Absolutamente negro
Temperado em forjas de luz
Olhos de fogo fixos em mim
Planou sobre o meu rio
Observou atento, gestos e decisões
Voou para o meu braço
Cravando mansamente as garras
Num tempo de encantamento
Redondo, cristalino, ficamos imóveis
Uma gota de sangue explodiu no chão
Duas asas negras
Elevaram voos, acima do horizonte
Nos rumos de outro beiral.
GED
Pousou sereno no beiral da casa
Absolutamente negro
Temperado em forjas de luz
Olhos de fogo fixos em mim
Planou sobre o meu rio
Observou atento, gestos e decisões
Voou para o meu braço
Cravando mansamente as garras
Num tempo de encantamento
Redondo, cristalino, ficamos imóveis
Uma gota de sangue explodiu no chão
Duas asas negras
Elevaram voos, acima do horizonte
Nos rumos de outro beiral.
GED
quarta-feira, junho 30, 2010
MANHÃS DE CACIMBO
Bateis de nostalgia
São difíceis de ancorar, principalmente no espaço
Entre o querer e o fugir
Na escolha quotidiana da palavra certa
A sul só sobram cumplicidades
Brilhando nas doces manhãs de cacimbo.
GED
São difíceis de ancorar, principalmente no espaço
Entre o querer e o fugir
Na escolha quotidiana da palavra certa
A sul só sobram cumplicidades
Brilhando nas doces manhãs de cacimbo.
GED
ANTÓNIO GEDEÃO
Pedra Filosofal
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.
In Movimento Perpétuo, 1956
Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.
In Movimento Perpétuo, 1956
ANTÓNIO GEDEÃO
Um grande poeta português.
Mãezinha
A terra de meu pai era pequena e os transportes difíceis.
Não havia comboios, nem automóveis, nem aviões, nem mísseis.
Corria branda a noite e a vida era serena.
Segundo informação, concreta e exacta,
dos boletins oficiais,
viviam lá na terra, a essa data,
3023 mulheres, das quais
45 por cento eram de tenra idade,
chamando tenra idade
à que vai do berço até à puberdade.
28 por cento das restantes
eram senhoras, daquelas senhoras que só havia dantes.
Umas, viúvas, que nunca mais (oh! nunca mais!) tinham sequer sorrido
desde o dia da morte do extremoso marido;
outras, senhoras casadas, mães de filhos...
(De resto, as senhoras casadas,
pelas suas próprias condições,
não têm que ser consideradas nestas considerações.)
Das outras, 10 por cento, eram meninas casadoiras, seriíssimas, discretas,
mas que por temperamento,
ou por outras razões mais ou menos secretas,
não se inclinavam para o casamento.
Além destas meninas
havia, salvo erro, 32,
que à meiga luz das horas vespertinas
se punham a bordar por detrás das cortinas
espreitando, de revés, quem passava nas ruas.
Dessas havia 9 que moravam
em prédios baixos como então havia,
um aqui, outro além, mas que todos ficavam
no troço habitual que o meu pai percorria,
tranquilamente no maior sossego,
às horas em que entrava e saía do emprego.
Dessas 9 excelentes raparigas
uma fugiu com o criado da lavoura;
5 morreram novas, de bexigas;
outra, que veio a ser grande senhora,
teve as suas fraquezas mas casou-se
e foi condessa por real mercê;
outra suicidou-se
não se sabe porquê.
A que sobeja
chama-se Rosinha.
Foi essa que o meu pai levou à igreja.
Foi a minha mãezinha.
António Gedeão
Mãezinha
A terra de meu pai era pequena e os transportes difíceis.
Não havia comboios, nem automóveis, nem aviões, nem mísseis.
Corria branda a noite e a vida era serena.
Segundo informação, concreta e exacta,
dos boletins oficiais,
viviam lá na terra, a essa data,
3023 mulheres, das quais
45 por cento eram de tenra idade,
chamando tenra idade
à que vai do berço até à puberdade.
28 por cento das restantes
eram senhoras, daquelas senhoras que só havia dantes.
Umas, viúvas, que nunca mais (oh! nunca mais!) tinham sequer sorrido
desde o dia da morte do extremoso marido;
outras, senhoras casadas, mães de filhos...
