Há nuvens aprisionadas nos gelos deste e doutros invernos. Nuvens de palavras e cor e sons, apenas esperando por primaveras que tardam em chegar.
Afinal, nuvens são água em estado de liberdade pura.
GED
É assim a vida em TERRAMAR, onde dragões e feiticeiras se juntam e contam histórias em que tudo pode acontecer.



De repente, as palavras misturam-se de forma indesejada. Por incompetência ou insensatez, deixamos que elas nos golpeiem e abram rasgos de difícil encerramento. Apetece fazer como Penélope, desfazer tudo e começar de novo, de modo que as nuvens sejam nuvens e que chão firme tenha exactamente esse significado.
Pode-se ser livre em qualquer circunstância. Não há machado que corte a raíz ao pensamento. Pode-se criar o que se quiser, escrever sobre as nuvens, dançar com as palavras, fazer gotejar palavras dos beirais aflorando nevoeiros, pode-se descer as avenidas dançando ao som de um bolero imaginário.
Arrumei a casa. Mudei alguma mobília. No essencial, pintei-a de cores novas e abri novas portas e janelas. Mandei vir gente para me ajudar.

Nuvens desajeitadas inundam o meu deserto.