Nestes dias nebulosos, que teimam em nos cercar, os noticiários de todas as cadeias televisivas, tentam formatar quem assiste e fazer uma lavagem cerebral colectiva.
Não se fala noutra coisa senão nas operações "Miado de gato" e "Fúria pífia", numa clara cruzada para instalar seja lá o que for em outros países. Claro, não vamos deixar-nos enganar, mas como ignorar os milhares de mortos, tão cruelmente indiferentes para esta gentinha.
No entanto, fui surpreendido com a notícia do novo romance de Arundhati Roy.
Nas declarações iniciais da autora, de uma forma absolutamente cristalina, resumiu toda a minha maneira de pensar ao longo da vida:
" Sei que estamos aqui hoje para falar sobre o livro Mother Mary Comes To Me. Mas como podemos terminar o dia sem falar acerca daquelas belas cidades - Teerão, Isfahan e Beirute - que estão em chamas?
Em consonância com o espirito de franqueza e indelicadeza da minha mãe Maria, gostaria de usar esta plataforma para dizer algo sobre o ataque não provocado e ilegal dos EUA e Israel ao Irão. É, naturalmente, uma continuação do genocídio em Gaza. São os mesmos velhos genocidas a usar o mesmo velho manual. Assassinando crianças, bombardeando hospitais, cidades. E depois fazendo-se de vítimas."
"Mas o Irão não é Gaza. O teatro desta nova guerra pode expandir-se e consumir o mundo inteiro. O mesmo país que bombardeou Hiroshima e Nagasaki, pode estar a preparar-se para bombardear uma das civilizações mais antigas do mundo.
Inequívocamente, estou do lado do Irão Quaisquer regimes que precisem de ser mudados, incluindo EUA e Israel e o nosso, precisam de ser mudados pelo povo, não por algum poder imperial, inchado, mentiroso, trapaceiro, ganacioso, que rouba recursos e lança bombas.
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