(De resto, as senhoras casadas,
pelas suas próprias condições,
não têm que ser consideradas nestas considerações.)
Das outras, 10 por cento, eram meninas casadoiras, seriíssimas, discretas,
mas que por temperamento,
ou por outras razões mais ou menos secretas,
não se inclinavam para o casamento.
Além destas meninas
havia, salvo erro, 32,
que à meiga luz das horas vespertinas
se punham a bordar por detrás das cortinas
espreitando, de revés, quem passava nas ruas.
Dessas havia 9 que moravam
em prédios baixos como então havia,
um aqui, outro além, mas que todos ficavam
no troço habitual que o meu pai percorria,
tranquilamente no maior sossego,
às horas em que entrava e saía do emprego.
Dessas 9 excelentes raparigas
uma fugiu com o criado da lavoura;
5 morreram novas, de bexigas;
outra, que veio a ser grande senhora,
teve as suas fraquezas mas casou-se
e foi condessa por real mercê;
outra suicidou-se
não se sabe porquê.
A que sobeja
chama-se Rosinha.
Foi essa que o meu pai levou à igreja.
Foi a minha mãezinha.
António Gedeão
Mais ou menos assim
Com a devida licença poética e contando com o bom humor do insuperável Drummond, lá vai:
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J.Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história porque não tinha Internet.
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J.Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história porque não tinha Internet.
segunda-feira, junho 28, 2010
sexta-feira, junho 25, 2010
PASSOS
Ouço passos na noite
Alguém que chega cadenciando
Andares já pressentidos
Reinventando cores de bem querer
Há luz por todo o lado
Tanta luz ferindo os meus olhos
Explodindo em mil tons de azul
Ouço passos na noite
Irreverentes
Dançando destinos novos
Alisando terrenos agrestes
Convocando energias desconhecidas
Caminham na berma do amanhecer
E eu invento cheiros de jasmim no ar.
GED
Alguém que chega cadenciando
Andares já pressentidos
Reinventando cores de bem querer
Há luz por todo o lado
Tanta luz ferindo os meus olhos
Explodindo em mil tons de azul
Ouço passos na noite
Irreverentes
Dançando destinos novos
Alisando terrenos agrestes
Convocando energias desconhecidas
Caminham na berma do amanhecer
E eu invento cheiros de jasmim no ar.
GED
Cenas da Vida - Infância
Cena 1: uma menina, de mais ou menos oito anos e magrinha, segura-se em uma barra de ferro e balança o corpo de lá para cá, imaginando ser uma trapezista.
Cena 2: estatelada no chão, a menina soluça.
Cena 3: no quarto dos pais, deitada sobre a cama, a menina está em silêncio, mas seu corpo treme, para desespero da mãe, que chora.
Cena 4: chega, finalmente, o pai, médico, que sem olhar para a menina e dizer uma única palavra, paf, bate no rosto da mãe, não na menina.
Cena 5: a menina apaga.
Cena 6: nauseada, a menina acorda em um quarto de hospital, no lugar da camisola, veste um colete de gesso; a mãe, com um cigarro aceso, continua a conversar com as amigas.
Cena 7: em casa, o gesso coça e esfola; a menina pede a deus que, por favor, a ajude, e pede uma vez mais no dia seguinte e no outro, por duas semanas.
Cena 8: sentada à mesa, a família almoça; o pai, distraído, diz à mãe, hoje, essa menina tem de ir ao hospital às duas horas para trocar o colete; a mãe, prontamente, diz não posso; nesse horário, tem o sono da beleza; ao que ele responde ter o do sagrado trabalho.
Cena 9: outra vez aos soluços, anda, só, pela rua, a menina de mais ou menos oito anos e magrinha; na portaria do hospital, basta falar de quem é filha.
Cena 10: na sala pequena e bege, um homem sangra sobre a cruz pregada na parede e, da veneziana semi-aberta, escapa um facho de luz. A menina, sentada sobre uma mesa, olha ora para um ora para outro, enquanto ouve a voz calma da enfermeira dizer: cuidado, doutor, que ela deve estar em carne viva.
Cena 2: estatelada no chão, a menina soluça.
Cena 3: no quarto dos pais, deitada sobre a cama, a menina está em silêncio, mas seu corpo treme, para desespero da mãe, que chora.
