sexta-feira, junho 05, 2026

REFAZER A HISTÓRIA

 



A administração Trump também tomou medidas contra avisos sobre alterações climáticas, um fator que afeta monumentos colocados em paisagens naturais.

No Monumento Nacional Fort Sumter, na Carolina do Sul, foi removida por completo uma placa que incluía detalhes sobre os impactos iminentes das alterações climáticas, incluindo informação sobre como "a subida do nível do mar poderá inundar a maior parte das muralhas do forte e alagar o histórico campo de parada".

Os esforços da administração Trump têm gerado críticas de alguns legisladores e grupos de defesa, incluindo o processo apresentado em fevereiro por uma coligação de conservacionistas e ativistas que cita as remoções da placa de Doane e de outras sinalizações. A ação acusa a administração de "montar uma campanha sustentada para apagar a história e minar a ciência". O caso em Massachusetts continua pendente.

O Departamento do Interior disse à CNN: "Este esforço não tem como objetivo remover a história. Trata-se de garantir que as exposições financiadas pelos contribuintes apresentam a história de forma equilibrada, factual e apropriada, refletindo toda a história da América, incluindo as suas conquistas extraordinárias e os seus desafios."

Na sequência da ordem executiva de Trump, o Departamento do Interior ordenou uma revisão de conteúdos como exposições, filmes, panfletos e placas nos parques nacionais.,. Se um item fosse considerado "inconsistente" com a ordem executiva de Trump, poderia ser removido ou substituído.

Uma exposição assinalava o assassinato do abolicionista Elijah Parish Lovejoy. "Este documento afirma que uma ‘multidão assassina’ matou um abolicionista. Isto denigre os assassinos?", questiona o comentário. Sugere reformular a inscrição para: "O editor abolicionista Elijah Lovejoy é assassinado pelas suas opiniões."

A Casa Branca defendeu as remoções. Num comunicado, a porta-voz Taylor Rogers disse à CNN que Trump "está a honrar o extraordinário património do nosso país e a restaurar um sentimento de orgulho nacional".

"O presidente pôs fim à caracterização divisiva e imprecisa da história da nossa nação promovida pela esquerda radical, que se infiltrou nos nossos parques nacionais e museus, e está a restaurar a verdade e a sanidade", afirmou.

Mas o rumo da história muda, observa Rodgers, membro da Nação Blackfeet: os que estão atualmente no poder não estarão lá para sempre, "e haverá um tempo e um lugar da nossa escolha para corrigir isto".


Há uma altura em que tudo é possível, e a loucura atinge níveis alarmantes e perigosos. Refazer a história, branqueá-la, inventar tudo de novo, para parecermos um povo e uma raça celestiais, é um crime contra a humanidade.

Anda por aí muita gente a tentar fazer isso. O Eça é racista, o Tintin também, então vamos fazer uma queima dos livros, para que as novas gerações comecem a pensar que o ser humano é perfeito. Os livros do Mark Twain devem ser abolidos.

As guerras nunca existiram, nunca ninguém pousou na lua, os navegadores portugueses eram todos bons e cheios de boas intenções, o extermínio da nação india nunca aconteceu e é apenas notícia de gente desinformada, as cruzadas e a santa inquisição, são fábulas para assustar os mais pequenos, o holocausto foi uma mentira. A escravatura foi uma invenção maldosa. 

Temos todos de voltar a estudar, ou de preferência a lutar.

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