quinta-feira, junho 18, 2026

SELECÇÃO

Um povo inteiro em festa. Desta vez é que vamos ser campeões do mundo. Os nossos rapazes estão entre as estrelas do futebol mundial, vão em avião só para eles, levam treinadores massagistas, psicólogos, médicos, cozinheiros, vão ficar nos melhores hotéis. A gente paga e não se importa, porque agora é que "vai dar Portugal". E ainda por cima, ficaram num grupo bom, com equipas que não vão dar problemas, isto são favas contadas.

E depois, aconteceu a RDC.

E depois entramos a jogar um jogo, que mais parecia um treino desinteressante. Apático, sem soluções, de talento zero e principalmente sem qualquer vontade de estar ali, sem garra, como habitualmente.

Os jogadores do Congo, fizeram um jogo enorme e só não ganharam por puro azar.

No final, as velhas frases do costume, gastas de tanto serem usadas. Correu mal, vamos ter de reflectir nos erros, analisá-los. Agora é levantar a cabeça e pensar no próximo jogo.

Pode ser que aconteçam milagres, mas o meu conselho é que não pensem no próximo jogo, pensem já na marcação da viagem de regresso.

Pensem que os portugueses, tal como os outros povos todos, se fartam de trabalhar, auferem numa vida menos do que vocês ganham num ano, e são despedidos se não cumprirem nos seus locais de trabalho. 

quarta-feira, junho 17, 2026

A LINGUA




A minha pátria é a minha lingua. Isto já foi dito à exaustão, mas aparentemente não encontrou caminho.

Tanto se tem falado a favor e contra o acordo ortográfico e na pureza da lingua, que seria de esperar que cada um tivesse um orgulho enorme na sua lingua bem falada.

O português, a minha lingua aparentemente tem defeitos e lacunas. Em todos os sítios desde o mais recondito, até às grandes cidades, nos media essas lacunas são plasmadas diáriamente, não pela lingua mas por quem a fala. Incapazes, e também por um enorme pedantismo aparecem em português vernáculo palavras como ghosting, bullying, disclaimer, tunning, cold blob, carjacking, and so on.

Pode parecer muito culto a quem as profere, mas a pobreza vem do facto de não saberem suficiente de português, para poderem falar...português. 

sexta-feira, junho 05, 2026

REFAZER A HISTÓRIA

 



A administração Trump também tomou medidas contra avisos sobre alterações climáticas, um fator que afeta monumentos colocados em paisagens naturais.

No Monumento Nacional Fort Sumter, na Carolina do Sul, foi removida por completo uma placa que incluía detalhes sobre os impactos iminentes das alterações climáticas, incluindo informação sobre como "a subida do nível do mar poderá inundar a maior parte das muralhas do forte e alagar o histórico campo de parada".

Os esforços da administração Trump têm gerado críticas de alguns legisladores e grupos de defesa, incluindo o processo apresentado em fevereiro por uma coligação de conservacionistas e ativistas que cita as remoções da placa de Doane e de outras sinalizações. A ação acusa a administração de "montar uma campanha sustentada para apagar a história e minar a ciência". O caso em Massachusetts continua pendente.

O Departamento do Interior disse à CNN: "Este esforço não tem como objetivo remover a história. Trata-se de garantir que as exposições financiadas pelos contribuintes apresentam a história de forma equilibrada, factual e apropriada, refletindo toda a história da América, incluindo as suas conquistas extraordinárias e os seus desafios."

Na sequência da ordem executiva de Trump, o Departamento do Interior ordenou uma revisão de conteúdos como exposições, filmes, panfletos e placas nos parques nacionais.,. Se um item fosse considerado "inconsistente" com a ordem executiva de Trump, poderia ser removido ou substituído.

Uma exposição assinalava o assassinato do abolicionista Elijah Parish Lovejoy. "Este documento afirma que uma ‘multidão assassina’ matou um abolicionista. Isto denigre os assassinos?", questiona o comentário. Sugere reformular a inscrição para: "O editor abolicionista Elijah Lovejoy é assassinado pelas suas opiniões."

A Casa Branca defendeu as remoções. Num comunicado, a porta-voz Taylor Rogers disse à CNN que Trump "está a honrar o extraordinário património do nosso país e a restaurar um sentimento de orgulho nacional".

"O presidente pôs fim à caracterização divisiva e imprecisa da história da nossa nação promovida pela esquerda radical, que se infiltrou nos nossos parques nacionais e museus, e está a restaurar a verdade e a sanidade", afirmou.

Mas o rumo da história muda, observa Rodgers, membro da Nação Blackfeet: os que estão atualmente no poder não estarão lá para sempre, "e haverá um tempo e um lugar da nossa escolha para corrigir isto".


Há uma altura em que tudo é possível, e a loucura atinge níveis alarmantes e perigosos. Refazer a história, branqueá-la, inventar tudo de novo, para parecermos um povo e uma raça celestiais, é um crime contra a humanidade.

Anda por aí muita gente a tentar fazer isso. O Eça é racista, o Tintin também, então vamos fazer uma queima dos livros, para que as novas gerações comecem a pensar que o ser humano é perfeito. Os livros do Mark Twain devem ser abolidos.

As guerras nunca existiram, nunca ninguém pousou na lua, os navegadores portugueses eram todos bons e cheios de boas intenções, o extermínio da nação india nunca aconteceu e é apenas notícia de gente desinformada, as cruzadas e a santa inquisição, são fábulas para assustar os mais pequenos, o holocausto foi uma mentira. A escravatura foi uma invenção maldosa. 

Temos todos de voltar a estudar, ou de preferência a lutar.

segunda-feira, junho 01, 2026

OUSADIAS

  



Como é que um Estado "terrorista", se atreve, tem a ousadia de fazer o que lhe apetece?