Cena 4: chega, finalmente, o pai, médico, que sem olhar para a menina e dizer uma única palavra, paf, bate no rosto da mãe, não na menina.
Cena 5: a menina apaga.
Cena 6: nauseada, a menina acorda em um quarto de hospital, no lugar da camisola, veste um colete de gesso; a mãe, com um cigarro aceso, continua a conversar com as amigas.
Cena 7: em casa, o gesso coça e esfola; a menina pede a deus que, por favor, a ajude, e pede uma vez mais no dia seguinte e no outro, por duas semanas.
Cena 8: sentada à mesa, a família almoça; o pai, distraído, diz à mãe, hoje, essa menina tem de ir ao hospital às duas horas para trocar o colete; a mãe, prontamente, diz não posso; nesse horário, tem o sono da beleza; ao que ele responde ter o do sagrado trabalho.
Cena 9: outra vez aos soluços, anda, só, pela rua, a menina de mais ou menos oito anos e magrinha; na portaria do hospital, basta falar de quem é filha.
Cena 10: na sala pequena e bege, um homem sangra sobre a cruz pregada na parede e, da veneziana semi-aberta, escapa um facho de luz. A menina, sentada sobre uma mesa, olha ora para um ora para outro, enquanto ouve a voz calma da enfermeira dizer: cuidado, doutor, que ela deve estar em carne viva.
quarta-feira, junho 23, 2010
MÃOS
É de mãos que eu falo
Dedilhando cuidadosamente os sons
De corpos e almas
De mãos serenas, traçando contornos
Para além do vazio e da solidão
Criando ilhas em oceanos violetas
De mãos firmes desventrando amores
Apontando firmemente os caminhos futuros
De mãos entrelaçando outras mãos
Em gestos de ternura incontida.
De mãos incapazes de rasgar cartas
Concavas, segurando a areia dos penhascos
Voando exuberantes sobre as ondas
De mãos feiticeiras tecendo sem fim
Penélopes traçando os seus próprios rumos
De mãos acariciando serenas, o dorso dos rios
Desvendando labirintos e enseadas
Até que finalmente tudo seja mar
É de mãos que eu falo.
GED
Dedilhando cuidadosamente os sons
De corpos e almas
De mãos serenas, traçando contornos
Para além do vazio e da solidão
Criando ilhas em oceanos violetas
De mãos firmes desventrando amores
Apontando firmemente os caminhos futuros
De mãos entrelaçando outras mãos
Em gestos de ternura incontida.
De mãos incapazes de rasgar cartas
Concavas, segurando a areia dos penhascos
Voando exuberantes sobre as ondas
De mãos feiticeiras tecendo sem fim
Penélopes traçando os seus próprios rumos
De mãos acariciando serenas, o dorso dos rios
Desvendando labirintos e enseadas
Até que finalmente tudo seja mar
É de mãos que eu falo.
GED
terça-feira, junho 22, 2010
Circulação
Dedilha-me com cuidado. Deixa-me ampliar o contorno do mapa que constrói e navega além do meu vazio. Tumultua o fluxo para que o oceano se reconfigure em ilha, e o horizonte escape de dentro feito um amor desventrado.
sexta-feira, junho 18, 2010
SARAMAGO
Saramago partiu.
Nada mais natural, como ele próprio diria.
Para nós, partiu mais do que o nosso Nobel.
Partiu aquele que escreveu o mais belo romance de amor em lingua portuguesa.
Partiu uma voz repetidamente solidária com os mais desfavorecidos.
A Pátria portuguesa está de luto.
GED
Nada mais natural, como ele próprio diria.
Para nós, partiu mais do que o nosso Nobel.
Partiu aquele que escreveu o mais belo romance de amor em lingua portuguesa.
Partiu uma voz repetidamente solidária com os mais desfavorecidos.
A Pátria portuguesa está de luto.
GED
quarta-feira, junho 16, 2010
QUE PAÍS?
A Bélgica é um país que me diz muito.
A minha avó era belga e estive lá muitas vezes, por vezes por longos períodos. A minha avó era orgulhosamente flamenga, coisa que eu sempre questionei. Para me fazer entender na zona flamenga, fazia-o melhor em inglês, porque se falasse francês ou não me respondiam, ou respondiam com má cara.
Incompreensivel mas verdadeiro.
Agora, questiona-se a viabilidade da Bélgica como país.
A nossa querida Europa unida é isto: estilhaços de Jugoslávia, de Checoslováquia, provávelmente da Bélgica e numerosos movimentos mini nacionalistas em tudo quanto é sítio.
Vai ser um local bom para viver no futuro!
A minha avó era belga e estive lá muitas vezes, por vezes por longos períodos. A minha avó era orgulhosamente flamenga, coisa que eu sempre questionei. Para me fazer entender na zona flamenga, fazia-o melhor em inglês, porque se falasse francês ou não me respondiam, ou respondiam com má cara.
Incompreensivel mas verdadeiro.
Agora, questiona-se a viabilidade da Bélgica como país.
A nossa querida Europa unida é isto: estilhaços de Jugoslávia, de Checoslováquia, provávelmente da Bélgica e numerosos movimentos mini nacionalistas em tudo quanto é sítio.
Vai ser um local bom para viver no futuro!
GED
HERÓIS DO MAR
A entrevista de Ronaldo, foi devastadora do ponto de vista cultural. A arrogância levada ao extremo, por alguém que devia ter um assessor de imagem e que deveria ter o cuidado de não dizer parvoíces.
E, depois foi o que se viu.
Os amantes de futebol como eu, gostam de ver bons jogos, principalmente quando dizem que estão a representar o nosso país. Haja ao menos dignidade.
A atenção que os "media" dão aos nossos "heróis do mar", é do mais bacoco que se possa imaginar e, é triste que tenhamos que assistir a tudo isto que nos entra pela casa dentro.
O maior espectáculo do mundo, com estes actores, torna-se confrangedor.
GED
E, depois foi o que se viu.
Os amantes de futebol como eu, gostam de ver bons jogos, principalmente quando dizem que estão a representar o nosso país. Haja ao menos dignidade.
A atenção que os "media" dão aos nossos "heróis do mar", é do mais bacoco que se possa imaginar e, é triste que tenhamos que assistir a tudo isto que nos entra pela casa dentro.
O maior espectáculo do mundo, com estes actores, torna-se confrangedor.
segunda-feira, junho 07, 2010
Um bicho de sete cabeças
Um bicho de sete cabeças se esconde na minha. Um bicho de olho na tocaia alimenta minhas paranóias enquanto as devora com prazer. Um bicho de sete cabeças gira meus instintos e sacode minhas certezas. Aguça minha fúria pedindo a ela por ternura. O bicho não se enamora da Hidra nem de seu Hércules mutilador. O bicho move o sangue, aniquila invasores. O bicho tem sete cabeças. Não tem sete vidas. Por certo, não há de ter também sete corações.
segunda-feira, maio 31, 2010
ENCONTRO
Os amigos pedem e não há como recusar. Um abraço.
21º Encontro dos Antigos Alunos do Cubal
Caros Amigos...21º Encontro dos Antigos Alunos do Cubal
Eis-nos de novo!
Tal como prometido aqui estamos para vos dar mais algumas informações
sobre o nosso encontro.
Vamos uma vez mais, estar juntos e aqui vai o nosso convite que estamos
certos vão aceitar.
Acreditem que todos fazemos uma enorme falta, pois só assim conseguiremos manter vivo este espaço de partilha e amizade. Quanto a nós, organização, uma vez mais, tudo faremos para tornar este 21º Encontro em mais um momento para todos inesquecível.
Todos juntos, os Cubalenses, iremos por certo desfrutar momentos que nos fazem regressar a um tempo longínquo mas de grande importância.
Ajude-nos na tarefa de sermos cada vez mais, motivando aqueles que lhe estão próximos para estarem connosco no próximo fim-de-semana de 18/19 de Setembro de 2010.
Quanto ao local, uma vez mais o Hotel da Quinta da Lagoa em Mira, que bem conhecemos e que nos tem retribuído com a maior simpatia e disponibilidade.
No que respeita ao evento, o 21º Encontro, junto enviamos o programa e respectivo preçário, podendo desde já adiantar que a nossa noite será abrilhantada pelos já nossos conhecidos e amigos do Trio Áfrika, que nos habituou a grandes noite de “farra”.
Observação: Para iniciar o convívio bem mais cedo, convidamos-vos a inscrever-se para o almoço de sábado, onde, para além de um óptimo menu poderão estar bem perto dos vossos amigos.
PROGRAMATal como prometido aqui estamos para vos dar mais algumas informações
sobre o nosso encontro.
Vamos uma vez mais, estar juntos e aqui vai o nosso convite que estamos
certos vão aceitar.
Acreditem que todos fazemos uma enorme falta, pois só assim conseguiremos manter vivo este espaço de partilha e amizade. Quanto a nós, organização, uma vez mais, tudo faremos para tornar este 21º Encontro em mais um momento para todos inesquecível.
Todos juntos, os Cubalenses, iremos por certo desfrutar momentos que nos fazem regressar a um tempo longínquo mas de grande importância.
Ajude-nos na tarefa de sermos cada vez mais, motivando aqueles que lhe estão próximos para estarem connosco no próximo fim-de-semana de 18/19 de Setembro de 2010.
Quanto ao local, uma vez mais o Hotel da Quinta da Lagoa em Mira, que bem conhecemos e que nos tem retribuído com a maior simpatia e disponibilidade.
No que respeita ao evento, o 21º Encontro, junto enviamos o programa e respectivo preçário, podendo desde já adiantar que a nossa noite será abrilhantada pelos já nossos conhecidos e amigos do Trio Áfrika, que nos habituou a grandes noite de “farra”.
Observação: Para iniciar o convívio bem mais cedo, convidamos-vos a inscrever-se para o almoço de sábado, onde, para além de um óptimo menu poderão estar bem perto dos vossos amigos.
Dia 18 de Setembro
11:00 – 13:30 – Recepção e Concentração no Hotel Quinta da Lagoa
13:30 – 15:00 - Almoço
15:00 – 18:30 – Actividades diversas
20:30 – 22:30 – Jantar
22:30 – 05:00 – Animação e Baile
Dia 19 de Setembro
09:00 - 11:00 - Despertar e pequeno-almoço
Ementas
Almoço 18 de Setembro
Couvert
Sopa
Prato de peixe
(Bacalhau à Lagareiro)
Buffet de sobremesas com fruta e doces
Vinho tinto e branco, águas minerais e refrigerantes
Café e digestivos
Jantar e Ceia de 18 de Setembro
Sopa
Prato de Peixe e Prato de Carne
Buffet de sobremesas com fruta e doces
Vinho tinto e branco, águas minerais e refrigerantes
Café e digestivos
Ceia
(Caldo verde, Bolinhos de Bacalhau, Rissóis, Croquetes, Presunto, Queijo Rabaçal, etc.)
PREÇÁRIO
Quarto Individual------------------------------------------- € 42
Quarto Duplo ----------------------------------------------- € 47
Cama Extra ------------------------------------------------- € 16
Almoço-------------------------------------------------------- € 20
Jantar, Ceia e Cocktail de Recepção --------------- € 36
(crianças com menos de 6 anos não pagam e dos 6 aos 12 anos pagam 50%).
Quota--------------------------------------------------------- € 7,5
As inscrições e os respectivos pagamentos (por cheque), devem ser feitas impreterivelmente até ao dia 5 de Setembro de 2010, para o seguinte endereço:
Jose Lobo Pires – Rua Alexandre O’Neill, Nº11 – 1ºEsq, 2745 – 896 Tercena
Para quaisquer outros esclarecimentos é favor contactar a comissão organizadora através dos seguintes contactos:
Mimi Peixoto --- Tlm 96 5 876 468 - mcppeixoto@gmail.com
Manuel Faria de Sousa – Tlm 96 0 315 802 - mfsousa1@hotmail.com
Jose Lobo Pires – Tlm 91 9 410 968 - jose.lobo.pires@gmail.com
Um grande abraço e até lá
Saudações Cubalenses
quarta-feira, maio 26, 2010
E ESTA, HEM?
De repente, os hospitais portugueses ( e outras empresas estatais ), desataram a declarar pelo seus porta-vozes, que iriam tomar uma série de medidas, que não pondo em causa a qualidade dos serviços de saúde, nem os beliscando sequer iriam poupar uma quantidade de milhôes de euros anuais.
Seriam óbviamente, direccionadas para uma gestão mais eficaz, blá, blá, blá.
A seguir vem um enorme coro de louvação por tão patrióticas atitudes neste momento de crise.
Mas, afinal o que é isto?
Porque é que ninguém faz a pergunta correcta?
Se afinal, é possível através de gestões mais cuidadas, com maior atenção aos desperdícios ( e ao roubo?), porque é que isso não foi já feito?
Quem é que nos tem andado a enganar e a gastar indevidamente o nosso dinheiro.
Afinal a quem é que os gestores, (que aparentemente são muito mais importantes num hospital, que o pessoal da saúde), têm que prestar contas?
Um dia iremos saber!
GED
Seriam óbviamente, direccionadas para uma gestão mais eficaz, blá, blá, blá.
A seguir vem um enorme coro de louvação por tão patrióticas atitudes neste momento de crise.
Mas, afinal o que é isto?
Porque é que ninguém faz a pergunta correcta?
Se afinal, é possível através de gestões mais cuidadas, com maior atenção aos desperdícios ( e ao roubo?), porque é que isso não foi já feito?
Quem é que nos tem andado a enganar e a gastar indevidamente o nosso dinheiro.
Afinal a quem é que os gestores, (que aparentemente são muito mais importantes num hospital, que o pessoal da saúde), têm que prestar contas?
Um dia iremos saber!
GED
ELA E ELE
Rasgam-se fendas no tecido do tempo
Cidades flutuantes brilham no escuro
No incessanto balanço dos mares e marés
As noites afundam-se no horizonte
Vapores liquidos estremecem o ar quente
Ela, bailarina ensaia passos de dança
Daqueles que já não se usam mais
Vestido de cetim azul pairando no ar
Os olhos dele enchem-se de pirilampos
Brilhando desejos de querer ousar
Sorriem-se
Em ondas de espuma e ventos mansos
E ela, e ele
São rios de muito encanto e alucinações
Descendo montanhas abruptas e planícies
Até serem apenas foz.
GED
Cidades flutuantes brilham no escuro
No incessanto balanço dos mares e marés
As noites afundam-se no horizonte
Vapores liquidos estremecem o ar quente
Ela, bailarina ensaia passos de dança
Daqueles que já não se usam mais
Vestido de cetim azul pairando no ar
Os olhos dele enchem-se de pirilampos
Brilhando desejos de querer ousar
Sorriem-se
Em ondas de espuma e ventos mansos
E ela, e ele
São rios de muito encanto e alucinações
Descendo montanhas abruptas e planícies
Até serem apenas foz.
GED
domingo, maio 16, 2010
Garimpo
Olha-me. Percebe a pá que ofereço? Em cada tecla uma enxadada. As palavras loucas de fome e de raiva de quem as controla. Nada preenchendo as lacunas do esperado. Os pensamentos perdidos no preto plástico, no tec tec de uma digitação tão rápida quanto capenga. Frases e mais frases por uma pessoa desconhecida, pelo ser que me desmente, porque me desminto tonta feito um carrossel de cavalos brancos, que me coiceiam e já não mais me espantam, nem a minha vida secreta, secreta até de mim, de minhas ambições sem entrega, acidentes à margem do meu idioma, da essência que me azucrina e, indiferente, me coloca em uma condição de estranhamento, de sublocatária da minha estrutura, estrutura de pouca maldade, de acentuado desconforto, irritada com as imitações do mundo, com a mímica macaca dessa espécie de geografia delicada, que acredita em um mundo além sem nunca ter dado um passo para fora do cercado implacável que a enraiza aqui.
segunda-feira, maio 03, 2010
Datilografando
Está tarde, ela sabe. E, além de tarde, faz frio. Nada glacial. Mas os pés pedem por meias. Ela não gosta de usar meias. Prefere luvas, de lã, para não ter de dar tapas de pelica. O ideal seriam as de boxe, combinariam com o capuz do roupão que pega emprestado do marido sem ele saber. Mas com o roupão o jogo é rápido, usa só para sair do banho e chegar no armário em busca de um abrigo, apeluciado de preferência, macio e quente feito um bichinho de criança, feito um corpo que quase respira, como aqueles que tinha sobre a penteadeira de seu quarto de menina, caixinha de música perdida em uma grande casa gelada, aquecida à lenha, a livros e a uma pequena máquina de escrever.
domingo, maio 02, 2010
Poesia de Paulo Leminski
Amor, então
também, acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima.
--------------------------
meus amigos
quando me dão a mão
sempre deixam
outra coisa
presença
olhar
lembrança
calor
meu amigos
quando me dão
deixam na minha
a sua mão.
também, acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima.
--------------------------
meus amigos
quando me dão a mão
sempre deixam
outra coisa
presença
olhar
lembrança
calor
meu amigos
quando me dão
deixam na minha
a sua mão.
segunda-feira, abril 26, 2010
Poeminho para um começo
Porque um começo nunca é fácil e eu não sou uma zonguinha, vou começar tomando emprestado a voz alheia, a voz de um poeta aqui do meu sul para agradecer o convite feito pelo GED. Obrigada :)
Então, segue abaixo o Poeminho do contra, de Mário Quintana.
"Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!"
Um abraço a todos.
Helena Terra
Então, segue abaixo o Poeminho do contra, de Mário Quintana.
"Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!"
Um abraço a todos.
Helena Terra
segunda-feira, abril 12, 2010
Celebra Sempre
Hoje, o Henrique celebra a sua chegada a este fantástico planeta (que ficou mais rico com a presença dele), e se há algo que merece é celebrá-lo sempre com galhardia e pujança que tão bem tem demonstrado. Tem um dia muito grande exactamente à tua medida. Um abraço apertado.
domingo, abril 04, 2010
O PAÍS DO ARCO-IRIS
Morreu Eugene Terre-Blanche, assassinado sabe-se lá por quem. Defendia a supremacia branca!!! Agora prometem vingança e a comunidade negra está em sobressalto.
É tempo, para mim que não sou racista, de pedir ajuda à engenharia genética. Resolver de uma vez por todas esta patetice das cores.
Porque não criar um "esperanto" racial?
Criar um homem novo, meio colorido, mestiço, com tons de amarelo, olhos em bico, cabelos de judeu ortodoxo e com uns laivos de tendência de bombista suicida. Provávelmente não resolveria totalmente o problema, já que existiriam uns mais mestiços que outros, com mais alguns caracóis, olhos mais ou menos em bico, mas melhoraria alguma coisa.
Haja paciência
GED
É tempo, para mim que não sou racista, de pedir ajuda à engenharia genética. Resolver de uma vez por todas esta patetice das cores.
Porque não criar um "esperanto" racial?
Criar um homem novo, meio colorido, mestiço, com tons de amarelo, olhos em bico, cabelos de judeu ortodoxo e com uns laivos de tendência de bombista suicida. Provávelmente não resolveria totalmente o problema, já que existiriam uns mais mestiços que outros, com mais alguns caracóis, olhos mais ou menos em bico, mas melhoraria alguma coisa.
Haja paciência
GED
sexta-feira, abril 02, 2010
POR ESTE RIO ACIMA
Povo de patriotas é aquilo que nós somos, sempre prontos a empunhar as bandeiras da liberdade e a lutar por causas nobres e justas.
É assim que nos comportamos perante a adversidade, por isso nos conhecem por esse mundo de deus, como um povo de guerreiros e marinheiros.
Hoje idas as glórias de outrora, o que é que nos resta para além de gestores mal comportados?
Resta-nos uma centelha de esperança, quando vemos o glorioso a dar uma lição de futebol ao Liverpool.
Espectáculo maravilhoso, com dois secos nas malhas. Nada ainda está resolvido, mas valeu a pena.
GED
É assim que nos comportamos perante a adversidade, por isso nos conhecem por esse mundo de deus, como um povo de guerreiros e marinheiros.
Hoje idas as glórias de outrora, o que é que nos resta para além de gestores mal comportados?
Resta-nos uma centelha de esperança, quando vemos o glorioso a dar uma lição de futebol ao Liverpool.
Espectáculo maravilhoso, com dois secos nas malhas. Nada ainda está resolvido, mas valeu a pena.
GED
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